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Dinheiro jogado fora?

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Após se recuperar de grave lesão, o lateral direito Luís Ricardo estranhamente passou a ser a terceira opção para a posição, o que faz os torcedores do Botafogo questionarem sua condição fisiológica e, principalmente, a renovação de seu contrato, ocorrida no começo de 2018.

A esperança é que realmente o caso seja apenas técnico e que o jogador dê muito em breve a volta por cima.

Confira abaixo trechos da entrevista cedida pelo Luís Ricardo ao site Globoesporte.com, em que ele acredita ainda ter muita lenha para queimar.

No auge de seus 34 anos, Luis Ricardo já viveu de tudo um pouco no futebol. Desde títulos a rebaixamentos, de prêmios à grave contusão. Outrora líder de assistências, hoje enfrenta a paciência na “fila” pela lateral direita do Botafogo. Após ter um 2017 praticamente perdido, com só nove jogos disputados, o ala começa a temporada cheio de expectativas. Mesmo na reserva, ao menos por enquanto, ele espera sua vez após ver Arnaldo e Marcinho à sua frente e se mostra animado com a chegada de Alberto Valentim.

– A expectativa é de jogar um pouco mais, de ter mais oportunidade. Acredito que ela vai chegar, o treinador tem conversado com cada um de nós. Pode ver que o Arnaldo teve a chance dele, agora está tendo o Marcinho, que também veio de lesão. É trabalhar dia a dia que com certeza a oportunidade vai chegar – disse o ala, revelando o papo que teve com o novo técnico:

– Foi uma conversa bem transparente. Ele falou que já me conhecia, sabe do meu potencial, de tudo que tinha ocorrido comigo também, e esperava que o Luis Ricardo melhorasse cada dia mais. Como ele mesmo diz, já me viu sendo “Série A”. Ele procura com que não só eu, mas o grupo jogue em alto nível.

Foram só nove jogos disputados em 2017. Considera que tenha sido um ano perdido para você?

Luis Ricardo: Vamos considerar que não pelo fato de eu ter vindo de uma lesão muito grave, de duas cirurgias, e ter voltado, sido inscrito ainda na Libertadores, para mim foi de suma importância. Terminei o ano com perspectiva muito boa para 2018.

A chegada do Valentim e as mudanças no time deram ânimo extra?

Quando você vem de algumas derrotas que acabam deixando a gente um pouco machucado, vamos dizer assim, é natural o treinador novo chegar e abrir o leque para alguns jogadores que talvez não tinham oportunidades. Isso mostrou que de fato essas pessoas vinham trabalhando forte, só esperando essa chance. É um despertar para aqueles que não têm jogado. Fica aquela oportunidade aberta para o treinador olhar com carinho quando entrar e tentar fazer diferença, para depois ter oportunidade como titular.

Acha que ainda pode voltar a ser titular?

Com certeza. A oportunidade está sendo aberta, dada dia após dia. O Valentim é um cara que procura usar as três substituições no jogo. E eu não posso nunca pensar em querer ser sempre reserva. Trabalho para ser titular, claro que tenho que respeitar sempre aquele que está jogando no momento, mas vou procurar meu espaço também.

Você entrou com o Valentim mais avançado e já fez outras funções desde que chegou ao Botafogo. Considera ser um coringa?

Recordo que aqui já joguei em todas as área. Contra o Vasco, em uma final no Maracanã, joguei de lateral-esquerdo, o Diogo (Barbosa) havia machucado. Contra o Fluminense, o Carli foi expulso, e joguei de zagueiro. Com o Jair (Ventura) joguei já de volante. Com o Ricardo (Gomes) joguei também de ponta quando a gente iniciou 2016. Agora, quando ele (Valentim) me perguntou, falei que fazia. De fato já fiz essas posições, até pelo fato de parte da minha carreira ter jogado de atacante. Então, se precisar de mim, só não vou no gol (risos).

Seja com Arnaldo ou Marcinho, acha que tem espaço para uma dobradinha de laterais-direitos, como já teve na esquerda com Victor Luis e Diogo Barbosa e Victor Luis e Gilson?

Sempre dá, a gente está ali para ser usado. Em cada situação do jogo, no que precisar, vamos procurar fazer da melhor forma. A gente quer de fato ser útil, isso é o mais importante para nós.

Você está zerado da lesão? Toda lesão grave tem um fator psicológico depois da recuperação…

Quando me perguntam sobre ela, eu falo: “Mas eu tive lesão?” É uma coisa que ficou no esquecimento, tenho que colocar na cabeça que tenho que jogar. Colocar o pé realmente na dividida, se possível o coração na ponta da chuteira e dar continuidade. Se for olhar para tudo que ficou de ruim para trás, não vou prosseguir para frente.

Você, que está no clube desde 2015 e pegou diferentes grupos, como avalia o elenco de 2018?

Hoje está um elenco mais jovem, haja visto que eu sou um dos mais velhos (risos). A gente tem adquirido rápido o que treinador tem pedido, isso tem feito diferença de melhorar cada dia nosso jogo, no sentido de propor o jogo. Mas não dá para comparar, dizer que esse é melhor, o outro pior… O time de 2018 tem muito a crescer, é o que a gente vai fazer para atingir o objetivo de ganhar alguma coisa em relação a títulos.

Aos 34 anos, você se sente um veterano nesse elenco?

A minha idade pode estar um pouco maior que a deles, mas meu espírito é de jovem. Os meninos até falam: “Poxa, cara, parece que você nem tem essa idade”. E eu fico feliz. Mas experiência dentro de um grupo jovem é bom, faz diferença. Adquiri um respeito com a história que graças a Deus construí no clube, por isso o Botafogo optou por eu ficar aqui esse ano.

Próximo desafio é o Flamengo. Tem alguma lembrança marcante desse clássico?

Eu ganhei deles já (risos). Já perdi e empatei também, mas vou ficar com a lembrança da vitória. No aniversário do Rio, em que o Thomas fez o gol (1 a 0 no Maracanã em 2015).

A sua renovação de contrato foi polêmica no ano passado. Ficou chateado com o que aconteceu?

Eu fiquei tranquilo porque me deram a palavra. E foi o que sempre aconteceu aqui, o presidente sempre que falava algo que ia fazer, podia sossegar que as coisas aconteciam. Tiveram vários burburinhos, que isso ou aquilo não iria acontecer, mas eu descansei. Sabia que de fato, uma hora ou outra, quando a poeira baixasse, as coisas de fato não estavam indo bem em campo, mas os responsáveis por isso me deixaram em paz. Tanto que fui para casa nas férias tranquilo, falava com Deus que estava tudo no controle dele, na hora certa iria acontecer, como aconteceu. Estou aqui e agora só quero dar continuidade ao meu trabalho.

Fonte: Globoesporte.com


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