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Emílio Faro, a “filial” de Jair Ventura

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Enquanto Jair Ventura, expulso no clássico contra o Fluminense na última quinta-feira, torcia fora de campo e vibrava com o gol de Sassá, o Botafogo era comandado pelo auxiliar técnico Emílio Faro à beira do gramado. Situação que o ex-preparador físico já havia vivido uma vez na carreira, em 2002, pelo próprio Bangu, adversário deste domingo. Mas ainda incomum e um pouco incômoda. Sorrindo, porém visivelmente nervoso, ele admitiu o desconforto na entrevista coletiva após a vitória por 2 a 0 em Moça Bonita.

– (Risos) É uma situação meio diferente, é um habitat em que não estou acostumado. Mas a gente vai falando. Vocês depois me expliquem como que fui. Eu só fui representar o trabalho de Jair, que é o comandante. E então foi executado tudo que era o combinado. Eu brinquei, até, que eu era uma filial do Jair hoje – brincou.

Em campo, a vitória por 2 a 0 ainda não foi o suficiente para o Botafogo entrar na zona de classificação para a semifinal da Taça Rio, mas serviu para passar o Nova Iguaçu e entrar no G-4 da classificação geral do Campeonato Carioca. Com o Fluminense, campeão da Taça Guanabara, e o Flamengo já garantidos na semifinal do estadual, restam duas vagas.

– Quando me perguntaram antes da partida, falei que nosso lema hoje era ter uma equipe competidora, que ia buscar a vitória. E nós conseguimos. A gente precisava disso para dar sequência agora contra a Portuguesa quinta-feira. O Botafogo tem que estar sempre em semifinal, final etc. – comemorou o auxiliar.

Confira outros trechos da entrevista:

ESTRATÉGIA DO 2º TEMPO
Com um jogador a menos, é sempre uma situação básica no futebol. formam-se duas linhas de quatro, você espera a saída do adversário. E isso deve ter atrapalhado o Bangu, que tinha a proposta de se defender. A partir do momento em que tinham mais um jogador, tinham que atacar. E ficamos guardando a posição. E aí foi o pedido que foi feito no vestiário: toda vez que a gente atacasse, tinha que finalizar. Não podíamos perder a posse de bola no ataque.

EXPULSÃO DE PIMPÃO
Toda ação recente ao acontecimento não é uma situação legal. Ele esperou agora no final, veio, pediu desculpas e tal. Não tem que pedir desculpas, foi a vontade dele em excesso que ocorreu e houve a expulsão. As pessoas compensaram a situação de um companheiro que saiu da partida.

SASSÁ
A gente brinca com o Sassá que o grande segredo da vida dele é quebrar o retrovisor. Ele olhar para frente, o que ficou para trás não vai ser mudado. Para frente, está na mão dele.

MUDANÇAS NO TIME
Nós viemos de um jogo de Libertadores, em seguida dois clássicos, e tínhamos menos de 72 horas entre o jogo de quinta-feira e esse de hoje. Então, através dos marcadores que nós tínhamos detectamos algumas situações de jogadores desgastados, por isso houve mudanças na equipe. Não teve nem tempo de treinar, praticamente foi uma conversa e o acerto, porque toda a equipe já sabe o que tem a cumprir.

DEFESA X LOCO ABREU
A zaga foi bem, a situação dos números já diz. Ou seja, não tomamos gol nenhum. Então ela se portou muito bem, dentro da situação até de um jogador a menos. No segundo tempo, o número de oportunidades do Bangu foi praticamente nenhum.

ESCALAÇÃO DE JOEL
O Joel vem se destacando nos treinos, vem crescendo. É um jogador que veio com a confiança de todo mundo, tem uma expectativa grande em cima dele. O Jair optou em dar oportunidade para ele nessa partida.

GATITO VOLTA QUINTA?
Deixa essa resposta para o Jair, a situação da frente é dele. Hoje estou representando ele aqui, não teve nenhum tipo de contato, e eu vou até a página dois. Essa aí é a página três (risos). A gente não vai adiantar nada. O Saulo se saiu muito bem, foi tranquilo na partida. A equipe de um modo geral foi muito bem.

SUBSTITUIÇÃO DE MONTILLO
A opção foi tática. O Montillo vem em um processo de a gente querer dar o maior ritmo para ele possível, só que apresentou uma situação diferente que foi a saída do Pimpão. A gente precisou de um jogador que se doasse mais na marcação, por isso optou-se pelo Fernandes.

TRÊS ATACANTES
Não são três atacantes, na verdade é um 2-3-1. Ele (Joel) faz o extremo pela esquerda, Pimpão pela direita, o Montillo centralizado e o Roger à frente. Quando a gente tem a posse de bola fica três atacantes, mas a formação original é 2-3-1. (Agradou?) Essa pergunta tem que ser feita pelo Jair. Ele viu a vai tirar as conclusões para dar sequência à formação, ou não.

ÚLTIMA VEZ COMO TÉCNICO
Foi aqui no próprio Bangu. Tive uma passagem de quatro anos, o treinador foi expulso, e eu fiz o jogo. Não me lembro o ano, acho que foi por volta de 2002. Esse ano a gente teve até uma semifinal onde nós tivemos um gol de cabeça do Eduardo, goleiro, e gerou uma polêmica incrível. Naquele ano eu estava no Bangu.

PENSA EM SER TÉCNICO?
A gente nunca pode dizer nunca. Eu me vejo muito bem como auxiliar, staff, eu gosto desse trabalho mais invisível, do cara que dá suporte. Então não tenho muito essa característica, mas sou profissional. Se um dia estiver desempregado e me chamarem para ser treinador, não vou dizer não.

Fonte: globoesporte.com.br/botafogo


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