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Botafogo acredita que ex-presidente favoreceu Odebrecht em 2013

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A diretoria do Botafogo informou nesta terça-feira ter apresentado uma notícia da crime contra o ex-presidente Maurício Assumpção. Ele é acusado de favorecer a Odebrecht, concessionária do Maracanã, com a interdição do Engenhão (hoje rebatizado de Nilton Santos), em 2013. Na época, a alegação foi de risco de desabamento da cobertura do estádio. Mas um estudo da DFA Engenharia e da Controlatto, divulgado pela Rádio CBN no início do ano, apontou como desnecessário o fechamento do palco.

De acordo com o clube alvinegro, a suspeita ocorre porque, naquele mesmo momento, o Botafogo conseguiu um empréstimo de R$ 20 milhões junto à Odebrecht “em condições suspeitas e com graves prejuízos ao Clube”, segundo descreve a nota publicada no site oficial. A dívida em 2017 já passa dos R$ 35 milhões, mas nunca foi cobrada pela construtora, como revelou a Revista Época.

Além de Maurício Assumpção, que comandou o clube de 2009 a 2014, foram denunciados o ex-diretor geral do Botafogo Sérgio Landau, Benedito Barbosa da Silva Junior (diretor presidente da Odebrecht), Leandro Andrade Azevedo (diretor da Odebrecht) e João Borba Filho (presidente do Complexo Maracanã Entretenimento S.A.).

Confira a nota oficial na íntegra:

“O Botafogo de Futebol e Regatas, em virtude de apurações internas para verificar a regularidade, a legalidade e a ética de atos realizados pela gestão anterior do clube, vem informar que apresentou uma notícia de crime perante a 5ª Delegacia de Polícia, contra Maurício Assumpção Souza Junior, Sérgio Landau, Benedito Barbosa da Silva Junior (Diretor Presidente da Odebrecht), Leandro Andrade Azevedo (Diretor da Odebrecht) e João Borba Filho (Presidente do Complexo Maracanã Entretenimento S.A.).

O pedido de instauração de inquérito policial para averiguação dos fatos decorre de 2 contratos de mútuo assinados pelo ex presidente do Botafogo, Sr. Maurício Assumpção Souza Junior com a Odebrecht, em 2013 e 2014, no valor total histórico de R$ 20.000.000,00, em condições suspeitas e com graves prejuízos ao Clube.

A notícia de crime subscrita pelo advogado contratado pelo Botafogo, Dr. Walmer Jorge Machado, relatou à autoridade policial o seguinte: “na verdade, Dr. Delegado, a cronologia dos fatos sugere uma possível manobra da Odebrecht para justificar a interdição do Estádio Nilton Santos, pois, segundo a matéria veiculada na Folha de São Paulo dia 02.02.2016, a Racional Engenharia, responsável por projetar e realizar a maior parte da obra do Estádio Nilton Santos, teria feito um minucioso estudo técnico afirmando que o estádio não deveria ter sido fechado. Válido lembrar que a interdição do Nilton Santos foi baseada em parecer técnico da Odebrecht, sendo dificílimo não imaginar que a finalidade consistiu em beneficiar o Complexo Maracanã Entretenimento S.A., empresa integrante do Consórcio formado pela Odebrecht para administrar e operar o Estádio Maracanã.”

Existem fortes indícios que o Botafogo de Futebol e Regatas, por intermédio dos referidos contratos de mútuo, tenha sido vítima de atividades suspeitas, as quais merecem apuração da autoridade competente que, diante da consistência do que lhe foi apresentado, já determinou a abertura do inquérito policial e a providência para a oitiva dos envolvidos.

A atual direção do Botafogo de Futebol e Regatas tem a obrigação e o dever de zelar pelo respeito e pela preservação do patrimônio do clube”

Botafogo de Futebol e Regatas
Carlos Eduardo Pereira
Presidente
Domingos Fleury da Rocha
Vice Presidente Jurídico

Fonte: Globoesporte.com


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