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Botafogo e Fluminense não vão comparecer à reunião com prefeito do Rio

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Representantes de Botafogo e Fluminense não vão comparecer à reunião dos clubes com Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, que acontecerá no domingo. Para o encontro, que será no RioCentro, foram convidados 16 clubes e a ideia é discutir protocolo para retorno aos treinos.

O Alvinegro e o Tricolor já demonstraram ser contra o retorno das atividades neste primeiro momento em meio à pandemia de coronavírus. Recentemente, os dois clubes se recusaram a assinar carta dos integrantes da série A do Campeonato Carioca com a anuência da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), na qual expressavam o desejo de “retomar as suas atividades o mais breve que lhes for possível” e afirmavam estar prontos para reiniciar os treinamentos.

“Os clubes que puderem obedecer isso, então, a partir do dia 25, poderão. Ela é rigorosa, nesse domingo tenho uma reunião com presidentes de clubes, mas faço um apelo para que as medidas sejam obedecidas, porque se os clubes que amamos não respeitam, as pessoas em casa também ficam desestimuladas”, disse Crivella em coletiva de imprensa na tarde de hoje (22) quando perguntado sobre o plano que será apresentado na reunião.

“Os clubes apresentaram um documento e pediram para voltar aos treinamentos, ninguém falou em jogo e houve um debate acalorado. Há sugestões da nossa equipe científica que vamos conversar no domingo. Havendo consenso, podemos imaginar que voltaremos a treinar e isso não causará nenhum dano na nossa curva [de contágio]”, completou.

Mesmo sem a autorização dos órgãos governamentais, o Flamengo já vem realizando atividades no CT Ninho do Urubu. O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ), inclusive, quer alguns esclarecimentos por parte do clube.

Técnico do Botafogo faz duas críticas

Paulo Autuori, técnico do Botafogo, garantiu que se recusa a aceitar passivamente as condições impostas pelos governantes para este possível retorno aos treinos. O treinador alvinegro ressaltou que quem trabalha com futebol também é uma pessoa como outra qualquer e não vai ser usado “politicamente”.

“Os responsáveis têm que saber que nós somos pessoas como todos. Por isso, podemos dizer que as condições não estão favoráveis a um retorno. Eles acham que vão definir e nós vamos aceitar passivamente. Como cidadão, me recuso a fazer isso. Não vamos servir as pessoas para elas se aproveitarem politicamente. Me preocupa que gestores com grau de responsabilidade enorme, vão por esse caminho. Seja por interesses políticos ou financeiros”.

Fonte: UOL


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