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Autuori exalta elenco do Botafogo e comenta escolha pela escalação: “Um olho aqui e outro ali na frente”

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Técnico faz questão de parabenizar jogadores e afirma que a intenção é fazer com que todos “se sintam úteis e participativos”

De monstro a médico. Com a vitória do Botafogo por 2 a 1 em cima do então líder Atlético-MG, Paulo Autuori saiu de vilão, antes mesmo da partida começar, para herói. A escalação que pegou muita gente de surpresa – principalmente com Luiz Otávio e Luiz Fernando nos lugares de Caio Alexandre e Bruno Nazário – na noite desta quarta-feira foi motivada por uma questão que o próprio treinador reclama há tempos: o apertado calendário.

– O primeiro jogo em casa foi adiado e depois tivemos duas saídas (jogos fora) e agora, o Atlético-MG. Depois vem Flamengo, Copa do Brasil… Então, nós temos que ter um olho aqui e outro olho ali na frente. Não dá para deixar de fazer isso, simplesmente não dá. Sabemos as condições que temos e não vamos, jamais, lamentar isso. Vão ser atitudes que vamos trabalhar bastante. Não vamos comer amendoim e arrotar caviar. Temos que ser bem pragmáticos, porque a situação da equipe e do clube exige isso. A partir do momento que conseguir uma estabilização, as coisas voltam ao normal.

Além do resultado ter melhorado a posição do Botafogo na classificação com os três pontos, a vitória contra o Atlético trouxe também “pequenas vitórias”, segundo o treinador. De acordo com Autuori, a aposta nas crias da base – outra tecla que ele sempre bate – e o rodízio no elenco foram determinantes para o time.

– Acabamos o jogo com cinco jogadores formados na base contra uma equipe que investiu R$ 110 milhões e mais R$ 10 mi agora no Eduardo Sasha, se não me engano. Depois, fazer com que todos os jogadores dentro desse grupo se sintam úteis e participativos. Se eu não confiasse em qualquer um deles não teria tomado essa decisão e espero que, para frente, a gente possa tirar frutos dessa confiança e as pessoas se sentirem úteis e participativos e saberem qual campeonato nós temos que fazer.

Com o resultado, o Botafogo está na sétima colocação, com cinco pontos e um jogo a menos, mas até o fim dessa rodada ainda pode ser ultrapassado por Santos, Sport e São Paulo. A próxima partida será contra o Flamengo, no próximo domingo, às 11h, no Maracanã, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

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Time mais confiante

– Confiança no futebol, só tem uma maneira, que é ganhando jogos e a gente tem que ser pragmático e tentar ser eficientes e eficazes. Acho que fomos eficazes hoje nas ações ofensivas. Deveríamos ser mais eficientes nas ações defensivas. Sabemos que seria um jogo muito difícil. Agora é recuperar e pensar no outro jogo muito difícil, contra o Flamengo e acho que esse foi um jogo que trouxe pequenas vitórias.

Tempo para treinar

– Nem nós e nem nenhuma equipe vai ter tempo. Queria parabenizar os jogadores. Sabíamos que seria um jogo difícil. Para as coisas acontecerem em termos de ataque era preciso que algumas situações ocorressem. Elas nos proporcionaram chance de gol e em algumas oportunidades, se tivéssemos decidido diferente, certamente, a gente poderia ter se saído um pouco melhor.

Duvidou da tática?

– A questão não é se a tática deu certo. Quem ganha os jogos são os jogadores. Nós sabíamos perfeitamente o tipo de jogo que teríamos que enfrentar e o que o nosso rival de hoje apresenta na transição defensiva. A minha preocupação é pensar o grupo como um todo. Nós temos jogos extremamente difíceis pela frente. O próximo jogo, no domingo e depois, a Copa do Brasil. Nós vamos ser pragmáticos, como temos que ser pela situação do clube e, consequentemente, da equipe.

– A ideia é ganhar confiança e a confiança só vem com vitórias, independente de que maneira acontece. O resultado foi muito bom. Ganhamos do líder da prova, que tem muitos méritos. É forte, tem muitas soluções e eu, agora, falei com os jogadores que é pensar no Flamengo, recuperar o máximo e esse é um calendário difícil. Não só para o Botafogo, mas para todas as equipes. Meu olhar é para o todo. Então, é importante sair com essa vitória.

