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Coração Alvinegro

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O coração de Carlos Alberto Torres parou na manhã de terça-feira passada, vítima de um enfarte fulminante, e logo surgiram algumas versões sobre por qual clube ele batia mais forte. Apesar de não falar abertamente, o que criou um certo mistério ao redor do assunto, e nutrir um certo carinho por Santos e Fluminense, times que marcaram a sua carreira, o Capita era mesmo torcedor do Botafogo. A ponto de atuar nos bastidores e participar publicamente da eleição de Carlos Eduardo Pereira, atual presidente do Alvinegro de General Severiano.

– Ele tinha um carinho pelo Santos e pelo Fluminense. Só que o carinho especial era pelo Botafogo. Tanto é que tentou ajudar a eleger o presidente (Carlos Eduardo Pereira). Também trabalhou para renegociar dívidas… Ele foi tentando ajudar com o prestígio dele – disse o sobrinho Marcelo Torres.

Nascido em 1944 e carioca do bairro da Vila da Penha, Carlos Alberto deu os primeiros passos como profissional no início da década de 60 com a camisa do Fluminense – para onde voltaria em 1976 para defender a Máquina montada por Francisco Horta no Tricolor. Nesse intervalo, brilhou no Santos de Pelé e ainda passou pelo Botafogo por empréstimo em 1971. A passagem foi curta, mas suficiente para colocá-lo como o maior lateral-direito da história do clube pelo qual vibrou até os seus últimos dias de vida.

– A paixão dele era ajudar o clube. Sempre que podia assistia aos jogos do Botafogo. Às vezes, não era possível por conta do programa (no SporTV). Mas até os últimos dias ele torcia – completou Marcelo.

AMIGO AFIRMA QUE NEM FILHO SABIA O TIME DO CAPITA

Apesar de boa parte dos amigos e parentes confirmarem o carinho especial pela Estrela Solitária, alguns deles fazem jogo duro para revelar o clube de coração do Capita. Outros dizem que o tricampeão mundial escondia seu time até dos mais próximos.

– Ninguém sabia o time dele, nem o filho (Alexandre Torres) – disse Adilson, amigo de longa data do Capita, presente na cerimônia de despedida de Carlos Alberto.

Em 1988, no programa Roda Viva, da TV Cultura, de São Paulo, Carlos Alberto Torres respondeu a uma pergunta de um telespectador sobre para qual time torcia: disse Fluminense.

Os parentes mais próximos dizem que o Capita, supersticioso como todo bom botafoguense, fazia esse mistério por conta da identificação com os rivais do Rio.

– Ele era muito supersticioso e gostava que o clube tinha um pouco disso. Só não gostava muito de dizer (o time) porque tinha história com todos do Rio. Menos o Vasco, mas o Alexandre jogou lá. Então, ele não gostava muito de dizer. Para quem não era do Rio, dizia que era Santos. Mas, para a gente, ele dizia que torcia para o único time do qual era sócio – disse o sobrinho Toni Torres, filho de Carlos Roberto, irmão gêmeo do Capita e falecido há exatamente um mês.

Ao anunciar ao vivo a morte de Carlos Alberto Torres, o jornalista André Rizek, do SporTV, confirmou que o ídolo e colega de trabalho em vários programas do canal nunca escondeu de ninguém que tinha o Botafogo no coração.

Fonte: globoesporte.com.br


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