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Auxiliar de Autuori, Weber quer resgate do Botafogo: “O clube merece ser recolocado no pedestal”

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Em entrevista exclusiva ao LANCE!, braço direito do treinador do Glorioso defendeu o resgate da marca mundial do clube e uma participação geral na tomada de decisões

A pandemia do novo coronavírus interrompeu a consolidação do trabalho da comissão técnica do Botafogo comandada por Paulo Autuori que assumiu o time em fevereiro. Em discurso afinado com o do comandante alvinegro, o auxiliar Rene Weber, defendeu, em entrevista exclusiva ao LANCE!, a adoção de uma visão sistêmica na tomada de decisões no departamento de futebol, em um modelo em que todas as vozes dentro do clube importam. O braço direito do treinador também quer iniciar o resgate do que chamou “marca mundial” do Glorioso.

– É nossa quarta passagem pelo clube, já ganhamos um Brasileiro, em 1995 e esperamos novamente colocar o clube no pedestal que merece. O clube tem uma marca mundial, mais que muitos no Brasil e esperamos recolocar o clube em seu devido lugar. Para isso, acreditamos muito no modelo sistêmico, onde todos no clube são ouvidos, desde a diretoria até o staff, onde as coisas devem ser decididas em conjunto e não isoladamente – afirmou Weber.

O entrosamento entre Weber e Autuori é visto com bons olhos pela diretoria do Alvinegro e já rendeu elogios do presidente Nelson Mufarrej. Os dois se conhecem há mais de 40 anos e têm uma trajetória de conquistas no futebol. Além do título brasileiro de 1995, faturaram a Libertadores com o Cruzeiro, em 1997. A parceria se repetiu em clubes como Internacional, Grêmio, Santos, São Paulo, Flamengo, Atlético-MG e seleção do Qatar. A experiência foi a aposta do clube, após a saída do técnico Alberto Valentim.

– Queremos participar desse momento histórico do Botafogo, que dá passos largos rumo ao cube-empresa, com desempenhos e estruturação a altura do clube. Isto tudo é possível e viável, pois vejo no presidente e no Comitê de Futebol, ideias lúcidas e claras sobre o que deve ser feito, sem vaidades e em prol do clube. Se Deus quiser, o faremos – projetou Renê Weber.

Confira outras respostas do auxiliar Renê Weber ao LANCE!

Quais são as suas ideias sobre o futebol hoje? Acredita que após a pandemia o esporte não será mais o mesmo? Que conceitos devem ser repensados ?

O futebol evoluiu, os treinamentos mudaram, mas uma coisa ainda é a mais importante, a meu ver: a qualidade técnica. Ela sempre fará a diferença. Acredito que após a pandemia, algumas coisas podem e devem mudar, pois não podemos fechar os olhos naquilo que é mais importante na vida, que é cuidar, respeitar as pessoas. Todos somos seres humanos e merecemos respeito e consideração. Particularmente, acho que o calendário deverá ser adaptado ao europeu, de agosto a julho, assim muitas coisas seriam melhoradas, inclusive os parâmetros de comparação, com jogos contra os europeus em começos de temporadas.

Você também pensa o futebol de forma “sistêmica” como o Autuori?

Acreditamos muito no modelo sistêmico, onde todos no clube são ouvidos, desde a diretoria até o staff, onde as coisas devem ser decididas em conjunto e não isoladamente. Um olhar total ao clube, não só em palavras, mas em atos. O olhar deve ser sempre ao homem holístico, como um todo, um ser físico, mental e espiritual, creio muito nisso. A integração já acontece com a base, onde os treinadores do Sub-20 participam dos treinos no profissional, o Marcos Soares e o Thiago Aprigio. No futuro, integraremos as categorias Sub-17 e Sub-15.

Em declarações recentes, muitos jogadores do Botafogo citaram o esforço de Autuori e da comissão técnica para a construção de uma mentalidade vencedora. Vocês, de fato, valorizam o fator psicológico de um grupo como um diferencial para a obtenção de resultados?

Quanto à mentalidade ganhadora, queremos fazer isso no Botafogo, o clube merece mais pelo histórico. O trabalho de mentalização é diário, seja nos treinos ou nas preleções, pedindo coragem e ousadia, características de um time vencedor. Precisamos incluir isto na cabeça deles diariamente e vamos conseguir, o grupo é bom e trabalhador, a mentalidade, vamos construir juntos.

O que você tira das suas experiências como treinador para ajudar no Botafogo?

O futebol é universal, porém, as características culturais são próprias de cada país. Já trabalhei em 5 países diferentes, Peru, Portugal, Emirados Árabes, Qatar e Singapura, por uma equipe de Brunei, que jogava a liga de Singapura. Tudo isso agrega para o trabalho de agora.

Como você e o Paulo Autuori fazem para controlar os treinos dos jogadores de longe? Qual programação vocês adotaram diante dessa pandemia?

Com relação ao período crítico pelo coronavírus, no começo enviamos vídeos sobre os conceitos táticos, técnicos e comportamentais que desejamos. Depois paramos, porque as férias foram dadas logo, então deixamos eles descansarem. Haverá outro período para isso na volta. Criamos e enviamos a todos uma rotina de treinos, onde o Capela, preparador físico, dentro do possível, acompanha a todos. O departamento médico monitora e acompanha qualquer necessidade. Todo o staff, Bruno Lazaroni, Ometo e Diogo, auxiliares do Capela, assim como o Flavio, treinador de goleiros, passou as recomendações aos goleiros. Nosso psicólogo, Paulo Ribeiro, assim como a Maristela, assistente social, estão atentos a tudo, ou seja, mesmo à distância, o modelo sistêmico segue funcionando, integrando todos os departamentos do clube.

Fonte: Lance


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