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Autuori ironiza “dificuldades” dos pequenos para apressar volta do Carioca e Portuguesa e Volta Redonda reagem

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Crítico do retorno apressado do Campeonato Carioca e punido após fazer comentários sobre o comportamento da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, o técnico do BotafogoPaulo Autuori, voltou a se manifestar sobre o assunto nesta segunda-feira, durante participação no programa “Bem, Amigos!”, do SporTV. O comandante alvinegro acabou gerando respostas de dois clubes de menor investimento.

Autuori citou o argumento utilizado pelos defensores da volta do Estadual em meio à pandemia do novo coronavírus de que os clubes passam por dificuldades e precisam terminar a competição para receber o dinheiro da TV. Ele deu o exemplo do Bangu, que ficou 25 dias concentrado num hotel antes de enfrentar o Flamengo, no último dia 18.

– Um dos argumentos de que o futebol carioca deveria voltar rápido é porque os clubes pequenos precisavam dos valores dos direitos televisivos e tal. Ah, precisa do dinheiro, da grana. Só para dar um exemplo, o Bangu, que por acaso o presidente da Ferj foi presidente do Bangu, ficou 25 dias em um hotel para poder treinar e o primeiro jogo dele foi justamente com o Flamengo. Parece-me que 25 dias em um hotel para equipes com problemas financeiros é complicado num momento como esse – disse.

Depois, Autuori citou o caso da Portuguesa, que providenciou às pressas a instalação de refletores no Estádio Luso-Brasileiro para receber o Botafogo na partida da próxima quarta-feira, pela última rodada da fase classificatória da Taça Rio, o segundo turno do Carioca.

– Embora tenham dito que preferencialmente os estádios usados seriam Nilton Santos, Maracanã e São Januário, vamos jogar no estádio da Portuguesa. Não tinha refletores e colocaram. Ao que me parece, refletores não têm um custo barato para equipes que precisam desse dinheiro. Há uma série de perguntas que parecem não ter resposta – afirmou Autuori.

A Portuguesa emitiu uma nota oficial rebatendo Autuori (leia a íntegra no final da matéria) e o técnico do Botafogo fez a tréplica:

– Comecei na Portuguesa em 1975, com muito orgulho. Quero saber em relação às vistorias. Foram feitas tantas exigências no Nilton Santos, que teve que se adequar rapidamente. Não tenho acusação de nada e outra coisa: ninguém está contra os clubes de menor investimento. Agora, é muito fácil se colocar as coisas como acontecem no Rio. Sou carioca, mas sou crítico sim à maneira como as coisas acontecem aqui. Botafogo e Fluminense não foram chamados para determinadas reuniões, realizadas às escondidas. O Botafogo foi ironizado em relação a algumas situações quando não estava presente nessas reuniões. Já chegaram com tudo pronto em relação a determinadas situações contra Fluminense e Botafogo. O que não é bonito é continuar com esses fatos. Esses fatos, sim, são ofensivos àqueles que têm bom senso e sensibilidade. Estamos aqui sofrendo e vendo como os fatos aconteceram. Não tem insinuação não, a Ferj precisa melhorar e muito o compromisso com a qualidade. O Carioca voltou de qualquer maneira e de forma açodada, essa é a grande realidade, quer você, meu amigo, goste ou não. A cronologia dos fatos está aí.

Em outro momento do programa, o assunto foi o fato de três jogadores do Volta Redonda, que vinham treinando normalmente durante a semana, terem testado positivo para a Covid-19 no domingo pela manhã. Os atletas foram retirados do jogo e colocados em isolamento, mas o risco de contágio na partida contra o Fluminense, realizada à noite, aumentou, segundo afirmam especialistas. O comentarista Caio Ribeiro informou o posicionamento do Voltaço, que disse que os treinos foram realizados em grupos menores, algo rebatido por Autuori.

