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Conhecendo o adversário II: Atlético Nacional da Colômbia

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Olá irmãos de camisa! Vamos dar continuidade a série sobre quem é quem no nosso grupo da Copa Libertadores da América, o objetivo é tentar trazer o máximo de informações para a nossa comunidade sobre os times que vamos enfrentar na competição continental, informações tais como, história do clube, desempenho na Libertadores, jogadores de destaque, como está o clube na atual temporada, entre outras.

Hoje vamos esmiuçar o nosso segundo adversário na fase de grupos, o Club Atlético Nacional S.A. da Colômbia!

Curtam, compartilhem, façam suas críticas e sugestões para que possamos ir melhorando dia após dia! Vamos lá!!

CLUB ATLÉTICO NACIONAL S.A.

Atlético Nacional, o Rei de Copas.

O clube de Medellín é o time mais popular e vencedor do país, além de já ter disputado 3 finais de Libertadores (1989, 1995 e 2016), e ser o único clube colombiano bicampeão da competição (1989 e 2016), possui 15 títulos do campeonato colombiano, 3 copas da Colômbia e 2 Superligas da Colômbia, não a toa o clube é conhecido como o “Rei de Copas”.

A HISTÓRIA

Fundado em 8 de Março de 1947, o clube que recentemente completou 70 anos, ficou mundialmente conhecido nos anos 80 e início dos anos 90, quando viveu sua primeira fase dourada e serviu como base da seleção colombiana, com jogadores de destaque como Higuita, Leonel Álvarez e Faustino Asprilla. Porém, sua fama não se deu somente por ser base da seleção e pelos títulos conquistados, mas sim, pela ligação com o narcotráfico e o famoso cartel de drogas de Medellín de Pablo Escobar.

O título da Libertadores de 1989, por exemplo, é cercado de controvérsias. Há suspeitas de que Escobar tenha subornado árbitros e jogadores durante essa e outras competições da época. O fato curioso é que Pablo Escobar, que foi morto em 1993, era torcedor de um dos maiores rivais do clube alviverde, Escobar torcia para o Independiente de Medellín, há estudos que mesmo torcendo para uma adversário, o narcotraficante ajudava todas as equipes de Medellín, pois isso aumentava sua influência política e fortalecia seu império de drogas.

Pablo Escobar mostra habilidade com a bola nos pés.

O tema é tratado como tabu no Atlético: jogadores da época negam ligação do clube com o tráfico – ainda que nomes de ídolos como o goleiro Higuita e o zagueiro Asprilla tenham sido amigos íntimos de Escobar – e os atuais dirigentes repetem que não podem falar sobre algo que não vivenciaram. No fim da década de 90, o clube entendeu que a melhor forma de limpar sua imagem seria olhar para frente. Até hoje o Atlético Nacional faz de tudo para desassociar sua imagem da de Pablo Escobar.

O ESTÁDIO

O estádio Atanasio Girardot.

O Atlético Nacional, possui no estádio Atanasio Girardot um dos seus maiores trunfos contra os seus adversários. Fundado em 1953, o estádio com capacidade para 45.087 pessoas, faz parte de um complexo esportivo que além de competições esportivas variadas, recebe vários eventos culturais.
O nome do estádio é uma homenagem a Atanasio Girardot (1791 – 1813), herói da independência da Colômbia e da Venezuela.

A TORCIDA

Sua fanática torcida, os “Verdolagas”, como são conhecidos, estão entre as dez maiores de todo o continente, com mais de 11 milhões de adeptos – um fenômeno de popularidade, já que o número é mais de quatro vezes maior do que toda a população da cidade de Medellín.

A fanática torcida dos Verdolagas.

O Atlético costuma lotar suas partidas no estádio Atanasio Girardot e mantém forte rivalidade com o outro clube da cidade, o Independiente. Os clássicos contra o Millionarios, de Bogotá, e contra o América de Cali, também estão entre os mais apimentados de toda a América do Sul e, nos últimos anos, cresceu sua animosidade com o Santa Fé, de Bogotá, outra equipe colombiana que conseguiu resultados relevantes nas competições sul-americanas.

O ATLÉTICO DE 2017

O Atlético Nacional nem de longe lembra aquela equipe que foi campeã da Libertadores de 2016, após o sucesso na competição o clube vendeu alguns dos seus principais jogadores. Da equipe titular apenas 5 jogadores continuam no time, o goleiro Franco Armani (30), os laterais Daniel Bocanegra (29) e Alexis Henríquez (34), o zagueiro Farid Díaz (33) e o meio campo Macnelly Torres (32).

