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Comitê do Botafogo rebate críticas de CEP sobre caso Luis Henrique

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O presidente Nelson Mufarrej e o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, ambos integrantes do Comitê Executivo de Futebol do Botafogo, responderam às críticas e aos questionamentos do vice-presidente Carlos Eduardo Pereira, que cobrou nas redes sociais e internamente esclarecimentos sobre a venda de Luis Henrique ao Olympique de Marselha (FRA).

Mufarrej garantiu que fez tudo de forma transparente.

– Hoje, considero um dia muito importante, porque fizemos uma transação, fechamento de negócio, com nosso jogador Luis Henrique, que deixa admiração pela forma de ser, mas segue o caminho dele. Estamos aqui para falar da transação dentro da maior transparência. O Conselho Diretor, no qual sou presidente, sempre adotou clareza e transparência em tudo. Não é em um contrato desses que vai esconder alguma coisa. A transação foi maravilhosa, boa para o Botafogo – disse Mufarrej à BotafogoTV.

– Apesar de haver notificação, a negociação já seria enviada para o Conselho Fiscal, que é o que dá todo suporte para fazermos o que temos feito de bom dentro das limitações do Botafogo – explicou o presidente.

O ex-presidente Carlos Augusto Montenegro foi mais duro no tom.

– Fiquei pasmo com determinadas cobranças, com açodamentos, bravatas em redes sociais, onde nunca tivemos comando da situação. Quem conduziu o negócio foi o presidente do TAC. O Botafogo não tinha condição de fazer nada, nem informar a ninguém. O presidente soube de cada detalhe, porque tem a caneta e a decisão. Vice-presidente aquático, de esportes, geral, não tem direito de saber nada, porque não tem negociação. O Botafogo apenas recebeu o direito referente à imagem de seus 40%. Não tinha que dar palpite ou blá-blá-blá, porque o contrato, que todo Conselho Diretor sabia porque passou no NDOC, previa que uma proposta acima de 5 milhões de euros, o outro aceitaria ou cobrira. Uma vergonha, é só porque estamos em campanha eleitoral, alguém levantar essas bravatas? A negociação foi a que o clube mais se beneficiou no custo-benefício, não teve empresário e protegemos o dinheiro do risco de penhora. Por isso, estamos falando hoje. O dinheiro já entrou e compromissos foram saldados. É vergonhoso questionarem como se houvesse alguém despreparado, amador ou pessoa pensando em coisas erradas. Mesmo no mandato de 2015 a 2017, não houve uma transparência tão esmiuçada como essa – rebateu Montenegro.

Também presente na coletiva, Manoel Renha não entrou na parte política e explicou os detalhes técnicos da negociação do Botafogo para o Olympique, que rendeu R$ 26 milhões. O clube alvinegro mantém 5% dos direitos econômicos.

Veja postagem feita na última terça por Carlos Eduardo Pereira:

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Blog do C.E. apurou as informações da imagens. Diante da discordância com o divulgado pela imprensa anteriormente, notifiquei o Presidente do Clube e os Presidentes dos Conselhos Fiscal e Deliberativo: Rio, 29.09.2020. Ilmo. Sr. Dr. Nelson Mufarrej Filho Presidente do Conselho Diretor do Botafogo de Futebol e Regatas Senhor Presidente, Tendo em vista o cancelamento, sem motivo, da reunião do Conselho Diretor de ontem, dia 28, onde já havia manifestado minha intenção de buscar todas as informações relativas à negociação dos direitos econômicos e federativos do atleta Luis Henrique para o Olympique de Marselha, sem ser discutido no âmbito do Conselho Diretor, a fim de resguardar direitos e responsabilidades, sou forçado a notificá-lo para que me informe: 1) Valor total da negociação; 2) Valor que coube ao Botafogo na referida negociação; 3) Este valor já foi recebido? Forma de pagamento? À vista ou parcelado? Operação feita através de qual agente financeiro? 4) Qual o percentual pago de comissionamento e qual agente contratado; 5) Quando este contrato será incluído no sistema N-Doc do Clube? 6) Foi feita uma avaliação de risco de penhoras? Qual o resultado? 7) Foi feita uma previsão de utilização dos recursos? 8) Qual a razão para esta negociação não ter sido trazida ao Conselho Diretor? 9) Qual a razão para os contratos do Departamento de Futebol não terem sido incluídos no sistema N-Doc este ano de 2020, descumprindo uma prática compromissada por minha gestão com os Conselhos Fiscal e Deliberativo? Fico no aguardo das respostas e informo que a presente segue com cópia para os Presidentes dos Conselhos Fiscal e Deliberativo. Cordialmente, Carlos Eduardo da Cunha Pereira Grande Benemérito e Vice-Presidente Geral do Botafogo de Futebol e Regatas

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Fonte: Redação FogãoNET e BotafogoTV / Foto de Capa: Divulgação / Botafogo


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