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Em nota, clubes do Rio pedem volta às atividades; Botafogo e Fluminense não assinam

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No pior momento da pandemia no estado, federação e maioria dos clubes endossam o documento que quer retorno aos treinos. Já Botafogo e Fluminense divergem e não participam

Em documento divugado pela Ferj nesta sexta-feira, os clubes do Rio que disputam a Série A do Campeonato Carioca pediram o retorno das atividades relacionadas ao futebol “o mais breve que lhes for possível”.

A nota foi divulgada no pior momento da pandemia no estado – na quinta-feira, o Rio pela primeira vez confirmou mais mortos em um dia do que São Paulo. Foram 189 óbitos em solo fluminense.

Entre os grandes clubes, houve divisão no documento divulgado pela Ferj. Vasco e Flamengo participam da carta, mas Fluminense e Botafogo não assinaram o documento.

Ao GloboEsporte.com, o presidente alvinegro, Nelson Mufarrej, afirmou não concordar com o retorno às atividades no momento em que o país se aproxima do pico da epidemia.

– É questão de coerência ao nosso posicionamento público. Estamos próximos ao pico da pandemia com o sistema público perto da asfixia e o que mais se fala é em lockdown. O futebol pode esperar. O retorno tem que ser orgânico. Respeito a atitude dos demais clubes, mas entendemos ser a hora de preservar a saúde de todos e, por isso, não assinamos – declarou.

O Fluminense se posicionou por meio de nota, na qual afirmou que só pretende retornar aos treinos presenciais com o aval das autoridades.

– O clube acredita que não é o momento do futebol brasileiro dar qualquer sinalização de retorno do esporte quando o país inteiro, particularmente o Rio de Janeiro, está com extrema dificuldade de fazer a população cumprir o isolamento social necessário para reduzir o número de contaminações e mortes por conta da Covid-19 e cidades inteiras começam a anunciar medidas ainda mais severas, como o lockdown – diz a nota do Fluminense.

Os clubes que assinam a carta garantem que estão preparados para reiniciar as atividades em poucos dias, com “rigorosa vigilância” para evitar a exposição e a disseminação da Covid-19, mas afirmam também que respeitam a posição das autoridades.

Na última terça-feira, representantes dos clubes de menor investimento tiveram uma reunião com o presidente da Ferj, Rubens Lopes e se comprometeram a contratar empresas para fazer a sanitização e higienização dos ambientes que vão receber os atletas.

Por sua vez, a Ferj prometeu tentar interlocução com as autoridades do Governo do Estado e prefeituras para conseguir a liberação, já que, por enquanto, ainda estão vetadas atividades esportivas, mas os clubes consideram que podem sensibilizar as autoridades, pois restam poucos jogos para a conclusão do estadual – faltam duas rodadas da Taça Rio e as finais.

REUNIÃO NA PRÓXIMA SEMANA

Com boa relação com a Ferj e com os clubes, o vereador Felipe Michel fez contato com o prefeito Marcelo Crivella para marcar na próxima semana reunião virtual com a Secretaria de Saúde, os clubes de futebol do Rio de Janeiro e o presidente da Federação de Futebol.

Apesar dos esforços e da coordenação entre clubes – sem a participação de Botafogo e Fluminense – e a Ferj nas tratativas para flexibilizar o treinamento dos jogadores, a expectativa é de endurecimento do isolamento social tanto na cidade como no estado do Rio de Janeiro. Crivella e Witzel têm em mãos planejamento de execução do lockdown – bloqueio total – para diminuir o contágio no estado.

– Como ex-atleta e defensor do esporte, sei da importância da retomada das atividades para os clubes, para os atletas, para os profissionais de educação física, por isso me coloquei como interlocutor entre a prefeitura e os clubes. É claro que essa retomada só vai acontecer quando a cidade estiver pronta para tratar de novos pacientes. Estão chegando novos respiradores, o número de leitos de enfermaria e UTI vai aumentar e, consequentemente, a curva diminuir. Executivo e Legislativo devem trabalhar juntos – disse Felipe Michel, que foi secretário de Crivella e jogou futebol profissionalmente.

PLANO DE JOGOS

A Ferj está estudando um plano de volta aos jogos com estratégia para reduzir o risco de contágio e disseminação do coronavírus. A princípio, os jogos seriam realizados em apenas três estádios – Maracanã, Nilton Santos e São Januário – e com redução do quadro de pessoas trabalhando na operação das partidas e nas comissões dos clubes.

Fonte: Globoesporte.com


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