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Bruno Lazaroni agradece a Autuori e fala em “busca por resultados” para tirar Botafogo da “zona da confusão”

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Novo treinador assume com a responsabilidade de substituir Paulo Autuori e dar fim ao jejum de nove jogos sem vencer no Brasileirão

Substituto de Paulo Autuori, Bruno Lazaroni falou nesta sexta-feira pela primeira vez como técnico efetivo do Botafogo. Promovido das categorias de base, em entrevista coletiva, antes mesmo do início das perguntas, o novo comandante alvinegro afirmou.

– Gostaria de fazer um agradecimento ao Paulo e ao Renê. São duas pessoas do mais alto gabarito. Tive o privilégio de trabalhar com os dois nesse período. Só tenho a agradecer ao Paulo e aos outros treinadores que tive a oportunidade de conhecer, conviver e trabalhar. Ele acabou optando por sair, mas tenho um respeito e uma admiração enormes pelo profissional e, principalmente, pela pessoa que ele é. Desejo todo sucesso para ele e pode ter certeza que vou tentar dar continuidade ao bom trabalho que ele vinha desempenhando – disse o treinador, acrescentando:

– Claro que ele também não estava contente com os resultados, assim como todos nós. Tenho certeza que se a gente der continuidade e continuar trabalhando, as coisas vão voltar à normalidade dentro do clube.

Confira outras respostas do treinador:

Como utilizar o Honda

– Eu ainda vou ter uma conversa pessoal com o Honda. Acho que ele é um jogador inteligente, do mais alto gabarito e tem que se sentir confortável dentro de campo. Vamos tentar, de alguma maneira ou de outra, conversar com ele e saber as opiniões dele. Foi isso que foi feito entre ele e Paulo, que acabaram decidindo sobre essa posição dele. Agora, ele está voltando de lesão e vamos saber ainda se poderemos contar com ele para domingo. Eu tenho total confiança sobre a função que ele estiver exercendo e ele vai nos ajudar bastante, como vem ajudando até então.

O primeiro teste de Lazaroni será neste domingo, quando o Botafogo recebe o Fluminense às 11h (de Brasília), no Nilton Santos, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Alvinegro está na 19ª colocação, com 11 pontos, a um do primeiro time fora da zona de rebaixamento, que é o Bahia.

Onde acredita que possa mudar para conseguir resultados

– É importante dizer que meu status atual, independente de ser interino ou efetivado… Claro que se a gente jogar bem, estaremos mais perto dos resultados, mas, imediatamente, a gente precisa ter resultado a curto prazo, até por causa de uma possível continuidade. Mais do que nunca, a nossa intenção é passar confiança aos atletas, conversar com eles. Não tem muito tempo para treinar, vamos tentar fazer os ajustes que já vinham sendo feitos com o Paulo e contar com a colaboração dos atletas para a gente sair, num primeiro momento, dessa zona de confusão.

Utilização de jogadores que não vinham jogando

– Todos os atletas estão aptos a jogar e podem vir a ter oportunidades. É precoce falar individualmente sobre cada atleta. No caso do Cícero é uma coisa mais entregue à diretoria. O Lecaros também, ele vem treinando forte. Se, por ventura, estiver treinando forte e fizer por merecer dentro de campo, ele vai continuar e vai ter novas oportunidades. Querendo ou não, na vida é assim. Quando aparecer oportunidade tem que agarrar, assim como jogador, assim como eu sendo treinador do Botafogo no momento.

Mudar esquema de três zagueiros

– Mesmo com o Paulo a gente já utilizou diversas estruturas de início, inclusive essa com três zagueiros que jogamos muito bem. Talvez, nossa melhor partida no ano tenha sido contra o Corinthians, utilizando essa estrutura. O Paulo variou bastante ao longo do Campeonato Brasileiro. Começamos já com 3-4-3, 4-4-2, 4-3-3. Acho que, independente da estrutura, o que vale muito é sermos fiéis a nossa estratégia e se entregar de corpo e alma para esse objetivo, que é sair dessa zona de confusão a curto prazo.

Maior desafio à frente do Botafogo

– Estou muito honrado com essa oportunidade que estou tendo. Acho que o grande desafio é trazer resultados a curto prazo, porque é só com eles que vamos conseguir dar sequência ao trabalho. Não tem como fugir disso. Claro que o desempenho é importante para você ficar mais perto das vitórias, mas trazer o resultado a curto prazo é mais do que necessário. Não só para mim, como treinador, mas para o clube poder sair dessa zona de confusão.

Melhora ofensiva e chegada do Kelvin

– A respeito do Kelvin, não tenho muito a falar porque, até onde eu sei, não está 100% acertado e não gostaria de falar sobre atletas que ainda não fazem parte do elenco.

