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Botafogo explica ausência em reunião com prefeito e critica possível volta aos treinos: “Desconexão com a realidade”

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Mufarrej ressalta necessidade de manter o distanciamento social: “O momento é de bons exemplos de quem pauta a sociedade e o Botafogo está seguro e convicto de suas posições”

O Botafogo emitiu neste domingo uma nota oficial na qual explica por que não compareceu à reunião convocada pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella, com os 16 clubes participantes do Campeonato Carioca. O Fluminense também decidiu não ir ao encontro com Crivella e os representantes das demais equipes.

Os outros 14 clubes do Carioca já assinaram nota na qual defendem o retorno imediato aos treinos, ainda que o estado do Rio de Janeiro tenha batido no último sábado o recorde de mortes causadas pelo novo coronavírus – foram 248 óbitos.

O presidente do Botafogo, Nelson Mufarrej, criticou a realização da reunião de forma presencial no momento de auge da crise causada pelo novo coronavírus.

– Não era necessário expor nossa diretoria aos riscos de sair de casa para participar, seria até incoerente com o nosso discurso.

Confira na íntegra a nota do Botafogo:

“O Botafogo de Futebol e Regatas, através do Presidente Nelson Mufarrej, se posiciona sobre a reunião da Prefeitura do Rio com Clubes neste domingo (24/5). O Clube reitera o seu posicionamento de não ser favorável ao retorno dos treinos presenciais neste momento em face ao estágio preocupante da pandemia Covid-19.

Confira abaixo a declaração de Nelson Mufarrej:

– A posição do Botafogo sobre o tema é cristalina para o público e para o próprio Prefeito, que conhecia plenamente a nossa linha de pensamento antes da reunião. Não era necessário expor nossa diretoria aos riscos de sair de casa para participar, seria até incoerente com o nosso discurso.

– Reafirmamos não ser o momento para voltar a ter treinos presenciais. O futebol é um instrumento de altíssimo impacto e repercussão social. Passar essa imagem de retorno imediato, no auge da crise, de mortes, com a curva ainda em ascensão, é estar em desconexão com a realidade. Além de desumana é insensível do ponto de vista interno, com nossos atletas, comissão técnica, funcionários e seus familiares. Vai chegar a hora de voltarmos, mas não será agora.

– Nosso papel é direcionar a consciência coletiva no sentido de que o momento é de se preservar e ficar em casa. Cuidar de si, familiares e amigos. O contexto pede capacidade analítica para nós dirigentes que, de sobremaneira, influenciamos a vida de pessoas. Muitos países afrouxaram o isolamento e estão pagando por essa precipitação. O momento é de bons exemplos de quem pauta a sociedade e o Botafogo está seguro e convicto de suas posições – afirmou”.

Fonte: Globoesporte.com


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