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Autuori elogia Montenegro, mas questiona modelo de gestão: “Botafogo, talvez, não existisse sem ele”

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Treinador com passagem por seis países e vivência no futebol, Paulo Autuori tem propriedade para comentar diversos assuntos. Um deles é o próprio Botafogo. Perguntado pelo jornalista Paulo Vinicius Coelho, no programa “Pequeno Grande Círculo”, no “SporTV”, sobre por que retornou ao clube, mesmo com problemas recorrentes de salários atrasados, ele foi sincero.

PVC lembrou que o Botafogo teve problemas com salários ano passado e que o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro chegou a comentar que não pagaria por não ter dinheiro e por superstição, já que o clube foi campeão brasileiro em 1995 com dívidas. Autuori elogiou o dirigente, mas não o modelo de gestão.

– Tenho que lutar. Deixo de estar envolvido nesse ambiente, nesse contexto. Claro que há cansaço de ver as coisas acontecerem da mesma maneira, inclusive isso. Em 95, tinha problema com salários atrasados, estamos em 2020. Em 20 anos, vi clubes dilapidarem seu patrimônio e outros saírem de clube de bairro para clube de ponta, como é o Athletico-PR. Isso é motivo de reflexão. Não se pode gerir com ideia de torcedor, a questão tem que ser feita de maneira clara. Talvez, o Botafogo não existisse se estivesse sem o Montenegro, bombeiro em todas as situações, sempre pronto para responder de alguma maneira, mas isso é positivo? Eu não que acho. Não é só o Montenegro, há outras pessoas envolvidas nos momentos de mais dificuldade do Botafogo. É uma questão para se refletir. Não acontece só no Botafogo, muitas equipes estão fragilizadas – afirmou Autuori, que vê mudanças em clubes específicos.

– Fico feliz em citar três clubes do Nordeste que estão bem: Bahia, Fortaleza e Ceará. É com muita felicidade que, como brasileiro e homem do futebol, vejo clubes se compararem em termos de gestão e se solidificarem. A ponta final é a qualidade de jogo que poderão fazer, com estrutura organizacional e ótimos profissionais. Temos que aplaudir esses clubes. Para falar em gestão e continuidade, tem que falar em Flamengo, Grêmio e Athletico-PR, mas tem outros clubes também que não formam a cadeia primitiva do futebol brasileiro que evoluíram – explicou.

Próximo a Montenegro, Paulo Autuori pensa em deixar de ser treinador e virar gestor na Botafogo S/A, projeto que vai mudar o modelo de gestão do clube. O próprio ex-presidente admite se afastar quando o profissionalismo for implantando.

Fonte: Redação FogãoNET e SporTV / Foto de Capa: Vitor Silva / Botafogo


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