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Ex-presidente critica Márcio Rezende por Copa do Brasil em 99 e aposta na S/A: “Marco inicial do novo Botafogo”

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Ex-presidente do Botafogo, de 1997 a 1999, José Luiz Rolim deu entrevista sobre seu período à frente do clube. