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Alemão Alvinegro

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Há apenas um mês, Alemão passa diariamente pelo muro dos ídolos, revitalizado em 2015, a caminho de General Severiano. Na parede, ao lado de craques como Garrincha, Nilton Santos, Carlos Alberto Torres e companhia, o lateral-direito do Botafogo se surpreendeu ao ver o nome de um xará escrito ali. Trata-se de Ricardo Rogério de Brito, também dono do apelido, ex-volante do clube e da Seleção nos anos 80. Mesmo sem conhecer o ídolo alvinegro, o ala já o tem como espelho para um dia ter a sua pintura ao lado da dele. E para isso, sonha com vida longa no time em que está emprestado só até dezembro, mas com muita gana de continuar.

– Então, eu vi no muro ali atrás um Alemão. Até brinquei: “Daqui uns dias minha foto vai estar ali, se Deus quiser” (risos). Não procurei referências, mas já que tem um Alemão é um bom espelho. (…) Ainda não tive nenhuma conversa de renovação, mas também procuro trabalhar sem essa ansiedade. Acho que trabalhando tranquilo e bem, as coisas vêm naturalmente. Claro que a motivação para ficar é imensa, a vontade também, mas isso pertence a Deus. Vamos trabalhar para que as coisas aconteçam. Se for da vontade de Deus e da diretoria do Botafogo da gente continuar, que eu continue, e o Bragantino infelizmente vai perder nessa briga (risos).

O novo Alemão tem contrato com o Bragantino até o fim de 2017, mas veio com valor de compra fixado e tem agradado internamente. Foram apenas quatro jogos, mas com quatro vitórias, uma assistência e média de 0,5 gol sofrido por partida. Nesta quarta-feira, ele está confirmado no time que enfrenta o Santa Cruz às 21h45 (de Brasília) no Arruda, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mas não estranhem ao o verem com uma proteção na mão esquerda.

– Deu uma fraturazinha no osso do dedo, mas pessoal já analisou, o doutor deu o veredicto, então vamos só imobilizar e ir para o jogo. Foi no último jogo, em um lance com o Fábio Santos. Mas não é nada demais, não – assegurou o descontraído lateral.

O GloboEsporte.com bateu um papo com o Alemão após o treino da última terça-feira, em General Severiano. O “estrangeiro só de nome” falou sobre a adaptação ao Rio de Janeiro no calor do verão carioca – que os gringos conhecem bem –, sobre a vida de turista na Cidade Maravilhosa, seu lado garçom, da expectativa pelo seu primeiro gol no clube, as chances de Libertadores e ainda respondeu a cinco perguntas de torcedores mandadas à reportagem via Twitter.

Confira a entrevista completa abaixo:

Quatro jogos, quatro vitórias, uma assistência… Como avalia esse começo pelo Botafogo? Esperava um início tão animador?

Alemão: Não podia ser diferente. Não imaginava esse começo tão vitorioso, mas a gente trabalha para que os resultados venham, então fico feliz. Mais feliz ainda em poder estar ajudando, que nem no último jogo, dei o passe para o Pimpão. É trabalhar e manter o foco para que a gente possa continuar ajudando o Botafogo.

E essa primeira assistência aí, hein? Que passe milimétrico foi aquele?

Eu já tinha visto o Camilo e o Pimpão do outro lado. A gente sempre trabalha essa invertida de bola, então consegui ver antes. Assim que o Neilton ajeitou a bola eu já cruzei, e ele foi muito feliz na conclusão com o gol, que é o mais importante.

Você costumava ser garçom no Bragantino?

Eu estava dando umas assistências legais lá, o trabalho foi bem reconhecido. Hoje estou aqui, né? Acho que só tende a crescer para a gente dar seguimento no trabalho.

Gol eu sei que você gostava de fazer por lá…

(Risos) De vez em quando sai alguns, mas é manter o foco, isso aí sai naturalmente. Primeira função do lateral é sempre estar marcando ali para depois ajudar o ataque.