A campanha de 10 vitórias, três empates e uma derrota deu visibilidade ao clube colombiano. Sobretudo no Brasil, onde grande parte dos jogadores desembarcaram.

Os colombianos faturaram R$ 61 milhões com a venda de quatro jogadores para o futebol brasileiro, Guerra e Borja foram para o Palmeiras, Copete fechou com o Santos e Berrío foi para a mulambada.

Também deixaram o Atlético Nacional o zagueiro Davinson Sánchez (Ajax), o volante Mejía (León-MEX) e o atacante Marlos Moreno (Manchester City). O volante Sebastián Pérez, que não atuou na decisão por estar suspenso, que foi contratado pelo Boca Juniors. No total, entraram no cofres do clube pouco mais de R$ 100 milhões.

Para suprir as saídas o clube trouxe Dayro Moreno (atacante), Edwin Valencia (volante, ex-florminense) e Aldo Leao Ramírez (meia).

Apresentação dos novos contratados.

O dinheiro das vendas dos campeões da América não será totalmente revertido em contratações. O clube espera agora colher os frutos de um investimento iniciado em 2014 e que foi apresentado no fim de janeiro: um centro de alto rendimento de 2.930 metros quadrados.

Entusiasta do projeto, o ex-técnico do Atlético Nacional e atual comandante da seleção mexicana, Juan Carlos Osorio, elogiou a nova estrutura, que conta com campo com dimensões oficias, campo de grama sintética, academia, departamento médico, piscina, escritórios, espaço de entretenimento, entre outras atrações. Na avaliação do colombiano, ex-técnico do São Paulo, o “centro de alto rendimento é o melhor da América do Sul”.

O QUE A IMPRENSA DIZ?

Na Colômbia, não há um consenso sobre até onde o Atlético Nacional pode chegar na Libertadores deste ano. Repórter da Radio Caracol, Julian Capera entende que o desmanche no grupo fez a qualidade da equipe despencar:

— Apesar de trazer jogadores importantes como Dayro Moreno (atacante), Edwin Valencia (volante) e Aldo Leao Ramírez (meia), o time perdeu força no ataque. No começo do campeonato nacional, ainda não perdeu, porém apresenta menos volume ofensivo e o jogo flui menos.

A mescla de novos reforços com “uma base importante”, entretanto, não tira o otimismo do repórter Yony Gutiérrez, da RCN-Antena 2 Medellín. O jornalista acredita na possibilidade do time de repetir o feito de 2016. No entanto, aponta uma dificuldade que Atlético Nacional tem encontrado a partir de uma perda para o futebol brasileiro:

— Na posição do Berrío, extrema pela direita, ainda não foi encontrado o substituto ideal. Opções foram testadas, mas não foi achado o jogador certo. No lugar do Borja, encontrou-se Dayro Moreno. E no caso de Guerra, que não era titular, mas ótimo substituto, há bons jogadores para o setor.

Apesar de todas essa mudanças no elenco o Atlético Nacional, conta com um personagem que não entra em campo, mas faz toda a diferença para que o time mantenha-se entrosado, trata-se de Reinaldo Rueda (59), ex-comandante das seleções colombiana, hondurenha e equatoriana, o treinador precisou reinventar a equipe no segundo semestre de 2016 e conseguiu levar o Atlético Nacional à final da Copa Sul-Americana, onde no primeiro jogo da final contra a Chapecoense, saiu derrotado por 2×1. Agora, tem o desafio de fazer uma nova reestruturação no time de Medellín para mantê-lo competitivo internacionalmente, reestruturação essa que ele já provou ter capacidade de realizar.

CAMPEONATO COLOMBIANO

O Atlético atualmente é o líder do campeonato colombiano com 29 pontos e um jogo a menos que os principais concorrentes, o clube de Medellín em 11 partidas venceu nove jogos e empatou dois, fez 21 gols e sofreu 4. O artilheiro do time no campeonato é Dayro Moreno com 5 gols.

ATLÉTICO NA LIBERTADORES 2017

Por ser o atual campeão o Atlético já entrou direto na fase de grupos da Copa Libertadores e apesar de estar invicto no campeonato local, o clube não começou bem a competição, perderam de virada por 2×1 para o Barcelona de Guayaquil, o gol da equipe colombiana foi marcado por Jhon Mosquera, já para o time equatoriano os gols foram marcados por Álvez e Caicedo. Nessa partida, o volante Mateus Uribe do Atlético foi expulso e desfalca a equipe contra o Botafogo.

