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Botafogo bate o recorde de venda de camisas

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Nesta semana, o Botafogo completou um mês do lançamento da nova coleção de uniformes com motivos para comemorar. Segundo o vice-presidente de comunicação do clube, Marcio Padilha, o último grande “boom” de vendas havia sido na época da contratação do craque holandês Seedorf, em 2012. Agora, só em maio, o Alvinegro dobrou a comercialização do antigo recorde de acordo com o dirigente, que não divulgou números. O GloboEsporte.com apurou que a primeira produção da Topper para o lançamento contou com 20 mil peças, sendo que a camisa 3 (branca), a de aquecimento e a feminina já estão esgotadas.

– Em maio batemos o recorde. Vendemos mais do que o dobro da época da chegada do Seedorf, que foi um dos melhores momentos da Puma (antiga fornecedora de materiais esportivos do clube). Só agora em maio dobramos o melhor mês com Seedorf. Isso por enquanto vendendo só nas lojas oficiais: em General Severiano, no Nilton Santos, em Brasília, Juiz de Fora (MG) e virtual.

A partir desta sexta-feira, a nova leva dos uniformes começa a chegar para repor o estoque e passar a ser comercializada também por outras lojas esportivas e no site da Topper – o primeiro mês foi exclusivo da loja oficial. A diferença é que as peças a partir de agora virão com dois dos patrocínios do futebol: o símbolo da Caixa Econômica Federal no peito e nas costas e o da Tim nos números. Outra novidade é que, nesta segunda produção, a camisa de aquecimento, também esgotada, ganhará a versão feminina. E em breve a camisa branca também, além de mangas longas.
A venda de camisas também é uma fonte de renda para os clubes. No caso do Botafogo, o Alvinegro tem direito a 10% de “royalties” por peça comercializada, sendo que a porcentagem pode subir se o repasse da fábrica para o mercado for além da expectativa. Números não foram revelados, mas é possível calcular uma estimativa. No site oficial, a nova coleção conta com oito diferentes preços que variam de acordo com a peça: R$ 149,90, R$ 159,90, R$ 179,90, R$ 199,90, R$ 219,90, R$ 249,90 (de jogo), R$ 259,90 (de jogo com número) e R$ 269,90 (de jogo manga longa). Tirando uma média dos preços, daria R$ 211,15. Multiplicando por 20 mil, que foi a produção da primeira leva, dá uma receita de aproximadamente R$ 4,2 milhões. Sendo que o clube leva pelo menos 10% desse valor, cerca de R$ 420 mil, em relação à primeira produção.
– Está sendo surpreendente. A Topper fez uma estimativa audaciosa, e creio que nesse segundo ano vão nadar de braçada. No primeiro ano foi mais complexo, lançamos o uniforme com o time ameaçado de rebaixamento, já esse ano lançamos no melhor estilo “Fogão Me Chama” (risos). Ainda é uma bela fonte de receita aos clubes, e graças a Deus vem acontecendo – vibrou Padilha.
Porém, cadê as camisas brancas? Maior sucesso da coleção, o estoque de 700 peças produzidas para o lançamento esgotou nos primeiros dias, e até hoje, um mês depois, torcedores que não conseguiram comprar na época têm procurado em vão o uniforme nas lojas. Mas calma, elas não foram uma edição limitada e continuarão a ser comercializadas. Botafogo e Topper prometeram a reposição delas no estoque ainda neste mês de junho. A boa aceitação do público com o uniforme branco, que não era fabricado há dois anos, parece ter feito até o presidente Carlos Eduardo Pereira, opositor à cor como predonimante, dar o braço a torcer.
– Isso é uma lenda. Ele nunca foi contra a camisa branca, ele não gosta do uniforme todo branco. Mas camisa branca com short preto está valendo. Eu vou fazer ele usar agora (risos) – brincou o vice de comunicação.

Bate-papo com gerente de relações esportivas da Topper, Naldo Silva:

GloboEsporte.com: um mês após o lançamento, como a Topper avalia as vendas e o feedback dos consumidores para a nova coleção? Quantas camisas já foram comercializadas ao todo?

Naldo Silva: as avaliações são positivas, um sucesso, já esperávamos por isso. O feedback que temos, principalmente das lojas oficiais do clube, são extremamente satisfatórios. Além desses feedbacks, costumamos fazer pesquisas nas redes sociais, o que mais uma vez nos deixa contentes por ver que o resultado da coleção como um todo foi bem aceito pelo torcedor. A política da empresa é não revelar o volume de vendas.

Qual o prazo para a Topper voltar a vender o uniforme número 3, as camisas brancas que caíram nas graças dos torcedores e esgotaram logo nos primeiros dias?

Quando desenvolvemos esta coleção projetamos um cronograma de abastecimento ao mercado como um todo, entretanto, devido ao excelente momento que vive o clube, somado à grande receptividade da camisa 3, essas peças esgotaram-se em tempo recorde. Dentro desse cronograma consta uma reposição considerável agora para o mês de junho.

Muitos torcedores reclamam nas redes sociais da falta de reposição da camisa branca. Há um motivo para a demora? Qual o tempo médio de produção?

Como expressado acima, este modelo foi a sensação da coleção. Foi uma sugestão e aposta do próprio clube. Sabíamos que seria um sucesso. Não existe tempo médio para a produção, isso varia de produto para produto. O processo fabril segue alguns procedimentos que requer muita cautela para não afetar negativamente toda cadeia produtiva, o que nos faz entender que mais viável é seguirmos a programação antes projetada, que neste caso é para agora o mês de junho.

Em relação ao modelo feminino e o de aquecimento, que também aparecem esgotados no site, qual a previsão para novas peças?

Esta coleção 2017 foi desenhada e estudada no início de 2016, onde por ocasião passamos a projetar quais seriam suas demandas para o mercado no momento do lançamento. Seguimos aquilo que havíamos programado, sempre acreditando no potencial da coleção somado à marca Botafogo e, na medida em que o clube vinha desempenhando uma performance extraordinária, nós – enquanto fornecedores do clube – passamos a mudar esses volumes. Entretanto chega um dado momento que é preciso fazer um corte e seguir um racional fabril de produção. O fato é que a coleção agradou a todos e vendemos tudo que foi possível atender ao lançamento. Tanto que já estamos repondo a feminina oficial de jogo, e em breve lançaremos a feminina de aquecimento. Essa informação estamos passando em primeira mão.

A nova leva das camisas produzidas virá com os patrocínios do futebol? Torcedores não vão conseguir mais comprar o uniforme “limpo”?

Entendemos que o Botafogo tem uma relação contratual com outros parceiros, o que é muito bom para o clube, e isso nos faz entender o quanto é importante estarmos todos em harmonia, sempre visando ao sucesso da relação. O importante é saber que o torcedor sempre irá encontrar o manto alvinegro nas lojas.

Fonte: globoesporte.com


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