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Conheça um pouco mais da nossa Base Forte e os planos para o futuro

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Como reconstruir praticamente do zero a categoria de base de um clube em crise financeira? Ou mudar a imagem do clube de forma a atrair empresários e pais atrás de oportunidades para seus clientes e filhos? Como é possível obter resultados expressivos com um investimento bem menor do que os principais concorrentes? Até mesmo como se tornar uma fábrica de talentos que já produziu para o mercado internacional nomes como Dória, Vitinho, Ribamar… Essas e outras perguntas foram respondidas por Eduardo Freeland, gerente geral da base do Botafogo, e Eduardo Barroca, técnico campeão do Campeonato Carioca e do Brasileiro Sub-20.

EVOLUÇÃO DA BASE
Um título dessa magnitude vem para certificar o trabalho. A gente entende que o trabalho é de formação, mas a gente busca por isso, rendimento. Capacitar esses atletas para que alcancem um alto nível e disputando competições a todo instante. Isso vai fazer com que cheguem no profissional prontos para o desafio que a carreira pede. (…) O Botafogo vivia até antes de eu chegar, em meados de 2008, um momento difícil financeiro, as divisões de base não eram tão estimuladas e investidas. Começamos um trabalho árduo de reconstrução, de mentalidade, de capacitação, recrutamento… Com mudança a de gestão agora teve uma melhoria estrutural de apoio, investimento também, começou a  investir em pontos cruciais que a base precisava e deu continuidade à metodologia que vinha sendo feita. E os títulos vieram aparecendo

 

AUMENTO DE INVESTIMENTO
Já era um planejamento independente dos títulos. Do ano passado para esse ano já houve um aumento, e claro que a nova diretoria tem que compreender, e está bem adequada à realidade do clube, ela está fazendo aumentos e investimentos com pé no chão. Não adianta prometer grandes coisas e não conseguir cumprir. Isso está sendo ímpar. Existe, sim, uma projeção para o ano que vem de uma melhoria, mas adequado às receitas do clube.

PROJETOS FORA DO CLUBE
No início desse ano a gente começa a abrir portas para que, eventualmente, atletas que não consigam chegar ao profissional de imediato tenham outras possibilidades. E a gente começou a partir para um outro caminho, que é atletas em que percebemos potencial, mesmo estourando a idade, começa a fazer contratos um poucos mais longos com esses atletas e a dar possibilidade, fato que aconteceu com o Sassá (emprestado ao Náutico). A gente investe naquele menino, mesmo que estendendo contrato ao prazo de estourar a idade, encaminha para outros mercados para que ganhe maturidade e retorne um ou dois anos depois. Ainda está um pouco embrionário, mas a gente já tem algumas ações em andamento.

DESTAQUES PARA O FUTURO
Dos mais jovens que estão tendo oportunidade nesse momento, o Matheus Fernandes, que está no primeiro ano juniores; o Jordan, um meia também no primeiro ano e que tem tido mais oportunidades; o Fernando lateral-direito, primeiro ano também; o Igor Cássio, centroavante fantástico que está sendo preparado para suceder o Gorne e manter o nível de performance, é um jogador de primeiro ano que tem tudo para dar resposta em um período curto; o Diego, que está jogando, é um goleiro de bastante potencial, jogador que teve outras experiências no interior, foi titular na Copa do Brasil do ano retrasado. É difícil individualizar, o que está acontecendo é priorizar e dar chances a todo mundo de dentro. A torcida quer muito saber quem vai subir, mais importante é subir e permanecer. O Matheus Fernandes vai subir e ter sua oportunidade, mas nada impede que ele, não sendo utilizado em cima, volte a jogar jogos por exemplo como os que vamos ter na Copa do Brasil. Isso enriquece a formação deles.

LUÍS HENRIQUE NO SUB-20?
Isso já foi conversado internamente. o Luís Henrique alcançou um status dentro da carreira que fica muito difícil de a gente voltar etapas. Quando sobe um degrau e alcança um determinado nível, a gente tem que pensar estrategicamente o que vai ser melhor para o Luís Henrique. Se a gente entender no final das contas que é melhor ele voltar para o sub-20, vamos fazer e recebê-lo de braços abertos. Mas o que a gente tem discutido é: qual o melhor passo a ser dado agora? Como pode fazer o Luís Henrique voltar a ser o Luís Henrique que toda a torcida gostaria que fosse, como nós todos vemos potencial do que ele pode vir a ser. Acreditamos que será, tem potencial para isso. O que está sendo estudado não é nem retornar ao sub-20, é pensar em um cenário, seja dentro do Botafogo ou mesmo em clubes que possam abrir parcerias, para que ele tenha outras vivências e amadureça outros aspectos que de repente no próprio Botafogo ou no sub-20 ele não vai adquirir. Então estamos pensando estrategicamente um passo que seja importante para agregar à carreira dele. Não adianta achar que colocar no sub-20 para jogar vai resolver o problema, tem que pensar isso com bastante calma e carinho para que a gente dê um tiro bem acertado nesse caso.

TRÍPLICE COROA?
Dá, claro que dá. A gente tem um grupo com potencial de chegar onde nunca se chegou, tanto individualmente quanto coletivamente. Os jogadores têm dado respostas muito fortes aos estímulos que têm recebido no aspecto coletivo. Estão conseguido jogar com muita intensidade, controle, um jogo bonito, que o torcedor vai gostar de ver, e que o resultado seja consequência disso. A gente precisa jogar bem, ter a bola, ser agressivo, ofensivo… Acho que a gente tem totais condições de brigar de igual para igual contra qualquer clube do Brasil.

 

Fonte:www.globo.com/botafogo


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