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Botafogo abre conversas para que Fluminense receba seus jogos no Estádio Nilton Santos

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O Estádio Nilton Santos pode se tornar também um lar provisório do Fluminense virar a principal praça do futebol do Rio de Janeiro. Os presidentes dos dois clubes, Carlos Eduardo Pereira e Pedro Abad, respectivamente, discutem uma parceria de uso comunitário do antigo Engenhão. Procurado pelo rival, o Alvinegro já formalizou uma proposta e espera uma resposta do Tricolor, que estuda a oferta. Mas como funcionaria a sociedade Flu-Bota?

No modelo oferecido, o Botafogo topa reduzir o valor de aluguel que foi praticado durante o Campeonato Carioca, que foi de R$ 200 mil por jogo. Mas para isso, o Fluminense teria que fechar um pacote mínimo de partidas até dezembro. Com isso, o Tricolor passaria a ter direito à renda líquida das bilheterias de seus duelos no estádio como mandante, em compensação o Alvinegro manteria os lucros com os bares e estacionamento do estádio.

Além de estreitar a relação com o Fluminense, o Botafogo, apertado financeiramente, busca alternativas de aumentar sua receita com o Nilton Santos. Recentemente, realizou uma maratona de nove shows nas dependências externas do estádio, com cantores famosos como Thiaguinho, Ludmilla, Anitta, entre outros. E alugar o seu campo também já rendeu dinheiro aos cofres do clube. Desde 2007, quando o palco foi inaugurado, o Alvinegro já alugou a casa para 160 jogos de terceiros – em que não está envolvido –, obtendo lucro de mais de R$ 2,5 milhões

O Flu procurou o Botafogo pelo vice-presidente Cacá Cardoso na viagem a Assunção, no Paraguai, onde a Conmebol sorteou as próximas fases da Libertadores e da Sul-Americana. O Tricolor, na época, buscava uma alternativa para a impossibilidade de usar o Giulite Coutinho. Como a casa do America está em vias de ter o alvará expedido pela prefeitura de Mesquita, com a possibilidade de sediar o confronto com a Chapecoense, dia 3 de julho, pelo Brasileirão, o Niltão poderá ser uma opção ao Maracanã.

Atuar no Maraca é muito caro ao Tricolor. Por contrato, o time das Laranjeiras paga R$ 100 mil de aluguel e divide parte dos custos de operação com a administradora do estádio. Em média, cada partida lá gera gasto de R$ 450 mil. Nesta lógica, só um público mínimo de 27 mil pagantes evita prejuízo, de acordo com cálculo revelado pelo presidente Pedro Abad. A média na temporada é de 12 mil. Não à toa o clube, por exemplo, acumulou quase R$ 1 milhão negativo em três jogos pelo Brasileiro, diante de Vitória, Atlético-PR e Grêmio.

Fluminense e a concessionária do Maracanã debatem na Justiça a parceria. Pela última liminar dada, o quarto aditivo ao acordo baliza a relação. Por ele, há a necessidade de pagar o aluguel, o que não havia no contrato original. Não há prazo para a sentença ser dada. Se o Niltão for uma opção mais barata, o Tricolor estuda mandar jogos lá.

Fonte: Globoesporte.com


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