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Ataque, intensidade, Kalou e resultados: desafios da nova comissão técnica do Botafogo

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Com pouco tempo para treinar, argentino Ramón Díaz tem muito trabalho pela frente para tirar o clube carioca da zona de rebaixamento. Em meio a problemas, defesa vira porto seguro

Ramón Díaz chegou ao Botafogo sabendo da necessidade de mudanças urgentes e resultados a curto prazo. O próprio treinador já prometeu que a torcida verá um time diferente no próximo jogo, na segunda-feira, quando a equipe enfrenta o Bragantino, no Nilton Santos, pelo Brasileirão.

Para isso, o argentino e a nova comissão técnica terão trabalho para reverter a má fase e buscar bons resultados. O GE listou alguns desafios.

Fim dos empates

Com o time na zona de rebaixamento, a prioridade está no resultado. O grande desafio de Díaz e seus auxiliares é mudar a história do Botafogo no campeonato no curto prazo, começar a vencer e deixar os empates para trás. O Bota tem apenas três vitórias em 19 jogos no Brasileirão, mas somente cinco derrotas.

O grande problema é a quantidade de empates, 11 e o desafio para o argentino será colocar a favor do Botafogo o pequeno detalhe para levar não um, mas três pontos para casa ao fim da rodada. Entre eles, a intensidade e a atenção para não deixar a vitória escapar nos minutos finais, como aconteceu em algumas partidas.

Ataque é problema

Para isso, o ataque alvinegro terá que funcionar melhor. Díaz chegou com promessa de time ofensivo e terá que achar uma maneira de extrair mais do pelotão de frente. O esquema com um centroavante e dois pontas rendeu em poucos jogos e pode ser revisto.

Décimo primeiro no quesito finalizações do Brasileirão, o time tem média de 12,42 chutes e 1 gol por partida. A falta de eficiência faz o Botafogo ser a equipe com mais empates na competição. De acordo com o estilo que costuma jogar, uma das opções viáveis para Ramón é usar os dois atacantes com mais liberdade, para disputar as bolas no ataque e com menos obrigações defensivas.

Onde escalar Kalou?

Ainda sobre o ataque, um jogador que não é titular, no momento, merece atenção especial. Caberá a Don Ramón fazer o que os dois treinadores anteriores não conseguiram: achar a posição ideal para Salomon Kalou. Com Autuori, o marfinense jogou na ponta esquerda. Com Lazaroni, pouco atuou por lesão, mas também ficou por ali quando esteve em campo.

Olho no meio de campo

O argentino já teve tempo para analisar jogos do Botafogo e encontrou uma missão para cumprir de imediato: encontrar um primeiro volante, uma busca sem fim de quem comandou a equipe em 2020. Várias peças foram trocadas na posição, que teve alguns improvisos, mas ninguém convenceu. José Welison, recém-contratado, é a bola da vez.

Só que a diretoria está no mercado atrás de outro nome que possa assumir a posição. A contratação de um meio de campo virou prioridade total por pedido do próprio treinador. Isso porque há opções mais preparadas para completar o meio, casos de Caio Alexandre, Keisuke Honda e Bruno Nazário, além dos recém-chegados Éber Bessa e Cesinha.

Defesa é boa notícia

No meio de tantos fatores para solucionar ou melhorar, o argentino vê na defesa um porto seguro. O Botafogo tem números comparáveis aos que brigam na primeira página da tabela do Campeonato Brasileiro. A dupla de zaga, Marcelo Benevenuto e Kanu, é consistente e encontrou entrosamento na temporada, apesar da juventude. A ponto de receberem elogios do treinador logo no primeiro dia.

No gol, Gatito e Diego Cavalieri passam segurança. Na lateral-esquerda, Victor Luis não vive bom momento, mas tem a confiança da torcida e dos companheiros. A única dúvida está na lateral-direita, onde Kevin oscila e Barrandeguy não convenceu.

Fonte: GE / Foto de Capa: Vitor Silva – Botafogo


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