– Particularmente, não posso acreditar que o Volta Redonda tenha feito os treinos em grupos durante a semana do jogo. Eu estaria mentindo se dissesse que o Botafogo estava fazendo isso. É impossível agora trabalhar através de blocos, porque assim você não faz trabalhos táticos, intersetoriais… Esse protocolo espetacular que querem passar, não é uma realidade. Uma coisa é a imagem que se vende e a outra é aquilo que existe na realidade – afirmou Autuori, também gerando uma nota do Volta Redonda que foi lida no ar pelo apresentador Cléber Machado (leia abaixo).

Nota do Volta Redonda

“O Volta Redonda recebe com surpresa os questionamentos de que o clube não estaria respeitando os protocolos de segurança, quando o clube seguiu à risca todas as medidas do protocolo Jogo Seguro da Federação do Rio de Janeiro, inclusive os treinamentos em pequenos grupos de jogadores. A manutenção da base titular, sem a perda de qualquer jogador e o excelente trabalho físico realizado durante o período de paralisação, contribuíram para a grande apresentação do time na vitória de ontem diante do Fluminense, mesmo com 10 dias de treinos presenciais.

Por fim, lamentamos esse tipo de desinformação em detrimento da qualidade do trabalho tático realizado antes da pandemia, somado à dedicação e à excelência do trabalho físico realizado durante o período de paralisação. Não é à toa que chegamos às semifinais da Taça Guanabara e estamos brigando pelas semifinais da Taça Rio e na classificação geral. Desejamos ao Botafogo que recupere seu espaço e a grandeza no campeonato, pois em nenhuma circunstância, justifica ocupar a sexta colocação na classificação geral, atrás de Boavista, Volta Redonda e Madureira.”

Nota oficial da Portuguesa

“A Associação Atlética Portuguesa lamenta as graves declarações e insinuações do técnico do Botafogo, Paulo Autuori, durante o Programa “Bem Amigos”, do SporTV, sobre a instalação dos refletores de iluminação do estádio Luso-Brasileiro. A Portuguesa-RJ está perplexa com tamanhas acusações e se sente desrespeitada justamente por ter sido proferida por um profissional gabaritado, que conquistou importantes títulos ao longo de sua vitoriosa carreira e que nutrimos um imenso carinho por ter começado a carreira conosco, ainda como preparador físico, na década de 70.

Sobre a instalação das torres de iluminação do estádio Luso-Brasileiro, que em 2016 serviu como a casa do Botafogo, atual clube do treinador Paulo Autuori e impulsionou a ida da equipe para a Libertadores do ano seguinte, afirmamos que colocamos com recursos próprios. Dizemos isso com muito orgulho, afinal faz parte do processo de crescimento da Portuguesa-RJ, que está na elite do futebol carioca há cinco anos e disputa constantemente campeonatos nacionais, como o próprio Brasileirão Série D.

Em julho de 2019, como divulgado amplamente nas redes sociais do clube e repercutido em veículos de imprensa, a Portuguesa-RJ iniciou o processo de instalação das torres. Em dezembro do mesmo ano, a base das cinco torres já estava colocada, faltando apenas os refletores. Com a necessidade de um investimento maior no elenco profissional, definimos que os refletores (já comprados anteriormente) seriam utilizados para o segundo semestre de 2020.

Devido à paralisação de quase três meses por conta da pandemia do novo coronavírus, foi possível, com enorme esforço, reunir fundos para a instalação. É triste ouvir este tipo de declaração, porque mostra que as pessoas possuem uma visão errada de clubes de médio investimento do Estado do Rio de Janeiro. A Portuguesa-RJ trabalha dia e noite para crescer mais e mais.

Temos orgulho da situação em que vivemos, onde podemos honrar com nossos compromissos e garantir o sustento de diversos trabalhadores sem atrasar vencimentos e salários há anos. Como representado no hino do clube, reiteramos a nossa fidalguia de sempre. O Botafogo, como qualquer outra equipe que vier a jogar contra a Portuguesa-RJ, no Luso-Brasileiro, será recebida da melhor forma possível e com toda estrutura necessária para um jogo de futebol confortável.”

Fonte: Redação FogãoNET e SporTV / Foto de Capa: Vitor Silva / Botafogo

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