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Botafogo é eliminado e Jair concede entrevista após o jogo

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A ideia era ir longe na Copa do Brasil, mas a goleada por 5 a 2 para o Cruzeiro no primeiro jogo praticamente eliminou o Botafogo. Por conta disso, o técnico Jair Ventura optou por um time misto no Mineirão e reconheceu que a falta de entrosamento pesou na na derrota por 1 a 0 nesta quarta-feira. O foco agora está todo no Campeonato Brasileiro, competição que restou ao Alvinegro na temporada.

– A gente paga um preço, quando você entra praticamente com um time todo que não vem jogando, perde muito entrosamento. Mas foi opção nossa, sabia da importância da Copa Brasil, mas, pelo resultado do primeiro jogo, priorizamos o Brasileiro. A partir desse momento poupamos alguns jogadores, os que estavam com mais “minutagem” pra evitar lesões, perder mais jogadores. O preço veio junto com a performance. O time sentiu a falta do entrosamento e não fizemos grande partida. Agora temos só uma competição, só um objetivo de primeiro fazer 46 pontos, vamos agora com tudo, força máxima no Brasileiro – disse Jair Ventura, após a partida.

O Botafogo segue em Belo Horizonte, onde treinará quinta e sexta no CT do Cruzeiro. No sábado, o time enfrenta o América-MG, no Estádio Independência, pelo Campeonato Brasileiro. O retorno ao Rio de Janeiro está previsto para domingo.

Veja outros trechos da entrevista

ATUAÇÃO ABAIXO
Jogando fora de casa a gente sabe da força do Cruzeiro aqui, apesar da vitória no Brasileiro. E foram muitas trocas. No Brasileiros temos feito trocas por cartões e lesões, mas são poucas. Hoje trocamos praticamente o time todo, aí demora a entender a característica de cada um, até ir soltando aos poucos já fica difícil. Sofremos gol de bola parada, até criamos algumas oportunidades, mas paciência, vamos focar no Brasileiro.

AMÉRICA-MG
Vitória nunca é obrigação no Brasileiro pelo nível de competitividade e equilíbrio. A equipe deles vem de três jogos sem perder, vem performando, jogando bem. A gente sabe que vai ser um jogo dificílimo, e tínhamos que poupar mesmo, mas não quer dizer que vamos ganhar. Respeito muito o América-MG, que vem em evolução. Assisti ao jogo contra o Inter e eles foram superiores, teve bola na trave…

CHANCES PARA OS MENOS UTILIZADOS
Falei que tenho confiança em todos. Hoje alguns que não estavam jogando jogaram. A gente vai fazer uma avaliação da performance individual de cada atleta depois. Quem se escala é o jogador, quem se sobressair vai ter mais oportunidades, simples assim. A gente brinca que jogador vai pulando a fila, vai passando à frente do outro, e assim vai ser nessas provas sempre.

SALGUEIRO
A gente olha de uma maneira igual para todos, não posso passar a mão na cabeça de um ou outro, tenho que pensar no Botafogo. Jogo limpo com eles, de maneira clara, transparente. Minhas atitudes são em cima do time. Algumas decisões individualmente não vão ser tão boas, mas tenho que pensar no melhor rendimento.

AIRTON
Ele vem pagando um preço pelo quase um ano parado, ainda tem dificuldade para terminar um jogo, fazer os 90 minutos. Não posso cravar que ele vai jogar o tempo todo, mas conto com ele. Está fazendo treinos, espero que consiga jogar os 90. É importante para o treinador fazer substituições em cima do que ele quer, não em cima de lesões, cartões, isso acaba atrapalhando. Vai depende muito da intensidade do jogo.

TÍTULO SUB-20
Alguns já estavam com a gente, até falei com o pessoal, a gente abriu mão deles para jogar essa final que era importantíssima, um título nacional. Estou muito feliz, mas temos que ir com calma. Quando se ganha título, vivenciei isso na base, acha que todo mundo está pronto para subir, mas é com calma, ver a necessidade do profissional também. De repente na posição x tem o melhor do sub-20, mas no profissional tem três, quatro atletas e dificulta a transição. Lógico que quando vai montar o time no início do ano, sobre contratação, a gente avisa: “Esse não precisa porque temos na casa”. Mas agora no decorrer do ano cabe ao treinador ver o que está precisando para a gente não queimar etapas também. O trabalho tem sido realizado de maneira maravilhosa, é ir com calma. A gente está de olho neles sempre, sub-17 também. Nossa integração está muito bem feita. Já vi algumas vezes, até aqui no Botafogo, parecia que a base era um time e o profissional era outro. Hoje é tudo uma coisa só.

QUEM SOBE?
Marcelo, Bochecha e Matheus Fernandes voltam. Os outros vai depender da necessidade, não gosto de falar em nomes porque deixa ciúmes (risos), mas olho todos da mesma maneira. Quem estiver bem vamos puxar, mas dentro da nossa necessidade. O sonho de todos é chegar no profissional, mas o que adianta chegar e não ser utilizado? Acaba matando o menino. Esses grandes jogos, como foi contra o Corinthians, dá maturidade: arena cheia, jogo difícil, eles vão maturando. Quando traz um jogador com potencial e ele fica sem jogar perde essa vivência. Tem que ir com calma para não matar os meninos.

Fonte: globoesporte.com.br/botafogo


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