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Conhecendo a casa do adversário

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Está chegando a hora do jogo mais importante de 2017 (até agora) para o Botafogo, decidindo contra o Colo-Colo, do Chile, uma vaga no penúltimo mata-mata da Pré-Libertadores, antes da fase de grupos do torneio. O foco é tamanho que a delegação alvinegra já chegou a Santiago na madrugada desta segunda-feira, três dias antes da partida, para se preparar melhor. Mas além das partes física, tática e técnica, o time vai precisar superar um adversário extra: o Monumental. A reportagem esteve no local no último domingo, só que não conseguiu entrar por estar fechado. Porém, o GloboEsporte.com obteve fotos para mostrar o que espera os jogadores por lá.

CUSTOMIZAÇÃO ALVINEGRA

A casa é do Colo-Colo, mas os alvinegros terão uma impressão familiar quando treinar no local e olhar para ao seu redor. Afinal, as cadeiras pintadas de preto e branco seguem o mesmo estilo do adotado nas arquibancadas Leste e Oeste inferiores e Sul do Nilton Santos. A diferença é que em um dos lados do estádio chileno, no setor chamado “Cordillera”, as cores dividem espaço com um tom de bege, que forma o rosto do Cacique, símbolo do clube local. Até mesmo a capacidade é parecida: 47.174, contra 46.931 do Niltão.

FATOR CALDEIRÃO

Mas a sensação de estar em casa não vai durar muito. Com o estádio lotado então, as cores das cadeiras sequer vão aparecer. E é aí que entra outra grande desafio para o Botafogo: ignorar o alçapão. Pela proximidade da arquibancada com o campo, a torcida do Colo-Colo consegue pressionar psicologicamente seus adversários, enquanto os alvinegros estarão isolados atrás de um dos gols, no “Magallanes”. Já a “Garra Blanca”, maior torcida organizada do clube, fica do lado oposto aos visitantes. Como venceu o jogo de ida por 2 a 1, os brasileiros jogam pelo empate ou por derrota por um gol de diferença com placar igual ou superior a 3 a 2.

MÍSTICA DE CAMPEÃO

Quem circula pelo estádio percebe nas pinturas nas paredes: o Colo-Colo alcançou sua maior conquista neste estádio. Foi em 1991, após empatar o primeiro jogo da final contra o Olimpia, no Paraguai, por 0 a 0, os chilenos aplicaram 3 a 0 no Monumental e foram campeões pela primeira e única vez da Libertadores. Desenhos e fotos ilustram os momentos de glória desde o vestiário passando pelo túnel de acesso ao campo. Jogar ali para a torcida é se sentir capaz de tudo.

REFORMA E CONFORTO

O Monumental começou a ser construído nos anos 50 para virar uma das sedes da Copa do Mundo de 1962, disputada no país, mas só foi inaugurado em 1989. Em 2015, com a Copa América no Chile, o estádio passou por reforma – assim como o Nilton Santos para a Olimpíada de 2016. As grades que separavam o campo da arquibancada foram substituídas por vidros de alta resistência; o vestiário visitante foi equiparado em tamanho e conforto com o do mandante; banheiros foram renovados, além de aumentar a capacidade e estrutura para a imprensa.

ACESSOS

O Monumental possui 16 portões e nove setores, mas o do Botafogo é um só: portão 5 “Magallanes”. Os demais são “Galvarino”, “Cordillera”, “Lautaro”, “Arica”, “Tucapel”, “Oceano”, “Caupolican” e “Rapa-Nui”. Os arredores do estádio oferecem vários locais de estacionamento para quem for de carro. Para ir de metrô, o torcedor tem que pegar a linha 5 e descer na estação “Pedrero”. O endereço do palco é Avenida Marathon nº 5300, Macul, Santiago.

FONTE: globoesporte.com.br/botafogo


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