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Botafogo muda proposta de jogo e vence Boavista com a “marca Autuori”

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O sentimento de alívio marcou a estreia do Botafogo na Taça Rio, neste domingo, no Nilton Santos. O time comandado pela segunda vez por Paulo Autuori apresentou algumas mudanças na proposta de jogo, abriu o placar, mas acabou sofrendo o empate do Boavista. Nos minutos finais, Bruno Nazário marcou o segundo e tirou o time do sufoco. Ao contrário do antecessor Alberto Valentim, que priorizava a manutenção da posse, o novo treinador armou uma equipe que esperava o adversário na maior parte do tempo, retomava a bola e buscava a ligação direta com o ataque. Apesar do sofrimento, foi possível notar uma equipe mais aguerrida, que teve o mérito de buscar a vitória até o fim.

Na coletiva após o término da partida, Autuori deixou claro a mudança que tenta colocar em prática.

– Não perdemos hábitos de jogos que temos que mudar para sermos mais efetivos no jogo, principalmente na posse de bola no campo do adversário. Não podemos ter uma posse inútil, que não machuque o adversário – analisou.

O Botafogo teve um início de jogo animador. Sem poder contar com Pedro Raul, poupado pelo departamento médico, Autuori optou por promover a estreia de Gabriel Cortez e colocou o jovem Rafael Navarro no ataque. O equatoriano mostrou repertório e boa movimentação, ajudando na armação de jogadas assim como Luis Henrique. Alex Santana, artilheiro de 2019, aparecia como elemento surpresa nas finalizações de fora da área. Foi dessa forma, inclusive, que ele abriu o placar com uma finalização certeira no ângulo esquerdo. Com mais tranquilidade, o Alvinegro passou a ameaçar nas jogadas individuais.

Velhos problemas aparecem

Após o bom começo e de abrir vantagem, o Botafogo diminuiu a intensidade e passou a deixar o Boavista achar espaços. No início do segundo tempo, em uma jogada pela direita, o time de Saquarema conseguiu o empate com uma bola alçada na área por Wellington Silva. O goleiro Gatito Fernández falhou e não conseguiu afastar a cabeçada fraca de Michel.

A partir daí, o velho problema da falta de criatividade voltou a atormentar o Glorioso. O time criava pouco e nas poucas vezes que tentava errava muito. Autuori então optou por colocar Thiaguinho, Luiz Fernando e, mais tarde, Caio Alexandre em campo, com o objetivo de melhorar a movimentação. A estratégia funcionou, mas os jogadores pecavam na finalizações.

Apesar das falhas, o time da Estrela Solitária mostrava uma postura diferente das últimas partidas, com uma atitude mais aguerrida. A vontade do time foi premiada nos minutos finais, quando prevaleceu o talento individual de Bruno Nazário e a melhor qualidade do elenco alvinegro.

Caio Alexandre deu passe para Luis Henrique, que deu ótima assistência para o camisa 10 marcar o gol da vitória, em noite de homenagens a Valdir Espinosa.

Apesar do esforço, o Boavista pecou na falta de qualidade técnica. Os destaques do time de Saquarema foram Jean Victor, na bola parada e Erick Flores, na criação.

Fonte: Terra

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