Redes Sociais

Colunas

De fã a adversário

Publicado

em

O jovem zagueiro Marcelo ainda absorve tudo o que vem acontecendo em sua carreira desde que chegou ao Botafogo de Jair Ventura. Aos 21 anos, já havia tido uma chance em um grande clube, o Fluminense, ainda na base, mas não ficou. Voltou para o Resende e de lá veio para General Severiano, onde a confiança do treinador é tal que prefere improvisá-lo na lateral direita do que deixá-lo fora do time. Foi o que aconteceu no jogo decisivo contra o Olimpia. Após a classificação sofrida, nos pênaltis, ainda no gramado do Defensores del Chaco, Marcelo quase foi atrás do renomado atacante paraguaio Roque Santa Cruz, mas desistiu por entender que era um momento delicado.

Não era uma idolatria exacerbada, muito menos deboche, era só emoção por estar enfrentando um time tradicional e um atleta com anos de sucesso na seleção paraguaia, considerado um dos maiores da história em seu país. Jogador que ele assistia na televisão, como o próprio Marcelo contou. E ele sentirá essa sensação novamente se entrar em campo no Estádio Nilton Santos, no dia 14, para enfrentar o Estudiantes, da Argentina. Time do craque veterano Verón, outro que Marcelo costumava acompanhar na telinha.

– Marcar um atacante como o Roque Santa Cruz era um sonho meu. Eu via o cara pela televisão na Copa do Mundo de 2010. E agora tive a oportunidade de marcá-lo. Já tem um negócio no meu currículo! Marquei o homem, fiquei feliz por isso – disse o zagueiro.

Sobre os rivais na estreia alvinegra na fase de grupos da Libertadores, Marcelo não escondeu a ansiedade por dividir o gramado com o craque argentino, que tem o apelido de “La Bruja” (ou A Bruxa, em português), 41 anos, e que além de jogador é presidente do Estudiantes:

-Eu vi muito o Verón jogar. Ele é diferenciado. Via pela televisão, nunca joguei contra. Se tiver oportunidade de jogar contra ele, vou ficar muito feliz.

O zagueiro quase virou tiete por alguns minutos no gramado do Defensores del Chaco. Queria uma foto com Santa Cruz. Mas não pediu. Não por timidez, mas por entender que o momento, para os paraguaios, era de tristeza:

– No jogo contra o Olimpia, quase fui lá no Roque Santa Cruz. O cara é diferenciado. Estava dentro de campo, queria pedir uma foto com ele, mas a gente tinha eliminado eles, estava meio triste, vi que não era a hora. Nem trocar camisa, preferi ficar ali no meu canto e comemorar com os meus amigos – contou.

Espaço na lateral direita

Nessa partida contra o Olimpia, com Carli de volta à zaga ao lado de Emerson Silva, a tendência seria Marcelo voltar para o banco de reservas. Mas Jair Ventura não quis tirá-lo do time e o escalou na lateral direita, função que já exerceu na base, e no próprio Botafogo no ano passado em clássico contra o Fluminense na 23ª rodada do Brasileiro – os alvinegros venceram por 1 a 0.

– O Jair já havia me colocado no ano passado contra o Fluminense na lateral, nos minutos finais. É um cara inteligente, não me colocou ali por acaso, foi buscar informações na base também. Eu pude ajudar o Botafogo na lateral, fazendo o meu papel, defendendo, porque quem precisava do resultado eram eles (Olimpia).

Confiante, Marcelo lembra que havia desconfiança em relação à força do Botafogo diante de rivais tão tradicionais na pré-Libertadores:

– Eliminamos dois times de ponta, o Olimpia e o Colo Colo, mostramos a nossa força, muita gente falava que a gente não passaria dessa fase. Ficamos felizes, o trabalho todo valeu a pena. Fico feliz de o Jair ter me dado chance. Vi que era a oportunidade da minha vida, não aparece para qualquer um.

Fonte: globoesporte.com.br/botafogo


Clique para Comentar

Copyright © 2019 Rádio Botafogo. Todos os Direitos Reservados.

%d blogueiros gostam disto: