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Clubes avançam na venda de direito internacional do Brasileiro

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Em reunião na CBF, os clubes avançaram para fechar a negociação dos direitos internacionais do Brasileiro e possivelmente terão uma associação conjunta para fechar um acordo. Houve três propostas pelos direito, das empresas IMG, TV NSports e Betsul. Com maior tradição internacional, a primeira aparece como favorita a fechar com os clubes. Não deve haver dinheiro fixo pago aos clubes, apenas participações em ganhos futuros.

A novela da venda dos direitos internacionais do Brasileiro se desenrola desde 2018. A CBF entrou para fazer uma concorrência internacional que fracassou duas vezes, com empresas que faziam propostas e não cumpriam o que era ofertado.

Desta vez, a comissão de clubes, que se reúne na CBF, estava controlando o processo. A proposta da Betsul, que é focada em direitos de apostas, previa a inclusão de transmissão por site de aposta, o que levou os clubes a estudar o caso com mais detalhe. Era defendida pelo ex-deputado Vicente Cândido, que já trabalhou para a CBF e para o Corinthians, que também pregava a criação de uma associação de clubes para atender a empresa.

Já a IMG é uma empresa que tem tradição no mercado internacional. A proposta da empresa prevê que não exista dinheiro pago garantido para os clubes — haveria remuneração conforme o campeonato nacional seja vendido lá fora. E há a possibilidade de criação de uma empresa, ou associação, para representar todos os clubes.

A proposta da TV NSports, que detém direitos sobre o Campeonato Catarinense, parece menos atrativa para os clubes.

“São propostas distintas. Cada uma com suas características. Uma trabalha em cima de resultados. Um valor pequeno no início que não chega para os clubes e, sim, em investimento. É muito mais no desenvolvimento do produto futebol. A entrada de recursos vai chegando ao longo do tempo”, explicou o presidente da comissão de clubes, Alexandre Campello, que é presidente do Vasco.

Pelo que o blog apurou, a proposta da IMG parece contar com maior simpatia entre os clubes. É certo que os dirigentes têm até o final do mês para definir o assunto ou, de novo, o Brasileiro não terá seus direitos internacionais negociados. Se a IMG for escolhida, pode ser criada uma associação.

“Tem uma das propostas que exige a criação de associação. A outra precisa de uma entidade jurídica que não precisa ser uma associação. Vai depender de uma entidade jurídica”, completou Campello. “Poderia ser criada uma associação ou contrato poderia ser assinado através da CBF.”

Fonte: UOL


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