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Botafogo e Jefferson dão coletiva sobre nova cirurgia

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Um dia depois de Sidão ter sido o porta-voz a confirmar a nova cirurgia de Jefferson, nesta quarta-feira goleiro e clube, enfim, se pronunciaram. E juntos. Enquanto o elenco treinava pela manhã no Cefat, em Várzea das Moças, em Niterói (RJ), o ídolo alvinegro estava em uma clínica da cidade fazendo exames e marcou a sua operação para esta quinta com um médico particular em um hospital da Zona Sul do Rio de Janeiro. Depois, se apresentou no CT onde os jogadores estão concentrados até sábado e concedeu entrevista coletiva ao lado do dr. Luiz Fernando Medeiros, coordenador médico do Botafogo e responsável pela primeira cirurgia.

Na entrevista, Jefferson desabafou. Disse que seguiu todo o cronograma passado pelo departamento médico após a cirurgia em maio e se mostrou chateado com o fato de sua recuperação não ter dado resultado. Segundo ele, por isso preferiu buscar uma segunda opinião, mas que desde o início avisou ao clube que o faria.

– Como todo mundo sabe, em maio deste ano eu tive uma lesão muito séria no tríceps contra o Juazeirense, ficando impossibilitado de continuar fazendo o que eu gosto, que é jogar futebol. Com o departamento médico, fizemos uma exame que constatou a necessidade de cirurgia. Fizemos a cirurgia com o DM do Botafogo. Uma lesão muito rara. Precisávamos dar um prazo. Nos foi passado o prazo entre três e quatro meses para voltar a jogar. Fizemos todo o cronograma. Voltei a treinar, cheguei a treinar, mas quando fui precisar realmente de um esforço a mais, com defesas mais difíceis, não consegui fazer. Foi aí que me reuni com o Botafogo para saber por que eu não conseguia voltar. Em acordo com o Botafogo, sugeri uma segunda opinião – explicou o goleiro, prosseguindo:

– Nesse meio, algumas pessoas fazem escondido. Eu comuniquei ao Botafogo que precisava ouvir uma segunda opinião de um especialista de ombro e cotovelo. Consultei o dr. Márcio, que constatou que a lesão estava permanente no local. A esperança é que ela pudesse se regenerar com o tempo. Demos um passo para trás, paramos de fazer os exercícios. Fiquei duas semanas parado. Melhorou um pouco, mas quando voltei não consegui fazer o meu trabalho. Em acordo com o Botafogo, o médico constatou a necessidade de uma segunda cirurgia. É um momento muito triste que estou passando, delicado, nunca passei por isso na minha carreira. Mas chegamos no limite, que somente uma segunda cirurgia para resolver o meu problema.

O médico prefere deixar uma nova previsão de volta só após a cirurgia, mas a torcida alvinegra sabe que ainda vai demorar para ver Jefferson em ação. Extraoficialmente, fala-se em pelo menos mais seis meses parado. Com isso, o goleiro deve perder todo o Campeonato Carioca de 2017 e parte da Libertadores, caso o Botafogo confirme sua vaga para o torneio continental.

– A ideia é abrir, inspecionar e corrigir a cicatrização que ainda não ocorreu. A gente prefere dar um prazo apenas depois da cirurgia, que vai acontecer amanhã. A primeira cirurgia ocorreu de acordo com o que a gente esperava. Não houve nenhuma intercorrência, mas ao serem exigidos, os tendões ainda causam dor ao Jefferson. Uma parte cicatrizou. Outra parte não. É difícil dizer. Complicações cirúrgicas acontecem com qualquer um. São coisas que podem acontecer com qualquer tipo de cirurgia – argumentou o dr.

Jefferson está fora desde maio, quando lesionou o tríceps do braço esquerdo e passou por uma cirurgia. A previsão inicial era de voltar a jogar em três meses, mas o goleiro continuou sentindo dores no local. A constatação foi de que o tendão reconstituído não cicatrizou direito, e assim ele precisará passar por novo procedimento cirúrgico. O fato causou enorme mal-estar em General Severiano, com o goleiro procurando tratamento fora do clube. Jefferson, inclusive, vai ser operado por um médico particular.

Além de ser considerada grave, a lesão é incomum. A cirurgia em maio consistiu em reconstruir o tendão retirando enxerto do joelho, de modo a prevenir que a sutura que será feita fique mais resistente aos movimentos após a recuperação. O goleiro ficou seis semanas com o braço imobilizado com tipoia e só depois disso iniciou as sessões de fisioterapia. A previsão de voltar em agosto não se confirmou. Ele foi liberado apenas em setembro, só que, ao participar de um jogo-treino contra o Bangu, voltou a sentir incômodo no local.

Fonte: lancenet.com.br/botafogo


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