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Botafogo “separa” funcionários e jogadores por salários e gera insatisfação interna

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Diretoria do Glorioso realiza pagamentos de vencimentos em grupos separados para atletas e liquida dívida em pequenas parcelas com colaboradores

O Botafogo corre contra o tempo para quitar as dívidas com jogadores e funcionários e ficar em dia. Com problemas financeiros, a diretoria do Alvinegro possui débitos em aberto com os profissionais. Internamente, contudo, a forma de pagamento para os dois grupos é feita de uma forma diferente, em dias e divisões diferentes.

Enquanto os atletas recebem o salário de um mês de forma consolidada – 100% do valor de uma vez – na conta, os funcionários têm acesso ao dinheiro de forma dividida, já que o clube paga o valor de pouquinho a pouquinho. O vencimento de março, por exemplo, teve divulgação que seria quitado 35% do valor total – quantia desbloqueada pelo jurídico do Botafogo na última semana, mas que ainda não caiu na conta dos colaboradores.

Isso se dá porque os recursos que o clube dispõe para pagar os funcionários estão bloqueados e dependem de ações junto ao Sindeclubes para ficarem descongelados. Enquanto o departamento jurídico do Botafogo, contudo, não conseguir descongelar o valor, os colaboradores ficam sem respostas. Internamente, isto gera insatisfação.

Os dirigentes do Botafogo – principalmente os que ficam no Nilton Santos – possuem alguns grupos no WhatsApp com as pessoas do dia a dia. Um contém jogadores e funcionários; no outro, apenas colaboradores. Quando o pagamento é feito de forma dividida, a mensagem é colocada no ambiente onde não há a presença de atletas.

Alguns funcionários acreditam que as mensagens foram enviadas no grupo sem os jogadores, porque os líderes do elenco ficariam chateados com a situação envolvendo o pagamento dos membros da comissão técnica. O ato de pagamento de apenas 35% do salário dificulta a vida dos colaboradores, que ainda passam necessidade diante do cenário da pandemia.

Aos funcionários, o Botafogo ainda busca desbloquear verba para quitar 65% do mês de março – e pagar os 35% previamente sucedidos -, abril (férias adiantadas) e maio. Para os jogadores, a conta é a mesma, excluindo os valores do terceiro mês do ano.

Errata: Ao contrário do que foi relatado na reportagem, o Botafogo informa que mantém diálogo permanente com todos os integrantes do Departamento de Futebol sobre as pendências existentes, como sempre faz nas condução dos assuntos internos através do VP de Futebol Marco Agostini.*

Fonte: Lance / Foto de Capa: Vitor Silva / Botafogo


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