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Cícero celebra atuação na volta e desconhece conversas sobre saída do Botafogo: “As pessoas são maldosas”

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O volante Cícero foi um dos destaques na goleada por 6 a 2 em cima da Cabofriense no retorno do Botafogo ao Campeonato Carioca, marcando um dos gols na primeira etapa. Depois de mais de três meses parado por conta da pandemia do novo coronavírus, o jogador ressaltou que a boa atuação foi fruto do trabalho que desenvolveu para voltar na melhor condição possível.

“Vi como uma atuação muito boa, mas não dentro de outras expectativas. Isso, pra mim, não é novidade. As pessoas falam que é uma nova função, isso ou aquilo. São funções dentro do campo que fiz em toda minha vida em várias posições. Consigo, dentro das minhas características, sobressair em relação ao que o treinador está pedindo. Fiz o gol vindo de trás com um chute de longa distância. Quase fiz outro também quando estava mais adiantado em campo. Minha atuação foi dentro de uma preparação muito boa. Desde que acabou o jogo contra o Bangu, no domingo, por conta da pandemia, da segunda-feira até hoje praticamente, eu comecei a treinar, treinar e treinar. Tem pessoas que me ajudaram nesse processo, sou um cara que pego parte do meu salário, invisto no meu corpo e na forma física. Tenho 35 anos e vejo que ainda tenho uma longa vida no futebol. Se não tivesse essa ambição ficava dentro de casa e parava. Não tenho histórico de lesão, nunca operei na minha vida, onde passei joguei várias partidas e no Botafogo não tá sendo diferente. Algumas vezes, as pessoas interpretam de outra maneira. Os resultados quando não aparecem de forma ideal, geralmente, as pessoas frisam as coisas nos mais experientes. Independentemente da idade, as pessoas precisam olhar para o rendimento do jogador. Se um cara de 40 anos rende mais do que um de 23, tem que jogar. A gente entende a situação dos clubes que precisam vender jogadores. Dentro de um contexto geral, na minha visão de futebol, pensando em um time para ganhar, tem que ver quem está rendendo mais independente da idade. Sou um cara que as pessoas sempre levaram muito pela idade, mas é só olhar a forma física que venho mantendo durante 18 anos da minha carreira em vários clubes. Voltamos a treinar e tivemos uma semana de jogo. Isso é inadmissível no futebol brasileiro. Por mais que estejamos treinando dois ou três meses em separado, não é a mesma coisa de treinar todo dia com o coletivo. Os coletivos, os jogos, que vão dar o ritmo de jogo ao atleta. Tentei focar na minha base para estar bem firme e melhorar. Para não deixar cair o ritmo aos 35 anos, sei que preciso de outras coisas específicas. Quero ainda, por muito tempo, jogar futebol. Essa atuação coroou o trabalho que fiz nesse período. Pés no chão, porque foi um primeiro jogo e nossas condições físicas não são ideais, tem que ter ritmo de jogo para atingir o ápice fisicamente” avaliou o jogador.

Cícero teve uma função tática importante na partida. Começou na zaga como líbero e durante o jogo foi adiantado para atuar no meio campo. A polivalência é uma marca na carreira do jogador. Cícero já atuou como volante, meia, atacante e também zagueiro, contra o Atlético-MG pelo próprio Botafogo.

“Sendo um líbero além de ter uma recomposição atrás, tem uma certa liberdade de poder sair. Justamente assim que acabou saindo o meu gol. Já iniciei uma partida como zagueiro, mas agora, como eram três zagueiros, sendo um líbero, muda um pouco, porque tem mais liberdade. Tenho minha inteligência, características de jogo que tento botar em prática dentro de campo. Às vezes, as coisas não acontecem como a gente quer, mas tento me adaptar da melhor maneira possível. O Paulo (Autuori) viu que era uma posição que poderia ajudar. Ele sabe muito bem da minha característica e posição dentro de campo, mas o que for para ajudar o time e o clube estarei sempre à disposição”, explicou com exclusividade a Tupi.fm.

Permanência ou saída do clube

No início da temporada, Cícero chegou a um acordo com a diretoria para permanecer no clube. O jogador aceitou uma redução salarial para se adequar no atual cenário financeiro do Botafogo. No entanto, os dirigentes afirmaram em algumas oportunidades que a intenção é negociar o jogador justamente pela questão financeira, assim como foi tomada a decisão pela saída do zagueiro argentino Joel Carli. O jogador afirmou que está focado em realizar seu trabalho pelo Botafogo.

“No início do ano, eu sabia que a situação financeira era meio complicada e aceitei, em parte do contrato, reduzir o salário até o momento do clube se tornar S/A e encaixar do novo. Se for para o bem do Cícero e do clube, vou fazer sempre da melhor maneira possível, mas não desfocando do meu trabalho. Essa questão de passar por alguma necessidade não é só do Botafogo, mas também de vários outros clubes do futebol brasileiro, ainda mais com essa pandemia. Tem que sentar ambas as partes e resolver da melhor maneira. Meu empresário tem tratado disso aí, mas a partir do momento que tenho contrato, me dedico ao máximo no clube” disse Cícero, que admitiu que não falou com o técnico Paulo Autuori sobre o assunto.

“Não chegou a ter conversa com o Paulo (Autuori) sobre saída. As pessoas são maldosas, comentam e ficam forçando certas situações. Joguei, tenho treinado bem e conversamos coisas mais do dia a dia do time, nada a ver com uma certa situação de sair. Até o momento que tiver contrato com o clube, as coisas se encaminham dentro dele” respondeu.

Veja outros pontos da entrevista:

Saída de Joel Carli

– A saída do Carli pegou muitos de surpresa por ser um cara que estava a muito tempo no clube. A gente não sabe como foram resolvidos os detalhes. Foi no meio de uma pandemia que ninguém tava se vendo, fiquei um pouco surpreso, mas essa situação, o próprio jogador e o clube devem ter resolvido da melhor maneira para ambas as partes. O Carli era um líder no clube, um cara muito bem quisto por todo elenco. Lógico que é uma perda muito grande, mas o que fica é o profissional que ele foi, caráter e boa pessoa que ele passou ser dentro do Botafogo. Com certeza, fará falta pela liderança.

Novas medidas no futebol

– É estranha a maneira como foram criados os protocolos. Agora tem que ter certos cuidados, passar o álcool nas mãos, usar a máscara e chegada ao clube. É diferente e estranho para o futebol ver uma pandemia, várias pessoas sofrendo, familiares, muitas pessoas em casa sem a vida estar normal. Já que obrigaram a gente a voltar a jogar, mesmo não concordando, quando a bola rola tem que ser normal o futebol. Não muda muita coisa, vai chutar, tocar, subir e trombar. O pré-treino, pré-jogo, é uma coisa esquisita. Você pensa que loucura que é a vida. É um vírus que nunca sabemos onde está. Quando a bola rola, volta tudo à normalidade.

Fonte: Super Rádio Tupi / Foto de Capa: Vitor Silva / Botafogo


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