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Clubes e CBF mantêm debate sobre calendário em esforço por pontos corridos

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Há, claro, ideias, pensamentos e desejos sobre o que fazer com o calendário do futebol brasileiro quando a quarentena que combate o novo coronavírus for relaxada, mas não há nada concreto já que não se sabe quando esse isolamento social terminará. O tema voltará a debate entre os clubes e a CBF junto com as propostas para venda dos direitos internacionais de transmissão do Brasileiro — nesta terça (14) haverá uma reunião por videoconferência.

O que dá para saber: futebol em maio? Improvável. Além disso, todas as negociações feitas até o momento apontam que o Brasileiro não começará antes da conclusão dos estaduais que forem possíveis terminar.

Que forem possíveis terminar? Sim, porque alguns times pequenos estarão sem condições financeiras e até com elencos desmanchados daqui há 45 ou 60 dias, quando se imagina que possa concluir um estadual como o de São Paulo, por exemplo. A ideia de ir até o fim com os estaduais passa, provavelmente, por jogar em sede fixa e com isolamento dos jogadores em um ambiente totalmente controlado. Complexo, portanto.

Sobre o Brasileiro, os clubes querem que se mantenham 38 rodadas por pontos corridos, mesmo que avance para 2021, porque desejam antecipar receitas de direitos de transmissão. Uma série A mais curta significaria menos dinheiro. A CBF não gosta da ideia de avançar para 2021 para não apertar a temporada do ano que vem, por isso dependendo de quando se puder jogar o Brasileiro outras opções de formato podem até ser colocadas sobre a mesa.

“Há contato diário, muito intenso, desenhamos diversas possibilidades de retorno. A gente vai mapeando o ciclo epidêmico e, a partir daí, vai projetando. Se conseguirmos voltar em maio, como seria essa volta. Se fosse em junho e julho, como seria. Os cenários estão sendo feitos até por quinzena, com muito critério. E checagem diária com as autoridades de saúde pública”, disse o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, ressaltando que clubes e CBF estão trabalhando em conjunto, sem divergência. O dirigente diz que, neste momento, a volta do mata-mata não está em discussão e que os clubes votaram por unanimidade em manter os pontos corridos, se possível claro.

“Os clubes rechaçam completamente essa hipótese [de mata-mata]. Isso tem interferências econômicas profundas nos contratos. A gente prefere, por exemplo, a hipótese de alongar a temporada até janeiro do que escolher um mata-mata. Não diria que é impossível, pois, se só houver a possibilidade de voltar em setembro, outubro, não vai ter jeito, mas como há a possibilidade de retornar antes, a volta do mata-mata está completamente fora da realidade”, completou Bellintani.

Na visão da cartolagem, a sequência natural para o retorno de jogos tem relação com o menor deslocamento que será feito pelos atletas. Por isso, hoje, um calendário teria essa prioridade:

1) Estaduais: Campeonatos em que não seria necessário deslocamento por meio de aviões. Existe ideia, como mostrou o blog, até de realizar as partidas em uma sede fixa, uma cidade só e isolando os jogadores para realização de testes que indiquem que não estão infectados com o novo coronavírus. Há a garantia da CBF para os presidentes das federações de que os estaduais serão finalizados assim que os agentes de saúdes afrouxarem o isolamento.

2) Brasileiro: Nove estados têm representantes na Série A, o que dificulta iniciar a competição, previsto para maio, já que será preciso usar aeroportos, hoje com voos reduzidos e sem prazo para uma normalidade. Os clubes pediram à CBF, em reunião na terça (7), para manter as 38 rodadas em pontos corridos de olho em antecipação de receitas de direitos de transmissão. A CBF não garante isso porque não sabe quando se poderá jogar e não quer avançar a temporada 2020 para 2021.

Hoje não há planos de mudança de regulamento, como dividir os 20 clubes em grupos e finalizar a competição em jogos eliminatórios, como era feito até 2002, mas é algo que pode surgir como opção se o calendário apertar demais.

3) Libertadores e Sul-Americana: Como o blog revelou, a Conmebol ouviu de representantes de governos da América do Sul que dificilmente o acesso entre as fronteiras do continente estará normalizado em 2020. Isso inviabilizaria a conclusão da Libertadores e da Sul-Americana e preocupa a confederação sul-americana que até já adiantou verba de cota aos clubes para ajudá-los enquanto as atividades estão paradas.

Fonte: Coluna do Marcel Rizzo – UOL

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