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Auxiliar de Autuori, Renê Weber lembra desconfiança em torno do técnico campeão com o Botafogo em 1995

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Profissional começou a trabalhar com Paulo Autuori justamente na conquista alvinegra há 25 anos: “Ganhamos com o melhor ataque, melhor defesa e ele abriu caminho para sua carreira”

“Onde o Botafogo arrumou esse Paulo Autuori?” Esta era uma pergunta típica dos torcedores alvinegros em 1995, quando o clube contratou o técnico que vinha de bons trabalhos em Portugal. Desconhecido até para o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, Autuori iniciou sua carreira no futebol brasileiro com um título nacional que o colocou nos holofotes país afora.

Vinte e cinco anos depois, o treinador voltou a General Severiano acompanhado do auxiliar técnico Renê Weber, que também foi seu braço direito na campanha vitoriosa em 1995. O ex-jogador havia encerrado carreira três anos antes e se juntou a Autuori em sua primeira missão como técnico no Brasil.

– Lembro bem, havia dúvidas sobre ele. Cinco anos antes, Paulo havia sido meu treinador no Vitória de Guimarães, em Portugal. Lá, ele tinha um bom nome e tem ainda hoje. Fizemos um ano histórico, fomos pra Uefa… O Paulo tinha um perfil ousado de jogo, atacava muito, fazia muitos gols. Aquela desconfiança foi normal, sabíamos disso, mas ganhamos o Brasileiro em 1995 com o melhor ataque, melhor defesa e o Paulo abriu caminho para sua carreira, provando sua capacidade.

Além da desconfiança em torno do treinador, Renê lembra que a comissão teve que lidar com outros problemas, como o elenco enxuto e os atrasos salariais.

– Quem ganha tem que ter sorte também, no futebol é assim, mas a experiência do Paulo ajudou muito, tivemos a percepção de entender algumas coisas, como colocar André Silva na lateral esquerda, tirar o Donizete da ponta e colocá-lo atrás do Túlio e colocar o Beto, de apenas 20 anos, no corredor da direita. Leandro Ávila e Jamir foram impecáveis como volantes, Sérgio Manoel na esquerda era incansável. Atrás, Wilson Goiano, Gottardo e Gonçalves, além do André Silva, que era meia, técnico e ia para o ataque. Wágner fez um ano maravilhoso. Enfim, conseguimos encaixar as peças.

– Havia o problema dos salários, mas o time foi evoluindo e os problemas foram resolvidos no vestiário. O Túlio passou a ajudar mais e, na preleção do jogo final, no hotel em São Paulo, ele disse que o Donizete não precisava correr tanto, pois estava com lesão na coxa. O Túlio ajudou a dar combate o tempo inteiro. A união fez o time ser campeão – recordou Renê.

Renê Weber ainda listou os jogos memoráveis de 1995. Além da final contra o Santos, o auxiliar escolheu a vitória por 3 a 1 sobre o Flamengo, no Castelão e o jogo de ida da semifinal, empate em 1 a 1 contra o Cruzeiro, no Mineirão. De volta ao Botafogo, o profissional espera agora fazer parte do início de uma nova era no clube alvinegro.

– Confiamos nesta diretoria, acho que têm ideias claras sobre a grandeza do clube e que o clube-empresa é uma realidade possível. Minha opinião é que esse modelo de gestão, estatutário, que existe no Brasil, é falho. Quero participar desta mudança e levar o Botafogo para a Libertadores do ano que vem. Temos uma equipe boa, com jovens da casa e alguns maduros, acredito no futuro do time.

Confira abaixo algumas reportagens sobre o trabalho de Autuori no Botafogo em 1995:

Fonte: Acervo O Globo
Fonte: Acervo O Globo
Fonte: Acervo O Globo

Fonte: Globoesporte.com / Foto de Capa: Vitor Silva / Botafogo


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