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Em crise financeira, Botafogo encerra projeto de basquete e está fora do NBB

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Com passivo quase bilionário, clube não incentivará mais a modalidade. O então técnico da equipe, Léo Figueiró, lamentou o fato: “Difícil demais”

Quem se acostumou a ver o Botafogo entre as principais equipes brasileiras de basquete deverá sentir saudades do alvinegro em quadra nas próximas temporadas. Isso porque, mesmo com vaga garantida no NBB, o clube encerrou, nesta quinta-feira, o projeto que tinha sido retomado em 2017. Recentemente, a equipe perdeu o incentivo de seu principal patrocinador devido às mudanças no contrato (entenda melhor abaixo) e não resistiu à crise financeira – passivo é quase bilionário. A notícia foi publicada pelo “Blog do Souza” e, em seguida, o ex-jogador e então técnico do clube, Léo Figueiró, lamentou o fim do projeto nas redes sociais.

– Difícil demais escrever em mais uma despedida! Você, Glorioso, que tem contigo uma parcela tão grande da minha história como jogador e agora como técnico. Obrigado por tudo que pude viver nessas duas temporadas , acho que, mais uma vez, o basquete escreveu uma linda história – escreveu Léo Figueiró.

Nos últimos dias, Alexandre Brito e Gláucio Cruz, dirigentes responsáveis pelas modalidades olímpicas e grandes incentivadores do projeto, já tinham deixado o cargo. A oficialização do fim se apresentava irreversível e questão de tempo.

Entenda melhor

Sem recursos para bancar um orçamento de mais de R$ 4 milhões por ano, o Bota recorreu ao patrocínio com a empresa de telefonia Tim para investir no basquete alvinegro via lei de incentivo ao esporte do governo do estado do Rio de Janeiro. Nos últimos dois anos, quando valeu o antigo contrato, o valor repassado foi de pouco mais de R$ 3 milhões por ano. O restante saiu de uma parceria parecida com a Ambev.

Para 2020, o acordo mudou. A empresa renovou o contrato com os quatro grandes do Rio no último mês com valores parecidos, só que, segundo apurou o GE, os termos são outros. Neste ano, a Tim resolveu repassar verba incentivada para projetos de cultura e não mais de esporte. O que impossibilita o investimento no time de basquete do Bota ou em qualquer outro plano olímpico, de futebol feminino ou de base.

Procurada anteriormente, a empresa informou que “renovou recentemente seu patrocínio ao Botafogo e, na negociação, reiterou que gostaria de apoiar ações de experiência dos torcedores com o clube, iniciativas que podem, em consonância com a legislação aplicável, eventualmente ser suportadas por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A companhia aguarda possíveis propostas para avaliação e trâmites necessários”.

Atrito com o futebol

Apesar de vitorioso e considerado positivo pelo Botafogo, o tamanho do investimento no basquete nunca foi unanimidade entre as diferentes correntes do clube. O GE apurou que a aplicação integral do patrocínio da Tim não é bem visto, principalmente, pelo futebol, razão pela qual o clube conseguiu aquela receita.

Isso porque a empresa oferece essa verba incentivada em troca do espaço na camisa do futebol profissional alvinegro. Dirigentes mais ligados ao futebol argumentam que os milhões seriam melhor gastos no próprio futebol e na diminuição dos salários atrasados, por exemplo. A bronca maior é por conta da base, que não tem condições ideais de trabalho.

Fonte: Globoesporte.com / Foto de Capa: Vitor Silva / Botafogo


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