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Barroca revela bastidores da saída do Botafogo e apoio dos jogadores: “Nunca tinha visto aquilo”

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Na última temporada, o fantasma do rebaixamento assustou o Botafogo até o final do Campeonato Brasileiro. O alívio da permanência só foi sacramentado nas rodadas finais da competição. Um dos responsáveis pela permanência do Botafogo na elite do Brasileirão foi Eduardo Barroca, que deixou a equipe na 12ª posição com 27 pontos — mais da metade do total conquistado. O Alvinegro terminou em 15º lugar, com 43 pontos.

Apesar da marca conquistada, Barroca foi demitido do Botafogo após a derrota para o Fluminense por 1 a 0, no Estádio Nilton Santos. O ex-treinador do Alvinegro revelou bastidores da demissão.

— Já sabia que se a gente não vencesse o Fluminense, o trabalho seria interrompido. Terminou o jogo, tomei o banho e aguardei os diretores na minha sala. Até que os jogadores, ainda com a roupa do jogo, entraram na minha sala e perguntaram: “Você ainda acredita na gente?” Eu disse que sim. Eles me disseram que se eu acreditasse, ninguém ia me tirar do Botafogo – revelou Barroca.

Saída consensual

— O Anderson Barros entrou na sala junto com o Gustavo (Noronha) e os jogadores afirmaram que fariam um pronunciamento em minha defesa. Eu pedi que eles voltassem ao vestiário e depois conversaria com eles. Chegamos ao consenso de que a minha saída seria importante para diminuir a pressão externa até que os próprios atletas e o próprio Anderson (Barros) estavam sofrendo. Conversei com os jogadores para explicar. Eles tiveram uma atitude muito bonita, não muito comum em futebol. Nunca tinha visto aquilo – garante.

Entusiasta do bom futebol, Barroca lembrou as críticas da imprensa sobre o que se convencionou chamar de “posse de bola improdutiva” do Botafogo, sobretudo no empate sem gols contra o Cruzeiro, pela 10ª rodada do Brasileiro.

— A partida contra o Cruzeiro é emblemática. Quando você joga com as equipes do Mano, que tem como característica jogar de duas linhas de quatro e explorar seu erro, não dá para sair de peito aberto. Certamente a gente fez uma partida muito ruim no aspecto ofensivo, mas foi um jogo que a gente se defendeu com a bola no pé. O Mano não sai de qualquer forma. O Cruzeiro estava jogando pressionado. Estávamos em sétimo. Então não fazia sentido atacar de qualquer jeito sabendo que a equipe dele joga no erro. Tenho um puta arrependimento do jogo contra o Goiás, que fiz todas as alterações para ganhar o jogo e acabei perdendo. Contra o Cruzeiro foi responsabilidade minha.

Fonte: Fogo na Rede


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