O elenco será bem diferente do 2016.

Apesar de ser apenas a primeira partida do Atlético Nacional na Libertadores, ficou clara a diferença técnica do time colombiano em relação ao plantel que venceu o torneio sul-americano em 2016. Sem Borja, Guerra e Berrío, além de outros jogadores, a equipe deverá ter mais dificuldades neste ano.

DE OLHO NELES

A equipe colombiana, mesmo tendo sofrido um desmanche, possui bons jogadores como o experiente meia Macnelly Torres e trouxe bons reforços como o meia-atacante Dayro Moreno, artilheiro da equipe no campeonato local com 5 gols.

Macnelly Torres, camisa 10 do time.

ÍDOLOS

Além de Guerra, Borja, Berrío e cia, o Atlético Nacional possui vários ídolos, alguns deles inclusive com passagens pelo futebol brasileiro. Entre eles destacam-se Aristizábal, jogador com o maior número de gols pela equipe de Medellín com 149 gols, no Brasil o jogador defendeu as equipes do São Paulo, Santos, Vitória, Cruzeiro e Coritiba. Outro jogador de destaque do Atlético que jogou no Brasil foi o atacante Faustino Asprilla, com passagens por Palmeiras e Fluminense.

Mas nenhum desses jogadores foi mais folclórico que o goleiro René Higuita, com seu longo cabelo cacheado, uniformes estranhos e um peculiar jeito para criar as maiores maluquices, o goleiro se tornou ícone da irreverência dentro de campo. Seu estilo “louco” de jogar, em que saia de sua área jogando e driblando adversários muitas vezes interferia no resultado do jogo (favorável ou desfavoravelmente). Higuita também ficou famoso por seus gols de faltas, de pênaltis, e pela fantástica defesa escorpião, em 1995 no jogo contra a Inglaterra, em que se joga para frente defendendo a bola com os pés.

Com 41 gols marcados ao longo de sua carreira (37 de pênaltis e 4 de falta), é, segundo a IFFHS, o terceiro maior goleiro artilheiro de todos os tempos.

ATLÉTICO S.A.: EXEMPLO DE GESTÃO

A grande virada do Atlético Nacional aconteceu há 20 anos. O clube mais popular da Colômbia foi comprado pelo grupo Ardila Lülle, em 1996, e incorporou o “S/A” (sociedade anônima) em seu nome. A empresa do milionário Carlos Lülle é dona de conglomerados de mídia e também da marca de refrigerantes Postobón, o principal patrocinador do clube.

Com o aporte financeiro, o clube se tornou uma referência de gestão em todo o continente. Construiu um moderno centro de treinamento, valorizou sua categoria de base e conseguiu manter jogadores assediados por gigantes europeus, como o atacante Miguel Borja – destaque da Libertadores, carrasco dos clubes brasileiros.

Na contramão do futebol sul-americano, o Atlético Nacional teve apenas dois treinadores nos últimos quatro anos. Antes do atual comandante Reinaldo Rueda, o time foi dirigido por um velho conhecido dos brasileiros: Juan Carlos Osorio. O hoje treinador da seleção mexicana se transferiu ao São Paulo em 2015, depois de conquistar três campeonatos colombianos pelo Nacional, onde é ídolo.

Atlético Nacional e exemplo de gestão.

Mas, apesar do futebol bem jogado – perdeu apenas um jogo em toda a Libertadores – e a organização exemplar, o Atlético não escapou das polêmicas em 2016. Torcedores e atletas de Huracán, Rosário Central, São Paulo e Independiente Del Valle – os clubes que enfrentou na fase final da Libertadores – reclamaram e muito de erros de arbitragem. O fato de o Atlético ser, sem exageros, “a maior empresa da Colômbia” e de a Conmebol estar envolta em inúmeros escândalos de corrupção contribui ainda mais para a má fama da equipe.

Mesmo com tantas reclamações referentes a arbitragem, a imagem do Atlético Nacional, mudou não só no na América do Sul, mas, mundialmente, no fim de novembro, com o emocionante gesto de solidariedade às 71 vítimas do acidente envolvendo a Chapecoense, onde o clube abdicou do título da Copa Sulamericana em favor do time catarinense. Independente dos resultados, esse gesto fez com que o Atlético Nacional fosse o campeão de 2016.

Fonte: Rádio Botafogo


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