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Em programa, Jair enfatiza objetivo do grupo. – “É 110%”

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Se tem um treinador há algum tempo no cargo e com moral hoje com a torcida, esse treinador é o jovem Jair Ventura, do Botafogo. Aos 38 anos, terceiro dos clubes da Série A entre os mais longevos – foi efetivado em 13 de agosto, portanto, perto de completar 10 meses -, ainda não conquistou o espaço com títulos. Mas o bom futebol apresentado pela equipe em várias competições simultâneas, com um elenco sem estrelas mas enxuto e homogêneo, o credencia como um dos melhores do futebol brasileiro. Qual a fórmula para isso?
Convidado desta sexta no “Seleção SporTV”, Jair Ventura explicou como consegue fazer o time render bem desde que iniciou a reação na reta final no Brasileirão do ano passado, quando conseguiu levar o time ao quinto lugar e a uma das vagas para a pré-Libertadores. Depois, a boa campanha na fase de classificação da maior competição sul-americana e depois o consequente primeiro lugar no Grupo 1, um dos grupos mais difíceis, a ida às quartas da Copa do Brasil e uma campanha no Brasileiro em que, apesar no nono lugar na tabela, apresenta bom futebol. Perguntado sobre que projeção faz depois de jogar várias quartas e domingos seguidos e agora tendo competições de mata-mata (Libertadores e Copa do Brasil) com caminhos iguais e o Brasileiro, que cobra regularidade, ele respondeu com segurança que não pode, de forma alguma, pensar em poupar jogadores. O time tem que estar, segundo o técnico, sempre “110%”.
– A gente não tem o luxo de escolher competição. A gente viu o Palmeiras ser campeão da Copa do Brasil e ser rebaixado, com o Felipão (2015). A gente não pode abdicar do Brasileiro agora, que a gente vai pagar um preço lá na frente. Quando a gente conseguiu a classificação (Libertadores), a gente só tinha o Campeonato Brasileiro. Mas agora? Eu vou abrir mão da competição mais importante para a gente, que é a Libertadores? Tem a Copa do Brasil nas quartas de final? A gente vai com tudo até onde a gente conseguir. A gente sabe que vai chegar o preço, com as lesões, com os desfalques que vem tendo que ter. Cada jogo é uma equipe diferente, mas não tem como abdicar agora. Não posso jogar contra um Coritiba, um Grêmio, com uma equipe como a gente fez no Carioca, com todo respeito ao Campeonato Carioca.
Com um time sem estrelas e, segundo ele mesmo lembrou, folha salarial inferior às de rivais como Atlético-MG, Flamengo, Palmeiras e Coritiba, Jair Ventura sabe que precisa ter o grupo na mão e várias opções para lançar durante as competições atingindo mesmo nível físico e técnico. O comandante alvinegro citou uma frase dita pelo meia argentino Montillo em recente entrevista.
– É 110%. Primeiro você tem que deixar o grupo homogêneo, tem que trabalhar com todos, você não sabe quando você vai precisar. Existem casos de treinadores que separam 13, 14 jogadores e “vamos com esses aqui”. Eu trato todos iguais. Passo minha filosofia para todos eles. Agora, eu fui para o jogo com o Santos com nove meninos da base. E se eles não estivessem prontos? Na coletiva do Montillo ele fala isso. “O legal do Botafogo vem deles. A gente muda as peças mas é sempre o mesmo padrão.” Isso é muito gratificante para um treinador.
Na partida contra o Peixe citada por Jair, o Alvinegro carioca acabou derrotado por 1 a 0, no fim do jogo, mas teve boa atuação. Sobre os problemas de lesões, o treinador alvinegro fez questão de isentar totalmente o departamento médico e a preparação física de qualquer tipo de problema. E aproveita para fazer mais um alerta sobre o calendário apertado no futebol brasileiro.
– Todos os times têm jogadores lesionados. No jogo contra o Flamengo eu perdi dois jogadores no primeiro tempo, um por fratura (Aírton, o outro foi Victor Luís). Dentro do jogo mesmo você pode trocar posição. A gente tem que rever o calendário, não tem jeito. E perde o espetáculo, porque você vai perdendo seus melhores jogadores. Vai todo mundo sentindo falta, é complicado – disse o treinador, que terá no domingo pela frente o surpreendente Coritiba, domingo, às 11h, no Estádio Nilton Santos. Em terceiro na tabela, com 12 pontos, será mais um teste de fôlego para o time treinador pelo filho do “Furacão” Jairzinho.

Fonte: www.sportv.globo.com


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