São só quatro jogos, mas já teve algum feedback da diretoria? Alguém te procurou para conversar?

Ainda não tive nenhuma conversa de renovação, mas também procuro trabalhar sem essa ansiedade. Acho que trabalhando tranquilo e bem, as coisas vêm naturalmente. Claro que a motivação para ficar é imensa, a vontade também, mas isso pertence a Deus. Vamos trabalhar para que as coisas aconteçam.

Mas você já avisou para os caras lá do Bragantino que não volta mais?

(Risos) A gente trabalha para conseguir o melhor, né? Se for da vontade de Deus e da diretoria do Botafogo da gente continuar, que eu continue, e o Bragantino infelizmente vai perder nessa briga (risos).

Até quando vai seu contrato lá no Bragantino?

Até o fim de 2017 a gente fez um acordo que está rolando aí, mas acho que da parte deles não tem empecilho algum para que o negócio não aconteça. É um grande feito para eles também se acontecer uma futura renovação aí, então é indiferente o tempo de contrato lá. Acho que é a causa menor nesse momento.

Como tem sido o contato com os torcedores?

Nas redes sociais estão me pedindo para ficar. Claro que não é meu o veredicto final, mas vou trabalhar para isso. Agradeço de antemão o carinho do torcedor, pela recepção, que a gente possa continuar juntos.

Sei que você quer ficar, mas já está acostumado ao Rio? Já virou carioca?

Não, ainda falo o paulista (risos), não puxo meio a língua, mas estou me adaptando bem, cidade boa, bonita de se viver. O Rio de Janeiro é lindo, né? Cidade Maravilhosa, espero continuar aqui (risos).

E o calor?

Pô, eu esperava menos calor. Até brinquei com o pessoal: “O Rio de Janeiro está parecendo o Nordeste” (risos). Bem abafado mesmo. Mas isso é o de menos, trabalhando e estando feliz no lugar é o mais importante.

Já deu para conhecer alguma coisa da cidade?

Então, eu conheci só a praia da Barra (da Tijuca) ali, mas não cheguei a entrar no mar ainda. Nessa correria de muita viagem e treino, estou procurando descansar mesmo para desempenhar um bom papel. Assim que tiver uma folguinha aí a gente aproveita essa cidade.

Vai ter um folgão aí no final de semana agora…

Já estamos marcando aí para ir no Cristo, tomar uma água de coco na praia… As crianças estão cobrando já (risos).

Já trouxe a família então?

Já, estão comigo. Minhas duas filhas e minha esposa, elas são meu alicerce aí. Um ajudando o outro tendem a melhorar as coisas.

A possibilidade de jogar uma Libertadores mexe com você?

Mexe com qualquer atleta que tem ambição de projeção na carreira. Jogar uma Libertadores não é para qualquer um e, já que a gente se encontra nesse sonho, que a gente almeje o mais rápido possível essa classificação. Trabalhando com os pés no chão e sem essa ansiedade, acho que a gente não pode mudar o nosso jeito de jogar, de trabalhar, que é sempre aguerrido, na raça, na vontade. Porque qualidade a gente sobra. Então que esse aspecto da Libertadores venha só motivar a gente.

Você sabia que o Botafogo já teve um ídolo chamado Alemão?

Então, eu vi no muro ali atrás um Alemão. Até brinquei: “Daqui uns dias minha foto vai estar ali, se Deus quiser” (risos). Não procurei referências, mas já que tem um Alemão é um bom espelho (risos).

O seu xará durante anos no clube e se tornou ídolo para os torcedores. Ele serve de inspiração para você?

Todos os ídolos servem como motivação. Eu levo muito para mim, assim, o Garrincha. Teve até essa semana o aniversário do Loco Abreu também. Acho que sempre é uma motivação para os que estão atualmente. É muito importante a passagem deles para que a gente possa ter como espelho e conseguir ser um ídolo desse time.


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