Redes Sociais

Notícias

Autuori não se esquiva de críticas na derrota do Botafogo: “Hoje foi um jogo horroroso”

Publicado

em

Técnico acumula nona partida seguida sem vencer no Campeonato Brasileiro e vê o time cair para a penúltima colocação na competição

A derrota do Botafogo por 2 a 1 para o Bahia na noite desta quarta-feira deixou a torcida ainda mais incomodada com Paulo Autuori e o futebol exibido pelo time. Em entrevista coletiva, o próprio treinador do clube analisou que “hoje foi um jogo horroroso”.

Perguntado sobre a ausência que Luis Henrique faz ao time, Autuori lembrou da saída de outros jogadores do elenco. Um dos grandes problemas para o técnico, nesta primeira parte de Campeonato Brasileiro, tem sido o elenco curto, que não permite muitas variações.

– Não foi apenas o Luis Henrique que saiu. O Luis Henrique já não vinha jogando há alguns jogos e a equipe produziu bastante bem, como contra o Corinthians, por exemplo. O que faltou foi futebol. Nós não jogamos e quando é assim, a responsabilidade do coletivo é minha, simples como isso. Não tem nenhuma dificuldade. Hoje foi um jogo horroroso, muito ruim e todos nós sabemos disso. Foi uma equipe sem mudanças de velocidade e de direção e sem ideias.

“Cascudo” por causa do longo período que tem como técnico de futebol, Autuori manteve a tradicional serenidade e puxou a responsabilidade pelo jogo ruim e pelo resultado para si. Segundo ele, a preocupação maior não está na ausência de Honda, mas sim no possível desfalque de Bruno Nazário para o futuro.

– Em termos coletivos, não fomos uma equipe e não conseguimos jogar. Não tem que ficar justificando com isso ou com aquilo. Tem que ser o mais claro, reto e objetivo possível e a objetividade diz que quando uma equipe não faz uma partida como deveria ter feito, ela tem uma responsabilidade. Dentro disso, acho que já fizemos alguns jogos sem o Honda em que conseguimos jogar. Posso citar alguns deles. Minha preocupação é o que houve com o Bruno Nazário, porque é um jogador que ficar sem ele, neste momento, não será nada fácil.

Com a derrota para o Bahia, o Botafogo cai para a penúltima colocação do Campeonato Brasileiro, com 11 pontos em 12 jogos. O primeiro time fora da zona é o próprio Bahia, com um ponto a mais (o Bota ocupa a 19ª colocação por causa da diferença no número de vitórias). O único time atrás do Alvinegro é o Goiás, com nove pontos em nove jogos.

Confira outros tópicos da entrevista do técnico

Falta que Honda faz

– Acho que mesmo sem o Honda, fizemos jogos diferentes. Hoje, jogamos muito mal em todos os sentidos. Foi uma equipe arrastada, sem capacidade de mudança de velocidade e direção. Ficou claro que em alguns jogos nós deixamos de ganhar e em alguns jogos perdemos – como foi o jogo do Vasco – em que a equipe produziu. Hoje, não. Não tem nenhuma justificativa para aquilo que foi o nosso jogo. Obviamente, eu, como responsável pelo jogo coletivo da equipe, embora tenha noção de algumas coisas, isso é responsabilidade de quem dirige e quem dirige sou eu.

– E o Botafogo vinha jogando sempre com as coisas bem claras, embora tenhamos deixado de ganhar alguns jogos por situações de erros, mas que foram erros pontuais. Hoje, ao longo do jogo, nós não tivemos ideias, não jogamos, ou seja, tudo que a gente tinha conseguido de maneira sólida se diluiu hoje de uma maneira muito clara. Então, a leitura que eu faço é essa. Não tem qualquer tipo de justificativa para isso a não ser assumir o jogo muito ruim que fizemos hoje.

Matheus Babi começar no banco

– O Babi estava com uma sequência de jogos grande. No último jogo, ele sentiu as duas panturrilhas e ali era um sinal claro de que alguma coisa não estava certa e nós apenas sentimos a necessidade de o preservar para o jogo contra o Fluminense. Se tivesse que entrar seria por pouco tempo, mas não 90 minutos porque ele está com uma carga alta.

– Eu não vou deixar jamais de salvaguardar a integridade dos jogadores, porque não é da minha característica ter receio de nada. As coisas têm que ser feitas de maneiras lógica e clara e a questão do Babi foi isso. Inclusive, conversamos sobre isso. O objetivo era de que ele estivesse no seu melhor no domingo. Hoje é um jogador fundamental para nós.

