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Copa do Brasil: Botafogo e Vasco se enfrentam com atenção à fase das defesas

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Detalhes, geralmente, marcam os clássicos. Nesta quinta-feira, Botafogo e Vasco iniciam a busca por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil às 19h, no Estádio Nilton Santos. O sistema defensivo das equipes representa uma das pautas mais importantes para a partida: enquanto um time se consolidou no quesito, outro vem sofrendo com falhas recentes no setor.

O bom momento do Vasco na temporada passa muito pelos nomes de Germán Cano e Martín Benítez, mas o sistema defensivo do cruz-maltino é um dos destaques desde a chegada de Ramon Menezes. O Botafogo, por outro lado, sofreu gols após os 42 gols minutos do segundo tempo em quatro partidas do Campeonato Brasileiro e a defesa, além de eventuais falhas individuais, vem sendo marcada por falta de atenção.

No duelo pela Copa do Brasil, os dois sistemas serão colocados à prova. Na partida do Campeonato Brasileiro, no último domingo, o Vasco derrotou o Botafogo por 3 a 2. Agora, a chave das duas equipes mudou.

Botafogo: adaptação ao esquema de três zagueiros

A saída de Joel Carli, no começo de junho, fez o Botafogo ir ao mercado em busca de um zagueiro. Rafael Forster, que havia trabalhado com Paulo Autuori no Ludogorets-BUL foi o escolhido, sendo anunciado praticamente um mês e meio depois da rescisão do argentino.

Neste intervalo, contudo, Kanu se firmou como titular da defesa do Alvinegro. Com seguidas atuações sólidas, o zagueiro postergou a ideia de que Rafael Forster chegaria direto para o onze inicial. A solução encontrada por Paulo Autuori foi uma mudança de formação: o 3-4-3, com Benevenuto sendo o companheiro dos dois na primeira linha do gramado.

Enquanto o menino de General permaneceu em expoente evolução, o restante do sistema ofensivo não passou pelo mesmo processo. Marcelo Benevenuto, com uma falha capital na derrota para o próprio Vasco, vive o pior momento na temporada e Rafael Forster, apesar da importância na saída de bola, demonstra dificuldade em defender a área.

Com um sistema ainda tentando se achar, o Botafogo não passa confiança no setor. Diante de Atlético-MG, Flamengo, Corinthians e Athletico Paranaense – uma vitória e três empates -, o Alvinegro levou um gol após os 42 minutos do segundo tempo. Destes, três foram finalizados no lado esquerdo da defesa.

Não apenas falando da questão de zagueiros, mas do sistema como um todo: o Botafogo é o time que mais demora para roubar a bola de um adversário no Brasileirão. A marcação, geralmente em linha baixa, dá espaço para o rival ter campo – uma consequência da escolha de estratégia ser baseada em apostar em transições em velocidade.

Ramonismo e a solidez defensiva

No cruz-maltino, o badalado “Ramonismo” tem como uma das principais características a solidez defensiva. Desde que o treinador assumiu no lugar de Abel Braga, em março, o time antes considerado frágil passou a mostrar foco e precisão na parte de trás do campo. Em nove jogos, foram nove gols sofridos, o que deixa o Vasco atrás apenas de Internacional e Grêmio (6 gols) e Palmeiras (8 gols).

Nas entrevistas, o treinador vascaíno gosta de ressaltar o trabalho coletivo e sempre diz que o trabalho defensivo começa ainda no campo de ataque, mas alguns nomes como Henrique e Ricardo Graça cresceram de produção e se firmaram como titulares no setor. Simultaneamente, antigas lideranças ganharam ainda mais protagonismo, dentro e fora das quatro linhas, como o capitão Leandro Castan.

Contratado em 2018 após um período atuando no futebol italiano, Castan se tornou rapidamente uma das referências do elenco cruz-maltino e assumiu a braçadeira de capitão. Aos 33 anos, o zagueiro passa os jogos e treinos dando orientações no gramado e incentivando o grupo, em especial os mais jovens. Ele também tem grande respeito no clube e no mundo do futebol em geral pelo exemplo de superação na vida pessoal. Em 2014, foi diagnosticado com um tumor cerebral que o afastou do esporte por mais de um ano e o obrigou até a reaprender a andar. A volta em alto nível considerada impossível por muitos especialistas se concretizou e a identificação com o Vasco, clube que lhe abriu as portas, cresceu.

Na ausência dele em alguns jogos, por desgaste físico e de Graça diagnosticado com Covid-19, os reservas Miranda e Marcelo Alves deram conta do recado. O fato mostra o alinhamento de todo o elenco com a filosofia de Ramon.

Fonte: Terra / Foto de Capa: Vitor Silva / Botafogo


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