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Com 12 páginas, protocolo da Ferj exige exames em série e uso de máscaras para comissão técnica

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Documento aprovado na última quarta-feira detalha condições para volta de treinos e jogos, mas afirma que calendário só pode ser retomado com aprovação das autoridades de saúde

Mesmo sem garantias sobre a retomada do calendário, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) se mexe para reunir condições para a volta das atividades no futebol carioca. Na última quarta-feira, a Comissão Médica Especial Temporária finalizou um documento, batizado de “Jogo Seguro”, em que elencou condições básicas para o futuro reinício dos trabalhos.

Em 12 páginas, as quais o GloboEsporte.com teve acesso, a lista de recomendações servirá de base para os clubes que terminarão a disputa do Campeonato Carioca e traz exigências a serem cumpridas antes e durante os treinos.

A começar pela testagem de todos os envolvidos em intervalos de sete e três dias antes do retorno das atividades. O que precisa ser repetido antes do reinício da competição, quando o protocolo deve ser atualizado.

Quem for recém-contaminado deve ficar em quarentena, enquanto os atletas considerados imunizados precisam trabalhar de forma separada. Profissionais do grupo de risco serão poupados.

A Ferj garante que, para a volta ao trabalho, cada clube terá quantidade suficiente de “álcool líquido a 70%, álcool em gel em dispenser, desinfetantes, máscaras cirúrgicas, luvas de procedimento, entre outros que sejam necessários”. Além da aquisição de testes rápidos, que serão feitos em jogadores e “contactantes familiares” (ou seja, quem mora com o atleta), as comissões técnicas e restante do estafe envolvido no dia a dia.

Apesar de detalhado, o protocolo não estipula prazo de volta das atividades. A comissão médica, liderada por Botafogo, Flamengo, Vasco e Boavista é repetitiva em afirmar que o retorno só acontecerá após aprovação das autoridades de saúde.

– O retorno às atividades acontecerá após expressa autorização das entidades competentes. Este documento não propõe prazos para que isso aconteça. Cabe ressaltar que alterações, ajustes, aperfeiçoamentos e adequações poderão ser feitos à qualquer tempo – publicou em parte do documento.

Protocolo interfere nos treinos

As regras também se aplicam dentro das quatro linhas. Com as novas orientações, os treinos seriam mais limitados para diminuir o risco de contágio. A exigência é de atividades adaptadas para pequenos grupos, em distância segura e com orientadores exclusivos. Todos os membros da comissão técnica usarão máscaras durante os trabalhos.

– Vale a pena ressaltar que cada grupo terá seu próprio staff, diminuindo assim o risco de transmissão. Esse grupo deve se repetir diariamente no intuito de minimizar a disseminação de uma possível contaminação dentro do grupo – continuam os médicos.

Academias e vestiários devem ser evitados. Espaços como a fisioterapia e o departamento médico ficarão mais restritos. A proposta é que os profissionais passem o menor tempo possível e tenham pouco contato. Por isso, os atletas levariam as próprias roupas e materiais para lavar, além de fazerem todas as refeições nas próprias casas.

Mesmo com a cautela, o documento trata do possível retorno dos jogos pela preocupação com o transporte. Diz que, “mantido o cenário atual, deve-se abrir o precedente do jogador se dirigir ao estádio em seu carro particular”. Se o ônibus do clube for a única alternativa, deve-se ter espaçamento mínimo e uso de álcool em gel na entrada e na saída.

Leia a conclusão do protocolo

“As orientações descritas visam minimizar o risco dos atletas, comissão técnica, staff e contactantes familiares. Devemos considerar que a faixa etária predominante nas referidas atividades têm baixo risco de desenvolvimento de formas graves da COVID-19.

Tais orientações visam sugerir aos Clubes de Futebol do Rio de Janeiro a implementação e adequação das medidas necessárias para dificultar a disseminação da doença e permitir a retomada das atividades até então paralisadas.

O retorno às atividades acontecerá após expressa autorização das entidades competentes. Este documento não propõe prazos para que isso aconteça. Cabe ressaltar que alterações, ajustes, aperfeiçoamentos e adequações poderão ser feitos à qualquer tempo.”

Fonte: Globoesporte.com


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