Está confortável no cargo?

– Me sinto confortável em qualquer lugar, qualquer circunstância, qualquer momento e diante de qualquer pessoa, porque, para mim, as coisas são dessa maneira, simples como água. Então, não tem momento favorável ou desfavorável, não tem circunstância boa ou má, não tem pessoas e tão pouco locais onde eu não me sinta confortável. Eu sempre me sinto confortável, porque estou de bem com a vida. Não tenho rabo preso com nada e nem ninguém e posso andar sob qualquer circunstância com a minha cabeça erguida.

– E futebol é isso daí mesmo. Talvez, se eu estivesse em cargo de gestor, talvez estivesse pensando em questão de rendimento dos treinadores que estivessem envolvidos. É uma questão lógica. Não preciso de ninguém para me fazer analisar isso de uma maneira muito clara. Talvez, se fosse outro treinador com o mesmo rendimento, já não estivesse aqui. Não vejo dificuldade nenhuma nisso e nem o Botafogo tem que se preocupar com qualquer coisa. Aqui não está a figura do Paulo, está a figura do treinador.

– O meu lance aqui no Botafogo não é única e exclusivamente a equipe. Era e são outras coisas, também. Algumas delas eu consegui com muito esforço das pessoas que dirigem o clube, como o presidente e o comitê. Vi o esforço extraordinário deles para tentar conseguir colocar os salários em dia. O Botafogo, hoje, está nesta situação e é mérito deles. Avançar na Copa do Brasil também era importante. Algumas coisas foram alcançadas e outras não. Quando é assim há um responsável e esse responsável sou eu.

Pedro Raul titular

– Não tem nada a ver com questão técnica. A ideia é justamente preservar a questão técnica, por causa de um jogador que estava com uma sequência altíssima e saiu do jogo contra o Atlético-GO sentindo bastante as duas panturrilhas. Havia um risco sério. Então, conversamos com ele e achamos importante, porque ele é um jogador importante para a equipe, apenas o colocaríamos se houvesse a necessidade da entrada dele, mas assim mesmo não colocaríamos 90 minutos nas costas. É um jogador que tem sido muito importante para nós.

– Está com uma carga de jogo altíssima, porque tem feito praticamente quase todos os jogos. Você vê que em setembro tivemos nove jogos e ele praticamente participou de todos. É um jogador que não estava habituado a essa sequência forte. Hoje, de uma maneira mais acentuada em função do calendário brasileiro por causa da pandemia. Foi para salvaguardar a integridade física do jogador. Ele sabe disso e conversamos sobre.

– Tecnicamente, é um jogador importante e também porque temos outro jogo importante no domingo. Essa foi a perspectiva de não começar com ele, que era o planejado desde que acabou o jogo contra o Atlético-GO que ele se queixou de dores nas duas pernas.

Avaliação do ataque

– Fizemos um jogo muito ruim, muito ruim. Completamente fora daquilo que vínhamos apresentando. Hoje foi um jogo sem ideias, nós não fizemos nada daquilo que já havíamos solidificado em jogos anteriores de uma maneira muito clara. Jogamos sem ideias, foi um jogo arrastado, não tivemos mudanças de velocidade e de direção e isso tudo facilita para o adversário.

Saída de Bruno Nazário foi crucial para a derrota?

– A questão não era a saída dele do jogo. Minha preocupação é com o que aconteceu. Não sabemos ainda, ele foi para o hospital fazer exames e vamos aguardar. Esperamos que não seja algo grave. Não tem a ver com o jogo, isso é muito mais abrangente. Tem a ver com a possibilidade de perder ele por um bom tempo. Espero que não seja nada grave e as suspeitas negativas se tornem apenas suspeitas e não realidade.

Conversa com os jogadores

– A questão é que hoje jogamos muito mal, foi o nosso pior jogo. Outros jogos que fizemos com qualidade bastante razoável como foi o caso do Fortaleza, Corinthians e Athletico-PR, além do jogo com o Flamengo e sofremos muito com esse mês. Era um mês que já saberíamos de antemão que seria muito complicado, com um desgaste enorme.

– Não podemos parar e deixar de pensar também que perdemos jogadores em termos quantitativos, não foram poucos e a direção está se mexendo com a intenção de repor isso, de normalizar de alguma maneira que seja assertiva e venham jogadores que possam dar mais opções em qualidade e qualificar mais a equipe.

Fonte: GE / Foto de Capa: André Durão – GE


Clique para Comentar

Copyright © 2019 Rádio Botafogo. Todos os Direitos Reservados.

%d blogueiros gostam disto: