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Dispensa de jogadores não é vontade de Autuori e sim necessidade do Botafogo

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Não é novidade que o Botafogo vinha em um processo de enxugar a folha salarial antes mesmo da pandemia. Faz parte do planejamento de transição para se tornar um clube empresa. A diretoria então vem trabalhando para reduzir o grupo, dispensando jogadores com altos salários ou até propondo uma redução. Nesse contexto, alguns nomes relevantes da equipe podem deixar o clube após a paralisação do futebol, como Carli e Cícero. O Esporte Interativo conversou com o técnico da equipe, Paulo Autuori durante o “Fora de Jogo” que deixou claro que uma possível dispensa dos jogadores não faz parte dos seus planos e vontades como treinador e sim de uma necessidade explícita do clube.

“São dois pontos: necessidade e vontades pessoais. A prioridade é sempre voltada para as necessidades, não tem meus interesses. O Botafogo já tinha uma ideia e vinha falando do Carli e Cícero. Cheguei a falar que eles fazem parte do grupo do Botafogo e pronto, porque não aceito desrespeito aos profissionais. Me preocupo com as pessoas e com o bem-estar delas. O que vai acontecer depois da pandemia, porque o Botafogo acha que alguém tem valor a mais, que deveriam se adequar a folha desse ano ou que necessita de mudanças, é normal. Os ciclos terminam” – revelou Paulo Autuori.

Outro que pode deixar o Botafogo ainda esse ano é o lateral Marcinho. Ele tem vínculo até o fim do ano com o Alvinegro e estaria liberado pra assinar um pré-contrato com outro clube a partir de julho. Apesar da vontade do Botafogo, a renovação não tem sido uma tarefa simples. Carlos Augusto Montenegro, membro do Comitê Gestor de Futebol já disse em diversas entrevistas que sente certa resistência do jogador e seu empresário na renovação. O lateral vem se recuperando de uma lesão no joelho direito sofrida em janeiro e diz querer focar nisso agora. Já Paulo Autuori não esconde que gostaria de contar com Marcinho, mas entende que seu ciclo no Botafogo pode ter acabado.

“Nós conversamos. Nesse momento, ele tem que estar focado em voltar a jogar. Ele tem uma história no clube e respeita o clube, mas tem um histórico passando por momentos complicados. O fato de em algum momento você sentir necessidade de mudança de ares é normal. Ele se entregou de uma forma profissional no dia a dia. O que não pode é colocar em dúvida o nível profissional do jogador. Se passa na cabeça dele a possibilidade de mudança, temos que respeitar. O interesse do clube na permanência dele existe, desde que ele sinta que seja o melhor a fazer. Eu gostaria que ele pudesse continuar conosco. Agora é uma decisão dele e da instituição” – opinou Autuori.

O treinador deixa claro que respeita as decisões do clube e não tem envolvimento na dispensa ou continuidade dos atletas, apenas que trabalha de acordo com os interesses da instituição. Dentro desses objetivos está a transformação em Botafogo S/A. Paulo Autuori então, analisou esse processo de transição do Alvinegro durante essa crise causada pela pandemia.

“Sou apenas um trabalhador do futebol como todos os outros, um homem de equipe. Tento preservar o protagonismo dos jogadores e torcedores. O Botafogo já vive com muitas dificuldades financeiras. A pandemia não vai trazer um ambiente de certeza. Não há outro caminho que não seja do clube entrar em um modelo claro de empresa. Dentro dessa perspectiva, a gente tem conversado sobre visão sistêmica. Sei qual é a minha área, mas ela precisa trabalhar com as demais. Botafogo diminuindo a folha de forma pragmática, entende-se de forma menos traumática” – disse o técnico do Botafogo.

Fonte: Esporte Interativo

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