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Contrário à volta dos treinos, Botafogo tem mais uma semana decisiva fora de campo

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Ferj ainda não definiu uma data para o retorno do Campeonato Carioca, o que deve ocorrer em uma nova reunião entre federações e clubes nesta semana

Começa mais uma semana decisiva para o Botafogo fora de campo. Depois de conseguir um alívio financeiro ao quitar salários de março com jogadores e funcionários, o clube agora começa a definir a estratégia para o retorno aos treinos. O primeiro passo será a realização dos testes da Covid-19 em funcionários, atletas e familiares mais próximos.

A Ferj ainda não definiu uma data para o retorno do Campeonato Carioca, o que deve ocorrer em uma nova reunião entre federações e clubes nesta semana. A partir daí, o Botafogo se movimentará para marcar a volta das atividades.

Mas o clube não depende apenas do retorno do Carioca. Como tem deixado claro ao longo das últimas semanas e sustentou em reunião da Ferj no sábado, o Botafogo coloca os números da pandemia como fator determinante para a reapresentação do elenco no Nilton Santos.

Até o momento, os jogadores foram convocados apenas para os testes do novo coronavírus. O grupo não foi informado sobre retorno aos treinos.

– Alguns times voltaram a treinar, mas isso não significa que vamos treinar. Não tenho o poder de falar para os outros não treinarem. Podemos vir a treinar em junho ou podemos nem treinar. Enquanto não houver controle, nem pensamos em treinos. Respeitamos as mortes. Não tem clima, as famílias estão tristes enterrando entes queridos – disse Carlos Augusto Montenegro ao GloboEsporte.com.

“Quando melhorar a curva de casos, vamos nos reunir e voltar a treinar”.

Por outro lado, o planejamento do Botafogo pode ser influenciado quando a Ferj bater o martelo pela volta do campeonato estadual. Apesar de adotar a mesma posição do Fluminense e se manifestar contra os treinos nesse momento, a relação do clube alvinegro com a federação tem menos atritos do que a do rival. O Bota dificilmente entrará em rota de colisão com a Ferj estando em minoria, enquanto o Flu tem escancarado a insatisfação.

Em entrevista ao programa “Troca de Passes” no último sábado, o advogado especialista em direito esportivo, Eduardo Carlezzo, disse que os coirmãos estariam respaldados por justificativas caso não aceitassem o retorno do futebol nesse momento.

– A pandemia não chegou ao seu pico, hospitais lotados, cidades em caos como o Rio de Janeiro, esses clubes têm todas as justificativas para se defenderem e não deveriam ser punidos – afirmou Carlezzo.

A posição alvinegra tem preocupação jurídica anterior a uma punição por W.O. por exemplo, já que o artigo 483 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) coloca na conta do empregador o risco de perigo ou mal feito aos empregados. Os clubes podem ser obrigados a pagar indenização e estão sujeitos à rescisão indireta do contrato.

Além de decisões dos dirigentes, o chefe do departamento médico do Botafogo, Christiano Cinelli, tem sido influente no planejamento para o retorno das atividades. As orientações do médico são fundamentais para a estratégia do clube. Ao GloboEsporte.com, ele garantiu que não há discussão sobre data para treinos nesse momento. A opinião do técnico Paulo Autuori, que tem se manifestado contrário à volta, também é levada em consideração.

Fonte: Globoesporte.com / Foto de Capa: Vitor Silva / Botafogo


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