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Bolívar diz que Botafogo vai beliscar a Libertadores

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Não faz muito tempo que o Botafogo disputou uma Taça Libertadores: foi em 2014, há apenas dois anos. Mas o time que se classificou para a principal competição da América do Sul e o que a disputou foram bem diferentes. E, para muitos, o que foi candidato ao título do Campeonato Brasileiro de 2013 era bem superior.

Um dos líderes daquela equipe que tinha Seedorf e Jefferson foi Bolívar. Bicampeão da Libertadores pelo Internacional em 2006 e 2010, o ex-zagueiro, que se aposentou no final do ano passado e hoje estuda para ser técnico de futebol, ajudou a carimbar o passaporte alvinegro na época e aposta em uma nova vaga no torneio em 2017.

– Dá para beliscar, e com mais rodada iria brigar pelo título. Pela ascensão, no returno é um dos times que mais pontuou. Foi tudo muito difícil para o Botafogo, teve que fazer toda a reformulação, no início do ano todos davam o time brigando embaixo, mas as peças foram contratadas, o clube foi se reformulando e conseguindo jogadores não com tanto destaques em outras equipes, mas que vestiram a camisa e se deram muito bem, como por exemplo o Camilo – disse Bolívar.

– O Airton para mim é um dos melhores volantes do país. Pessoal pegava muito no pé na minha época por ele ser um jogador viril, mas tem uma qualidade técnica incrível que só quem treina com ele percebe. Tem o zagueiro gringo (Carli) que é muito bom jogador também. O Botafogo conseguiu colocar as peças ideias, e o mais importante de tudo foi ter encontrado a sua casa (Arena Botafogo), e o torcedor comprou a ideia – prosseguiu.

A esperança de Bolívar, que divide o coração entre Internacional e Botafogo, é a mesma de muitos alvinegros. Afinal, com o time em quinto lugar no Brasileiro com 53 pontos, as chances de classificação para a Libertadores estão em 88%, segundo cálculos do matemático Tristão Garcia.

Em Porto Alegre, onde vive com a família, o ex-zagueiro falou com o GloboEsporte.com por telefone sobre o resgate da credibilidade do clube, aprovou Carli como seu sucessor e traçou os planos para o futuro. Confira abaixo outros trechos da entrevista com o “General”.

Você ainda acompanha o Botafogo?

Bolívar: Acompanho sim. Tem o Jefferson, que está machucado, mas graças a Deus o Sidão vem representando bem, o Sassá, o Gegê, que são os garotos da nossa época. No clube tem o Fabio Azevedo, fisioterapeuta e um grande amigo. Procuro estar acompanhando e sempre deixo claro nas entrevistas que dou que o Inter e o Botafogo são os clubes que estão divididos no meu coração.

Vê alguma semelhando no time de hoje com o de 2013?

Sempre é muito difícil fazer comparações. O time nosso em 2013 era de jogadores que já tinham uma carreira vitoriosa, consagrados. Hoje o Botafogo tem jogadores que estão buscando espaço, que devem estar bem valorizados agora pela temporada que vêm fazendo. Aquele de 2013 foi montado a dedo, com jogadores de muita qualidade, mas que não tinha um banco de reserva. Tínhamos muita dificuldade quando perdia uma ou duas peças, por isso não veio o título.

A diferença é que em 2013 vocês ficaram o tempo todo no G-4, saíram na reta final, mas voltaram na última rodada. E o time de agora faz o inverso, só agora está dentro do G-6…

Essa diferença que acaba valorizando esse grupo, que conseguiu reverter a situação. Isso mostra que os jogadores têm um poder de reação muito grande, o nível é muito alto. O Botafogo com investimento baixo montou uma equipe que, se Deus quiser, vai colocar o clube na Libertadores.

Você viveu uma época difícil no clube, com salários atrasados e debandada, problemas que não existem mais atualmente…

Não conheci ninguém dessa diretoria, mas a gente sempre fica sabendo. A diretoria está sendo muito correta com seus compromissos. Em 2013 tive um ano muito bom aí com a diretoria (gestão do Maurício Assumpção), mas em 2014 não. A de agora está com os pés no chão, cumprindo com seus atletas. Conversei com o Jefferson, ele falou que está sendo o melhor ano que ele já viveu no clube em questão salarial.

E voltaram a pagar recentemente o “bicho” (premiação por vitórias aos jogadores). Tinha também na sua época?

Tinha. Até porque o objetivo maior do atleta é se sagrar campeão, conquistar títulos. Claro que não vai ser o “bicho” que vai mudar a postura dele em campo, mas para os jovens faz muita diferença. É um dinheiro extra que ele pode ir guardando, construindo sua independência financeira. Dá um incentivo a mais. O atleta de alto nível não precisa de incentivo para entra em campo, mas é um adicional.

Você era um dos líderes daquele time e o xerife da zaga. Acha que o Carli hoje tem um pouco do seu estilo?

Acho que sim. Pelos jogos que acompanhei, o cara é muito seguro. A diferença minha e dele é que eu peguei uma fase onde estava fazendo muitos gols. No Carioca fiz quatro em sequência. Mas ele é muito bom na bola aérea, nos duelos também por baixo, está mostrando ser um líder, e imagino que o torcedor esteja encantado. O Botafogo acertou bem, e ele deve estar gostando muito do calor que a torcida do Botafogo faz e eu tive o prazer de experimentar em 2013 e 2014.

E como está a vida pós-aposentadoria? O que tem feito?

Estou morando em Porto Alegre, empresariando jogadores, mas é uma coisa momentânea. Meu projeto no futuro é ser técnico. Andei fazendo uns cursos, estágios… Fiz com o (Celso) Roth no Inter, com o Roger (Machado) no Grêmio. Quero fazer ainda com alguns treinadores que trabalhei na carreira. Vou fazer com o Dorival (Júnior) no Santos, o Oswaldo (de Oliveira) no Corinthians, com o Tite também quando tiver oportunidade, com o Abel, que provavelmente no ano que vem estará no mercado. Pretendo fazer isso até o final do ano que vem e depois tentar assumir um time para 2018.

Mas você sempre quis ser técnico? De onde veio essa vontade?

De início a vontade era de ficar no meio do futebol, mas comecei a ver que todos falavam que eu tinha perfil para treinador, que comandava muito bem o vestiário. A gente sabe que treinador tem que trabalhar bem essa questão do vestiário, e graças a Deus sempre tive isso porque sou muito correto em tudo que faço. As pessoas viam em mim essa possibilidade e aí me convenceram (risos).

Fonte: globoesporte.com.br/botafogo


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