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Crivella autoriza volta do Carioca após reunião, mas pede para que Botafogo e Fluminense não sejam punidos

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Prefeito do Rio de Janeiro pede à federação que não puna os clubes que não quiserem entrar em campo no momento: “Imagina se perdem de W.O… Eu, como botafoguense, ficaria triste”

Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella deu na manhã desta quarta-feira o aval que faltava para que o Campeonato Carioca fosse retomado. Em reunião com os clubes no Palácio da Cidade, Crivella autorizou o que ficou decidido no último arbitral: a competição volta nesta quinta-feira, com Flamengo x Bangu abrindo a rodada às 21h (de Brasília), no Maracanã. Por outro lado, o prefeito pediu para que não haja punição à dupla Botafogo e Fluminense, que é contrária ao retorno.

– Tivemos agora uma reunião muito amistosa e democrática com os clubes da nossa cidade do Rio de Janeiro. Vários deles representados aqui. O que nós conversamos é que essas seis fases indicativas de retorno às atividades que a prefeitura apresentou à sociedade, com respaldo do nosso comitê científico, não é obrigatório. Na segunda fase: abre os shopping centers, mas se tiver algum dono de shopping center que acha que não é oportuno, ele não precisa abrir. Daqui a pouco, virão só restaurantes. Depois os bares, mas se tiver algum restaurante que acha que não chegou a hora ainda, não é obrigatório. Ninguém vai ser multado – explicou Crivella em coletiva de imprensa.

– Isso é uma decisão das pessoas e também comentamos isso no futebol. Os jogos estão autorizados e continuam autorizados. Vão abrir os jogos, tenho certeza que a população do Rio de Janeiro, como eu, aguarda os seus times entrarem em campo. É uma coisa que traz alento enorme para nossa alma. Desde criança, estamos acostumados com futebol na nossa tela, mas há clubes que acham que não devem voltar agora no mês de junho. Pediram para voltar em julho. Esse foi o pedido que, como prefeito da cidade, fiz ao presidente da federação. No sentido de que aqueles clubes que acham que devem voltar em julho, não sofram qualquer tipo de W.O. ou punição da federação. Nesse momento, precisamos levar em consideração que cada um reage diferente – completou o prefeito.

Crivella ainda acrescentou:

– Imagina se, durante o coronavírus, Botafogo e Fluminense perdem de W.O., o povo não vai entender isso. Eu, como botafoguense, ficaria triste. Até porque estou esperando uma grande vitória contra o Fluminense – concluiu ele, embora não haja confronto entre as equipes nas duas rodadas restantes da Taça Rio.

Presidente da Ferj, Rubens Lopes não compareceu à reunião nesta quarta. De acordo com a assessoria, ele está fora do Rio de Janeiro. O representante da entidade foi Leonardo Ferraz, diretor de marketing. O Fluminense foi representado por Marcelo Penha, coordenador administrativo; o Botafogo pelo presidente Nelson Mufarrej e pelo VP de Futebol, Marco Agostini; e o Flamengo por Rodrigo Dunshee, VP Jurídico. O Vasco não enviou representantes.

O Fluminense, por meio de um comunicado oficial, informou que a presença de seu presidente na reunião não significa que o clube concorde com a volta.

“O Fluminense Football Club enviou representante à reunião entre os clubes de futebol e a prefeitura, em atenção à institucionalidade e em demonstração de total abertura ao diálogo. No entanto, a presença de um dirigente do clube na reunião não significa anuência com a injustificável decisão do arbitral da Ferj de retorno imediato do campeonato, em meio a riscos ainda elevados de contaminação de atletas, funcionários e torcedores. Seguimos aguardando o bom senso da FERJ na remarcação das datas e essa é nossa esperança, mas reafirmamos que ainda não é a hora de voltar aos campos”, diz o comunicado do Flu.

Representante do Flamengo, Dunshee explicou que o presidente Rodolfo Landim está em Brasília, porque foi convidado para participar da solenidade de assinatura da MP do Futebol. Perguntado sobre uma possível presença de Jair Bolsonaro na partida contra o Bangu, ele respondeu:

– O presidente não convidou o Bolsonaro, mas acho que qualquer autoridade da envergadura de um prefeito municipal ou a nível estadual ou federal que queira fiscalizar e comparecer ao jogo, vai ter o direito de entrar e assistir, porque é uma autoridade. Se ele (Bolsonaro) quiser assistir, ele vai ser muito bem tratado lá.

O arbitral de terça-feira já havia batido o martelo quanto ao retorno nesta quinta. O plano de flexibilização do isolamento social da prefeitura do Rio de Janeiro previa jogos de futebol sem público a partir da fase 2, que começa nesta quarta, dia 17, mas havia a condição de que a situação seria reavaliada ao fim de cada fase, o que explica a necessidade do aval de Crivella.

Essas são as datas sugeridas para os jogos dos quatro grandes:

  • Flamengo 18 e 25 de junho
  • Fluminense 22 e 26 de junho
  • Botafogo 22 e 26 de junho
  • Vasco 21 e 24 de junho

Ao fim do arbitral, os presidentes de Fluminense e Botafogo prometeram entrar na justiça para defender o direito de não quererem entrar em campo no momento – embora o prefeito Crivella tenha dito mais cedo na terça, em coletiva, que os clubes poderiam voltar apenas em julho.

– Sendo assim, não resta outra alternativa ao clube senão buscar as medidas na justiça desportiva para fazer valer o que é certo, ou seja, remarcar a data de nossos jogos para julho. Seguimos no estado de calamidade pública e faremos valer nosso direito de somente entrar em campo quando tivermos o devido tempo de preparação física para garantir as melhores condições aos atletas e a devida segurança sanitária – disse Mário Bittencourt, presidente do Fluminense.

– Não houve consenso até o momento. O Botafogo tem uma linha de ação definida caso o quadro permaneça inalterado, mas espera que haja entendimento entre os clubes e o seu pleito seja atendido. Não há condições de cumprir esse calendário da forma que foi proposta – Nelson Mufarrej, presidente do Botafogo.

O Estado do Rio de Janeiro soma 7.967 mortes e 83.343 casos de Covid-19, números divulgados nesta terça-feira. Nas últimas 24 horas foram 239 óbitos e 2,4 mil novos casos confirmados.

Bolsonaro vai assinar MP do Futebol

O presidente Jair Bolsonaro vai assinar nesta quarta-feira uma Medida Provisória de Flexibilização do Futebol. O documento traz medidas que visam facilitar a vida econômica dos clubes do país, como, por exemplo, a possibilidade de firmar contratos com jogadores válidos por 30 dias – pela Lei Pelé, o vínculo mínimo é de 90 dias. A informação é do Blog Dinheiro FC, do jornal “O Globo”.

Fonte: Globoesporte.com / Foto de Capa: Cahê Mota / GloboEsporte.com


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