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Autor do gol mais marcante do Botafogo, Sinval cobra valorização para o grupo campeão em 1993

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Em enquete do GloboEsporte.com, gol do ex-atacante contra o Peñarol, pela final da Conmebol daquele ano, foi o mais votado pela torcida: “Reconhecimento para o nosso título”

Sinval foi o artilheiro da Copa Conmebol de 1993, conquistada pelo Botafogo. Um dos oito gols anotados pelo ex-atacante ficou marcado no coração do torcedor, que elegeu o gol da final contra o Peñarol como o mais marcante da história do clube. Para Sinval, a escolha vale como o reconhecimento que o grupo tanto cobra do Botafogo.

– É um grande reconhecimento para o nosso título, porque não somos tão badalados como deveríamos ser, já que é o único título internacional do Botafogo. A gente entende que falta mais valorização, não somos menos que os títulos de 89 e 95, por exemplo. A falta de valorização por parte do Botafogo incomoda um pouco a nossa geração.

“Eu já tinha feito gols parecidos contra o Caracas e o Atlético-MG. Era uma jogada que o pessoal achava meio absurda, mas que começou a dar certo quando estávamos em apuros lá na Venezuela”.

Aos 22 minutos do segundo tempo, quando o placar apontava 1 a 1, Sinval marcou um belo gol ao encobrir o goleiro Rabajda em cobrança de falta ensaiada. Nos minutos finais, o Peñarol conseguiu o empate, levando a decisão para os pênaltis. Sinval desperdiçou sua cobrança, mas Suélio, Perivaldo e André Santos converteram e garantiram a taça internacional para o Botafogo depois do time uruguaio perder três pênaltis.

Ao GloboEsporte.com, Sinval recordou momentos significativos do título conquistado no Maracanã. Veja abaixo algumas memórias do ex-atacante, que atualmente é empresário e vive com a família em Andradina, no interior de São Paulo.

Jogos marcantes

– Além da final, os dois jogos contra o Atlético-MG foram marcantes para mim. Nós perdemos de 3 a 1 no Mineirão, eu fiz o gol e ganhamos por 3 a 0 no Caio Martins, também fiz um gol.

Curiosidades

– Uma história curiosa foi quando perdemos por 3 a 1 para o Atlético-MG no Mineirão. Acabou o jogo, Carlos Alberto Torres (técnico do Botafogo na época) me abraçou e disse: “Você nos deu o gol da classificação”. Eu fiquei sem entender, pois havíamos perdido e ele completou: “Esse gol que você fez nos deu uma sobrevida, 3 a 0 dificilmente conseguiríamos reverter”.

– Depois da reviravolta contra o Atlético-MG, antes da final, o Carlos Alberto parou o coletivo com 10 minutos, não quis dar treino e disse que já estávamos preparados para disputar a decisão. Perivaldo tinha errado quatro passes seguidos e ele parou o treino. Ninguém entendeu. A gente tentou convencê-lo, mas ele não continuou.

Desafios

– O maior desafio foi a imaturidade, um grupo muito jovem, o Botafogo tinha sido desmanchado, 90% dos jogadores eram da casa, estavam querendo seu espaço. Tínhamos problemas financeiros, de salários, com falta de material de treino, transporte para o aeroporto, mas tínhamos uma vontade grande de vencer. A imagem do Carlos Alberto pra gente era muito forte, nós acreditávamos muito nele, era o capitão do tri ali. Ele conseguiu abraçar todos os jogadores, era um paizão. Nós compramos a ideia, acreditamos que iríamos vencer.

“Depois do Botafogo, eu virei jogador de verdade, foi o time que me deu expressão no futebol”.

Vitória na enquete como sinal de reconhecimento

– Tenho que agradecer ao torcedor por esse reconhecimento, acho que é muito bom isso. O meu gol faz com que o meu grupo seja valorizado. A enquete foi boa para as pessoas olharem nosso time com outros olhos, eu competi com grandes jogadores e fiz gols importantes. É um orgulho grande ficar marcado na história do clube, fico lisonjeado com a escolha da torcida. Ser lembrado assim por uma torcida tão forte depois de tantos anos mostra que fiz coisas boas.

Fonte: Globoesporte.com / Foto de Capa: Júlio César Guimarães / O Globo


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