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Botafogo e Vasco lutam na Copa do Brasil em ano com bastidores agitados

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Botafogo e Vasco se reencontram em um dos confrontos mais importantes deste histórico clássico em um ano em que ambos os clubes atravessam bastidores agitados com eleição e mudanças importantes para o futuro. Logo mais, às 19h (de Brasília), no Nilton Santos, os times começam a luta por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil.

O Alvinegro vive clima eleitoral em meio à expectativa da concretização da transformação do departamento de futebol em S/A. O projeto já superou alguns obstáculos, mas ainda precisa atingir algumas metas para que saia do papel.

A demora na pauta, que vem sendo discutida internamente desde o ano passado, chegou a fazer com que parte da torcida a colocasse em xeque. “S/A fato ou fake?”, dizia uma faixa em protesto realizado na última terça-feira, no Nilton Santos.

Enquanto isso, três chapas — encabeçadas por Alessandro Leite, Durcésio Mello e Walmer Machado — concorrem ao pleito presidencial que está marcado para 24 de novembro.

O projeto clube-empresa é visto como a solução econômica para o time de General Severiano. A mudança pode fazer com que o Alvinegro consiga um caminho para reequilibrar as finanças e viver tempos melhores no futebol. Atualmente, o Comitê Gestor toca a pasta e mudanças na estrutura podem acontecer tão logo a S/A seja finalizada.

A alteração, inclusive, pode ter reflexos diretos no elenco. Há uma intenção inicial de que o técnico Paulo Autuori, que auxilia neste período de transição, possa assumir um cargo de gestão.

Já no Vasco, um outro tema também agitou o clube internamente e mexeu com a torcida. Neste caso, uma mudança no estatuto que pode fazer com que o próximo pleito seja histórico. Seria a primeira vez que a escolha de um presidente passaria por eleição direta, ou seja, com os votos dos sócios indicando o vencedor.

Desde sempre as eleições do cruz-maltino foram feitas de maneira indireta. Nesta configuração, as duas chapas mais votadas têm o direito a indicar conselheiros, sendo a primeira colocada com 120 e a segunda, com 30. Estes 150 conselheiros eleitos se juntam aos outros 150 natos e os 300 votam entre si – numa sessão extraordinária do Conselho Deliberativo – pela escolha do novo presidente.

A sugestão ganhou a atenção de grupos políticos e foi alvo de abaixo-assinado que ganhou o nome de “Nova Resposta Histórica”. A ideia era que houvesse a convocação de uma assembleia geral extraordinária para a votação da pauta sem precisar que a decisão passe pelo Conselho Deliberativo.

Para exercer o ato, os organizadores se apoiam nos artigos 59 e 60 do Código Civil Brasileiro, que indicam que a convocação de uma assembleia geral acontecerá mediante aprovação de 1/5 dos associados.

Além da eleição direta, outras indicações para mudanças nas leis vascaínas também foram postas à mesa e houve uma guerra de liminares na Justiça nos últimos dias por conta disso.

Em meio à polêmica, a Assembleia Geral Extraordinária foi realizada de forma virtual e os sócios aprovaram as diretas no mês passado. Porém, o resultado dela está sub judice.

Enquanto isso, sete nomes já se colocaram na disputa do pleito. Alexandre Campello, que busca reeleição, Leven Siano, Fred Lopes, Luis Manuel Fernandes, Jorge Salgado, Nelson Medrado Dias e Augusto Ariston. Além disso, Julio Brant deve oficializar candidatura nos próximos dias.

Fonte: UOL / Foto de Capa: Colagem de foto de Vitor Silva / Botafogo F.R. e Reprodução Twitter


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