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Ex-Botafogo lamenta debandada em volta à Libertadores após 17 anos

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A torcida tem um carinho especial pelo time de 2013, que recolou o Botafogo na Copa Libertadores após 17 anos sem participar da principal competição internacional na América do Sul. Seedorf, Fellype Gabriel e outros atletas tinham papel fundamental na engrenagem do time, mas nenhum seguiu no elenco do Alvinegro na temporada seguinte. Nem mesmo o técnico Oswaldo de Oliveira.

Integrante daquele grupo botafoguense, o atacante Rafael Marques, atualmente no Ventforet Kofu-JAP, lamenta a debandada e aponta que a reformulação quase que completa no time não deu certo. O time até chegou à fase de grupos, onde acabou eliminado. O problema maior veio no Brasileiro daquele ano, quando o Botafogo teve péssimo rendimento e acabou rebaixado para a Série B do Brasileirão pela segunda vez na sua história. Isso sem contar que o time há havia perdido ainda em 2013 outras peças importantes como Andrezinho, Fellype Gabriel e Vitinho.

Para a vaga de Oswaldo, a diretoria optou por Eduardo Húngaro. Jorge Wagner, Wallyson, Tanque Ferreyra e Zeballos assumiram titularidade desde o início do ano, mas não corresponderam. Para o Brasileiro, o Botafogo trouxe Emerson Sheik e Carlos Alberto, mas de nada adiantou.

“Em 2013, a gente chegou em quarto lugar no Brasileiro, se não tivéssemos perdido alguns jogadores importantes naquele ano, talvez, até mesmo poderia chegar a ser campeão. E foi logo na reta final, quando estávamos muito parelho à equipe do Cruzeiro [que ficou com o título]. Infelizmente, perdemos alguns jogadores importantes, mas ainda conseguimos segurar até o final, levando o Botafogo à Libertadores depois de 17 anos. Logo no ano seguinte, em 2014, aconteceu de muitos jogadores terem saído. O próprio Oswaldo, o Seedorf, eu fui vendido para a China”, disse Rafael Marques ao UOL Esporte.

“Era meu desejo continuar no Brasil pelo fato de ter acabado de voltar de fora do país, mas, infelizmente, após o Brasileiro, pela campanha que fizemos, o Botafogo me vendeu para a China. Era a vontade da diretoria… Naquele caso, o presidente [Maurício Assumpção dirigia o clube na época] queria muito que eu fosse vendido. Talvez, não teria motivo de eu ficar em um lugar que o presidente não queria minha permanência. Isso fez com que eu aceitasse a proposta. Não era o que eu queria, mas, por um lado, vi que podia ajudar o Botafogo nesta parte financeira. Por má gestão, acabou que o time não foi bem na Libertadores e Brasileiro. A gente lamenta porque tínhamos um elenco forte e deixaram desmanchar um projeto que teria futuro”, completou.

Gratidão ao Botafogo

Foi depois da minha saída do Japão, na volta para o Brasil. Depois de sete anos fora. Era um momento que eu precisava voltar e o Botafogo me deu essa oportunidade. Apesar de ter ido muito bem, o começo foi complicado. Como falei, depois de sete anos, apesar de ser brasileiro, há uma readaptação ao futebol e no começo, realmente, senti um pouco. Cheguei no meio da temporada… No ano de 2013, pude fazer uma pré-temporada e as coisas começaram a se encaixar, começou a dar certo, os gols saíram e o bom futebol foi apresentado. Tenho um carinho muito grande pelo Botafogo e acompanho, mesmo de longe. Sou muito grato pelo Botafogo ter aberto as portas novamente no Brasil.

Seedorf

Ter atuado ao lado do Seeddorf, para mim, foi muito gratificante e especial. Um jogador do patamar dele, multicampeão, passou por grandes equipes e, em todas, foi vitorioso. Era um jogador muito competitivo e isso aflorou ainda mais dentro de mim para fazer cada competição e mesmo cada equipe… Sempre muito competitivo, querendo o melhor do clube e mesmo para mim. Então, só teve coisas a agregar. Para mim, foi muito maravilhoso. Uma experiência indescritível.

Honda

Acabou que a transferência do Honda para o Brasil, para o Botafogo, pegou já um momento de crise no mundo [pandemia do novo coronavírus], o começo dela. Apesar de entender algumas coisas de japonês, não vejo muito os canais japoneses, acho que a informação que temos mais é no clube, com o tradutor. Não me perguntaram muito, como seria para o Honda lá [Brasil], se ia se adaptar, mas creio que dentro do Japão teve repercussão grande sim. Nós que somos estrangeiros que temos pouco acesso, mais por causa da língua, ficamos sabendo pouco, mas creio que tenha sido muito especulado. É uma estrela do futebol japonês, um jogador internacional também, passou por grandes equipes. Creio que, nisso tudo, o Botafogo tem muito a ganhar.

Carinho por Oswaldo

Sempre deixei bem claro, não escondo de ninguém, o carinho que tenho pelo Oswaldo de Oliveira. Passamos momentos bem complicados na minha chegada ao Botafogo, porque vincularam minha chegada com a saída do Loco Abreu e nunca houve isso. Com esse vínculo, acabaram afetando muito o Oswaldo, mas, com a confiança que ele tinha em mim, conseguimos superar isso. Isso é um dos fatores. Ele, como treinador, dispensa comentários. Todos os clubes em que passou, foi vitorioso, tem o carinho de todo o elenco, “paizão”, como falamos. Tenho um carinho muito grande por ele, treinador que sempre gostei. Passamos momentos difíceis, mas também muito felizes no futebol.

Fonte: UOL


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