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Alexandre Gallo explica conversa com Botafogo, fala da reação da torcida e não avanço

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Em busca de um substituto para Bruno Lazaroni, o Botafogo chegou a ter Alexandre Gallo logo na primeira mira, mas as tratativas não avançaram após conversas iniciais. O treinador, por sua vez, explicou como se deu o contato com o Alvinegro e não demonstrou mágoa.

“Fui convidado pelo Tulio [Lustosa, gerente de futebol] para um pulo no Rio. Tive uma conversa de, mais ou menos, uma hora e meia. A conversa andou de maneira positiva quanto à parte tática e técnica. Uma conversa normal. Depois disso, acabei ficando aí [no Rio] e ele foi para uma reunião com o grupo de gestão do Botafogo e retornou dizendo que a coisa não iria andar. Eu respeitei o posicionamento deles e estou de volta a São Paulo“, disse Gallo ao UOL Esporte.

O treinador garantiu não saber se houve um motivo específico para a mudança de rumo.

“Não houve uma explicação definida e também não perguntei para não entrar em detalhes maiores. Agradeci a ele o convite e, depois, só vi as notícias na internet e TV, as coisas normais”, apontou.

Logo que o nome de Gallo foi divulgado como o cotado para a vaga, torcedores alvinegros foram às redes sociais e se mostrarem contrários a um possível acerto. Ele, porém, assegurou que tal situação é normal, principalmente em casos de times que atravessam uma crise e não acredita que os protestos tenham tido influência no andamento da negociação.

“Acho que em uma equipe que está passando por um momento de dificuldade, como é a do Botafogo, qualquer nome que se coloque vai existir algum tipo de resistência, mas também quero entender e acreditar que o clube tem as suas prioridades e objetivos e não se paute em questão de rede social. Rede social é um morde e assopra constante, uma terra, mais ou menos, de ninguém. Até soube que muita coisa foi colocada errada, não só em relação ao meu currículo, como ao meu aproveitamento. Tenho um aproveitamento de 58,1% e disseram que minha carreira está pautada em cima de 41%. Isso acabam sendo notícias que não são verdadeiras, mas assim é a internet”, apontou.

Elogios ao time

Gallo, que lembrou trabalhos anteriores em que teve de tirar equipes da zona de rebaixamento, acredita que o Botafogo tem um time capaz de sair da atual situação — está na 16ª colocação do Brasileiro, apenas uma acima da degola.

“O Botafogo está em um momento difícil, mas acho que tem bons jogadores, que podem fazer o encaixe para sair dessa situação. Já estive assim em situação anteriores, como no Figueirense e na Ponte Preta. O Botafogo tem a possibilidade de sair dessa situação, vi uma condição boa, clube com camisa gigante… e, talvez, fosse uma oportunidade de voltar [a trabalhar] na série A”.

Guarda carta de ex-presidente do Botafogo

Nos tempos de jogador, Gallo teve uma passagem por General Severiano, em 1999. O tempo com a camisa do Botafogo acabou sendo curto, mas marcante para ele. Envolvido em uma troca com o Atlético-MG, recebeu os agradecimentos de José Luiz Rolim em uma carta de próprio punho, que guarda até hoje.

“Tenho maior respeito pelo Botafogo, foi um clube que defendi como atleta. Apesar de pouco tempo, tenho uma história bem bacana com o Botafogo. Em 99, saí do São Paulo, onde joguei em 1997 e 98… Joguei o primeiro turno do Carioca e meu último jogo foi um em que empatamos com o São Paulo, no Morumbi e eu até que fiz o gol, de cabeça. Voltando para o vestiário, ainda no túnel, o presidente da época, o José Luiz Rolim, me parou e veio me dizer que o clube precisava contratar um centroavante. Não lembro se foi o Bebeto ou o Zé Carlos que tinha se machucado e queriam trazer o Valdir Bigode, que estava no Atlético-MG, mas tinha uma exigência, que tinha de fazer uma troca comigo”, lembra.

“Após eu fazer o gol, ele me parou, ainda de chuteira e me perguntou se eu queria ir embora para ajudar o clube (risos). Minha pergunta foi: “Presidente, eu vou te ajudar?” e ele disse que sim. Aceitei ali mesmo, no túnel. Acabou indo o Ronildo, lateral esquerdo, também. Depois de uns 45 dias, recebi uma carta de próprio punho dele, que guardo até hoje, com um agradecimento muito bacana por todo o meu entendimento e participação pelo clube. Não esqueço dessa passagem”, completou.

“Gosto é de ficar no campo”

Apesar de algumas experiências como dirigente, a última delas no Atlético-MG, em 2018, Alexandre Gallo aponta que gosta mesmo é de “ficar no campo”.

“Sou uma pessoa do futebol. Ano que vem, faço 40 anos no futebol. Eu me preparei para fazer gestão, até para entender melhor e houve uma oportunidade no Atlético-MG. Foi um ano de aprendizado. Tínhamos o objetivo de nos classificar à Libertadores e conseguimos. Foi o primeiro ano do Sérgio [Sette Câmara, presidente], um ano de austeridade. Não tínhamos dinheiro e conseguimos deixar ativos, mas o que eu gosto é de ficar no campo”, assegura.

Fonte: UOL / Foto de Capa: Reprodução – Instagram (@alexandregallooficial)


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