– A produção ofensiva, a gente vai tentar melhorar, com o pouco tempo que a gente tem, através de conversa e vídeo para trabalhar bastante as quatro formas de chegar até a baliza adversária e concluir em gol: finalização de fora da área, movimento de infiltração, bola parada e cruzamento. Vamos tentar, no pouco tempo que a gente tem, através de vídeos, demonstrar a importância dessas quatro situações para a gente ter uma produção ofensiva maior e ter mais chances de gol.

Pensa em pedir reforços? Tem em mente algum setor que precise contratar? Como enxerga o elenco?

– A respeito de reforços, eu vou deixar para o Comitê de Gestão e ao Túlio Lustosa, que está chegando ao clube agora. Eu tenho que encontrar as soluções dentro do grupo. Tenho muita confiança nesses atletas. Deixamos diversas boas impressões ao longo da competição. Infelizmente, cometemos alguns erros, principalmente em fins de jogos, que nos tiraram algumas oportunidades. Agora, temos que focar no que podemos fazer daqui para frente, porque a gente não tem mais como controlar o que passou. Vamos fazer os ajustes necessários que vinham sendo feitos com o Paulo para a gente tentar, o mais rápido possível, ter resultados a curto prazo para sairmos.

Qual o padrão vai dar ao time? E a motivação para o trabalho?

– Eu procuro dar continuidade ao trabalho do Paulo. O Paulo modificou diversas vezes o trabalho de jogar. O que eu mais me identifico é a forma equilibrada: você tentar atacar com o maior número de jogadores e defender também. O mais importante é que eu tenho a plena confiança nos atletas que aqui estão, só eles vão nos tirar dessa situação.

Lição que usou quando treinou da última vez como interino e pretende repetir

– Em todas as oportunidades que eu tive aqui em assumir, minha principal função era de tentar passar confiança aos atletas e demonstrar para eles a capacidade e a qualidade que eles têm, porque já demonstraram isso em algumas outras oportunidades. Meu papel inicial é passar confiança a eles. Eu tenho total confiança na capacidade deles para a gente sair dessa zona da confusão o mais rápido possível.

O que muda na cabeça de interino para efetivado

– Independente do status de interino ou efetivo, o mais importante para que eu tenha continuidade é trazer resultados a curto prazo. Desculpa ser repetitivo, mas é a realidade. Querendo ou não, todo treinador, quando está no cargo, ele está de forma interina. Alguns têm um pouco mais de margem ou não. Temos alguns exemplos como o Renato Gaúcho, que está há bastante tempo como treinador do Grêmio. A necessidade por resultado e elevar a confiança da equipe e do clube, de maneira geral, são fundamentais neste momento.

Conversa com a diretoria e dificuldade para reação com dois jogos difíceis

– Eu agradeço a confiança que a diretoria tem em mim, mas acho que pavimentei minha história dentro do futebol. Tenho um pai treinador, então, praticamente desde que nasci, convivo no meio do futebol. Tive oportunidade de ser atleta profissional. Fui um jogador mediano, mas tive a oportunidade de jogar profissionalmente por 12, 13 anos. Procurei me capacitar, após o encerramento da minha carreira, fazendo faculdade de educação física, fazendo os cursos de treinador, com todas as licenças da CBF, que tive oportunidade de fazer. Exerci diversas funções dentro do clube. Acho que essa trajetória e a minha maneira de ser e de trabalhar ao longo de todos esses anos foram determinantes por essa opção da diretoria.

Como planeja colocar as novas ideias em prática e o que fazer de diferente com o mesmo elenco

– O desafio é grande e difícil, mas é tentar dar continuidade ao trabalho do Paulo. A gente teve um desempenho muito bom em diversos jogos, mas por alguns detalhes, as coisas não aconteceram. Então, é tentar elevar os níveis de confiança da equipe, trabalhar incessantemente nos pequenos e curtos prazos que nós temos, utilizar muito a ferramenta de vídeo com eles e, acima de tudo, passar confiança aos atletas de que eles têm essa capacidade.

Matheus Nascimento

– Matheus é uma joia dentro do clube. Tem uma capacidade enorme. O Paulo estava conduzindo muito bem essa situação. É um menino que completou 16 anos recentemente. Do que eu entendo, ele ainda está em processo de formação. Por ter 16 anos e pelo momento que estamos vivendo hoje, talvez, não seja o momento ideal para ele ter mais minutos, mas acho que tem sido fundamental essa oportunidade que ele vem tendo aqui de treinar com a primeira equipe, até para vivenciar as situações. Acho que isso tudo vai ajudar na formação dele e, aos poucos, as coisas vão melhorar e, talvez, as oportunidades possam aparecer com mais frequência.

Assista à coletiva de Lazaroni na BotafogoTV:

Fonte: GE, Redação FogãoNET e BotafogoTV / Foto de Capa: Vitor Silva – Botafogo


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