Formação surpreendente

– A gente sempre vai tentar fazer coisas diferentes. Tem a parte estratégica que a gente sabe exatamente como o Atlético joga. Eu trabalhei com o Sampaoli (no Santos). É um excelente treinador e sei das ideias dele. Fomos muito claros que teríamos opções em ações ofensivas, principalmente de transição, que assim que recuperássemos a bola, teríamos condições de explorar bem, principalmente o lado contrário de onde saíamos em contra-ataque. Acho que tivemos mais oportunidades.

– Se tivéssemos escolhido a opção mais adequada, certamente, poderíamos ter criado algum problema a mais. Fomos eficazes ofensivamente e defensivamente não fomos tão eficientes. Realmente, a ideia era subir e preencher um pouco o meio-campo e dar possibilidade de apertar mais e apertar essa bola. Porque tínhamos muito espaço ao lado dos zagueiros do Atlético-MG na hora que recuperávamos a bola. Então, é isso. Parabéns aos jogadores. A minha preocupação é fazer com que todos os jogadores acompanhem o nosso grupo e se sintam úteis e participativos.

– Tenho coragem e quero que eles tenham coragem para fazer coisas e propor situações, afinal de contas, futebol é estratégia. Antes de começar, durante o jogo, são situações que, além do aspecto tático, o aspecto estratégico é fundamental e, para isso, normalmente, a maior parte das equipes tem cobertor curto. Você faz uma coisa e não consegue a outra. Isso é muito claro e poucas equipes no mundo conseguem fazer com que os jogadores possam permear o jogo deles.

O que achou do jogo e o que espera do próximo?

– São jogos dificílimos. Sabíamos disso. Não pudemos começar o campeonato em casa contra o Bahia. Tivemos duas saídas (jogos fora) contra times que jogam juntos há muito tempo, caso do Bragantino e do Fortaleza, que ganhou do Goiás e o Bragantino que ganhou do Fluminense e depois dessas duas saídas, ainda teríamos o jogo contra o Atlético-MG que era uma força e que, naquele momento, não sabíamos que estaria na primeira colocação e, logo depois, Flamengo e Copa do Brasil.

– Como gestores de um grupo e líder que tem que propor uma estratégia, eu tinha que ter um olho no jogo de hoje e pensar no futuro de maneira muito clara e objetiva. Essa é a nossa ideia. Temos que parabenizar sempre, porque os jogadores são os obreiros disso. Infelizmente, os jogos de futebol na maior parte do mundo só tem um dos verdadeiros protagonistas que são os jogadores, mas faltam os torcedores. É muito difícil jogar sem torcida. O clima, a atmosfera muda completamente, mas essa é a nossa realidade. O mais importante é a humanidade superar as mazelas que esse vírus tem trazido.

O que achou da marcação defensiva

– Poderíamos ter sido ainda mais efetivos e eficientes no jogo defensivo. Acho que poderíamos ter feito algumas coisas diferentes até porque traçamos a estratégia antes do jogo, mas as ações ofensivas, acho que cumprimos exatamente aquilo que havíamos esperado. Na hora de recuperar a bola, os mais antigos falam contra-ataque, os mais novos transição, escolham, embora o contra-ataque seja uma coisa mais direta…

– Nós sabíamos que teríamos muitos espaços do lado dos dois zagueiros pela maneira como se comporta a equipe do Atlético-MG ao perder a bola e o lado oposto de onde estivesse a bola, seria muito importante explorar isso. Tivemos boas situações, deixamos de explorar em outras. Se tivéssemos acertado teríamos causado mais problemas, mas o importante para mim é o grupo de jogadores e que todos possam se sentir úteis e participativos. Precisamos ter, mais do que uma equipe, precisamos ter um grupo.

– É um ano muito difícil, todos nós sabemos da dificuldade que vivemos no Botafogo e a nossa equipe está se formando, vão chegar jogadores… Agora, temos que ser bem pragmáticos e bem verticais no jogo e tentar ter um nível de eficácia que tivemos hoje e melhorar um pouquinho a eficiência em relação ao jogo em si.

Fonte: Globoesporte.com / Foto de Capa: Reprodução / BotafogoTV


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