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Blog: “O fim da linha: Autuori já não esconde o enfado com mazelas do futebol brasileiro”

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A diretoria do Botafogo sabe que tem um problema dos grandes para resolver.

Autuori não quer mais estar à beira do campo na função de treinador, cargo aceito com a condição de passar à direção executiva da pasta com a criação da S/A.

O caso tem sido empurrado com a barriga e a demora trouxe desgaste à relação entre treinador e o comitê executivo.

O técnico tem feito cobranças e a impaciência aumenta na medida em que torcedores o responsabilizam pelos resultados que não chegam conforme o esperado.

O time que nesta quarta-feira (30) enfrenta o Bahia no Nilton Santos em jogo adiado da primeira rodada, venceu uma das onze partidas que disputou no Brasileiro.

E apesar de ter apenas duas derrotas, empatou oito jogos.

Precisa muito destes três pontos para tirar o time alvinegro do Z-4.

Autuori tem ideias interessantes para montagem de um projeto de construção de um DNA alvinegro.

Imagina o Botafogo num círculo virtuoso entre revelar e vender atletas ao tempo em que investe na formação de um time mais maduro e qualificado.

O trabalho não é fácil – e os resultados não virão de um dia para o outro.

Mas não há outra saída para um clube que deve quase R$ 1 bilhão – principalmente enquanto o projeto do clube-empresa não sai do papel.

Aliás, precisa não só sair do papel como ter sucesso na captação de dinheiro com os investidores – ação que depende da volatilidade do mercado.

Em suas últimas entrevistas no pós-jogo, Autuori vem deixando claro o incômodo com as cobranças.

Principalmente quando ocorrem em função de uma falha individual ou de um erro da arbitragem.

No 0 a 0 em casa com o Santos, por exemplo, chegou a declarar que seu tempo no cargo já extrapolou o combinado com a direção.

E eu o entendo claramente.

Campeão nacional, sul-americano e mundial, Autuori não tem mais paciência com essa mentira que é o futebol brasileiro.

O GE mostra que do dia 12 de agosto até aqui foram sete treinos para a disputa das onze rodadas do Brasileiro e duas da Copa do Brasil.

É um jogo a cada três dias.

Se é tarefa difícil para o técnico de um time já formado e bem experimentado, imaginem para aqueles que vão a campo em trabalho de formatação das ideias e sem um número ideal de jogadores capazes de suportar física e emocionalmente a série insana de jogos?

Pois é…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira – Extra Online / Foto de Capa: Vitor Silva / Botafogo


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