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Dirigentes temem desmanches de clubes pequenos e cobram a CBF

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A crise causada pela pandemia de coronavírus paralisou os campeonatos de futebol do país inteiro. Durante conversa a convite do UOL Debate, jornalistas e dirigentes exaltaram a preocupação com os clubes menores que dependem do dinheiro que ganham, principalmente, nos estaduais para sobreviverem. Para isso, os cartolas cobraram ações da CBF e outras entidades para socorrerem esses times.

“Os clubes estão em face da incerteza, completamente sem nenhum farol para dar a eles o mínimo de coordenação no sentido de uma ajuda material, técnica e isso é o mais premente. A realidade é muito dura. Agora a CBF precisa de uma ação concreta, principalmente para os clubes menores”, disse Lásaro Candido, vice-presidente do Atlético-MG.

“Precisa dar o mínimo para que eles (os clubes pequenos) consigam sobreviver numa situação dramática. O Brasileiro tem que fazer isso, os formadores de opinião. A Conmebol está omissa. Completamente omissa. Cadê a Conmebol? Qual a contribuição que pode dar? Qual o sacrifício que está fazendo para atenuar o impacto no futebol da América?”, questionou o dirigente do clube mineiro.

Dificuldades para os pequenos

Os convidados do debate também levantaram a possibilidade de encerrarem os campeonatos estaduais da maneira que eles pararam, mesmo que fique complicado pensar em um time levantando a taça sem passar por uma decisão em campo. Diretor de futebol com passagens por Grêmio, Vasco, Flamengo e atualmente no São Caetano, Paulo Pelaipe também se atentou aos desmanches dos pequenos.

“Muitos clubes já estão se desmanchando. O Pelotas, no Rio Grande do Sul, tinha 28 jogadores no plantel, mas já dispensou 20 e o treinador. Em Minas Gerais alguns clubes já estão encerrando contrato de atletas, que iam até o início de abril nos estaduais e como vai ficar isso? Qual a solução com os clubes encerrando contratos? E, há dois dias, tivemos a informação da televisão que não irá pagar a última parcela da cota… É uma coisa que tem que ser pensada porque vai haver um desmanche nos times pequenos, pode ter certeza disso”, declarou Pelaipe.

O vice do Atlético-MG relembrou as ações tomadas já como os cortes de salários e antecipação das férias. Lásaro defendeu uma união entre os clubes para uniformizar as atitudes em relação à crise financeira que todos estão enfrentando.

Clubes x CBF

“Não existe solução fácil para um problema complexo, mas o Atlético fez um estudo anterior e a reunião dos clubes não fez uma decisão, cada clube decidiu de forma autônoma, o que eu acho equivocado, porque não existe competição de um ou dois clubes, os clubes precisariam definir de forma conjunta um mecanismo que abateria essa situação. O único acerto que a comissão nacional de clubes firmou foi conceder férias até 20 de abril”, destacou.

Após os questionamentos à CBF, Marco Aurélio Cunha questionou como a entidade poderia ajudar os times. O dirigente da entidade que regulamenta o futebol no Brasil ainda perguntou aos outros integrantes do debate quais seriam os critérios para o auxílio financeiro, já que existe um número grande de clubes espalhados pelo país.

“Temos 700 clubes profissionais no Brasil. Quando falamos em ajudar, temos que ver como será feito. Não tenho dúvida que a CBF vai ajudar os menores, mas os grandes também têm um impacto brutal e os clubes grandes acabam não tendo receita para pagar suas dívidas. É como fechar uma grande fábrica. Não tem como. É preciso criar um modelo para auxiliar equipes que possam subsistir. É difícil criar um modelo que abasteça todo mundo”, disse Marco Aurélio.

“Clubes do interior precisam de respirador, senão irão morrer. Não dá para fazer um plano para daqui a três meses”, respondeu o vice do Atlético-MG.

“Quem são os do interior? E Piauí, Alagoas, Sergipe, Acre?”, devolveu Cunha, que teve mais uma resposta de Lásaro.

“Uma pequena ajuda já será substancial. Tem que ter algo de emergência, principalmente para os pequenos. Clubes de Série A e B são organizados, têm múltiplas fontes, mas sem série C e série D, não tem competição, regionais parados, para estes clubes eu faço essa alegoria, eles precisam de respirador. É um movimento rápido, consistente que não vá se gastar muito, mas algo tem que ser feito”, finalizou o dirigente do clube mineiro.

Fonte: UOL

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