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Botafogo estranha posição da Ferj e avisa: “Não vamos fazer treino presencial em maio. Jogar nem pensar”

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Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro deixou neste domingo a cargo dos clubes a decisão de retomar as atividades em meio à pandemia do novo coronavírus. Porém, a ideia não foi bem recebida pelo Governo e pela Prefeitura, que vetaram e nem pelo Botafogo.

O ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, atualmente integrante do Comitê Executivo de Futebol, deu entrevista à ESPN Brasil e disse estranhar a nota da Ferj.

– Claro que não é a hora (de voltar). Acho até esquisito a Federação autorizar os clubes a treinar, nunca precisamos dessa autorização. De um lado tem a CBF, do outro a federação, mas todos os governadores e prefeitos estão preocupados, o ministro do saúde disse que não vai se assustar se chegar a mil mortes por dia, o pico pode ser em maio. Agradeço à federação, mas o Botafogo não vai fazer treino presencial em maio. Só em junho, se a situação estiver melhor. Jogar nem pensar – garantiu Montenegro.

Não tem nexo. Futebol não é serviço essencial

– Estou achando isso um circo. Não vejo pressionarem universidades, escolas, tênis, Fórmula 1NBA. Aqui no Brasil tem uma fobia, é assunto diário. Isso é nervosismo por não ter recebido a última parcela da TV e pelo Campeonato Brasileiro já estar adiado. O Botafogo só volta quando isso acalmar, pode ser em junho, julho ou agosto. Aliás, era uma grande chance de o futebol brasileiro entrar no mundo moderno, seguir calendário europeu, de setembro a maio – acrescentou.

Montenegro argumentou ainda que voltar aos treinos representa expor muitos profissionais ao risco.

– Não tem nexo. As pessoas que falam isso ficam sentadinhos esperando ver o jogo. Quem vai se arriscar são os jogadores, funcionários e comissão técnica. Às vezes para treinar, mobiliza 100, 150 pessoas, multiplica isso pela quantidade de times. Quem falou que tem como começar em maio? Tem que ser quando a pandemia passar ou a situação melhorar. Futebol não é serviço essencial – completou Montenegro, que criticou também o Flamengo novamente por tentar retomar treinos.

– Fiquei estupefato de tentarem voltar no dia 21 de abril. O Flamengo deveria ficar mais cauteloso e cuidadoso e ser um dos líderes do futebol só retornar quando a situação da pandemia estiver normalizada. Naquela tragédia (do Ninho do Urubu) ninguém teve culpa, mas se alguém forçar a volta, alguém pegar esse vírus e morrer, aí haverá responsáveis – concluiu.

Fonte: ESPN Brasil


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