Redes Sociais

Notícias

De quase depressão a perder tudo, Guilherme Santos se reencontra e vira espelho no Botafogo

Publicado

em

Guilherme Santos teve início de carreira promissor no Vasco, despontou como revelação, foi para a Espanha, mas teve queda brusca na carreira. Em um nível que o próprio jogador admite que quase teve depressão e que perdeu tudo, ele hoje conta sua história.

Um dos problemas foi que Guilherme se deslumbrou com o futebol.

– Tinha praticamente um respeito dentro do clube (Vasco), contrato e multa rescisória alta. Fui vendido pelo que vinha fazendo. Tive grandes momentos que poucas pessoas sabem, três anos na série A espanhola, fiz gol, dei assistência. Minha situação foi que não soube aproveitar, hoje vejo os companheiros em situação melhor. Tento ajudar os meninos a não cometer os mesmos erros, de acharam que o tempo não vai passar, que não deve trabalhar intensamente, que não vai treinar direito hoje. Passei a entender isso. Amadureci tarde, mas me apeguei muito a minha fé e religião. Não gosto de comentar, mas me trouxe paz. Poderia ter depressão. Joguei com Romário, com Neymar, no Santos, Atlético-MG, na Europa, aí estava na série C ou B. Isso ia comendo a minha cabeça, faltou pouco para entrar em depressão. Precisei me agarrar à fé e à família. Marcos Assunção me ajudou muito, me ligava para saber como eu estava – lembrou Guilherme, que citou ter recebido apoio também de Branco, Felipe Melo, Michel (do Corinthians) e dos técnicos Marquinhos e Argel.

O jogador tenta ser um exemplo dentro do grupo do Botafogo e do esporte.

– Com 32 anos, posso ajudar muita gente. Talvez, não tenha tudo o que o futebol me propôs em termos financeiros, mas posso ajudar, falo para não cometerem erros, tentarem minimizar os erros. O futebol não permite errar tanto, porque são muitos dedos julgando. Tento deixar um legado por onde passei. Quando estou diante de um problema, em vez de fazer loucuras como fazia, eu converso com a família, choro, desabafo, mas resolvo. Foi onde encontrei paz e fôlego para ajudar o Botafogo depois de um momento de dúvida – explicou.

Recomeço após perder tudo

Com infância difícil, Guilherme Santos admite que não sabia administrar suas finanças durante parte da carreira, o que o prejudicou.

– Fui um cara que perdi tudo, fui ao zero mesmo, tive que vender carro, vender tudo. Fiquei muito humilhado, por erros humanos. Não culpo ninguém, assumi a bronca para recomeçar e buscar forças. Isso faz uns quatro ou cinco anos. Minha esposa falou que estava junto comigo, me ajudou. Eu estava sem nada, sem clube. Falavam que eu era maluco, que não pensava em ver que podia mudar. Tenho minha qualidade, não sou fora do normal, mas sempre respondi à altura. Na vida, você pode se apegar a muitas coisas, mas não temos controle de nada. Falo para a garotada guardar dinheiro, porque passei por momento difícil, que amigos estiveram comigo. Eu sofria no meu canto e tinha vergonha de pedir ajuda. A mudança me fez enxergar a vida de forma diferente. Não sou um Bill Gates, mas hoje tenho minha vida organizada. Mesmo quando joguei a série B sabia que ia voltar para a série A. Aprendi a recomeçar. As dificuldades são feitas para se encarar de frente. Consegui me estabilizar, organizar minha vida, dar melhores condições para a minha família e ajudar pessoas – finalizou.

Fonte: Redação FogãoNET e Globoesporte.com / Foto de Capa: Vitor Silva / Botafogo


Clique para Comentar

Copyright © 2019 Rádio Botafogo. Todos os Direitos Reservados.

%d blogueiros gostam disto: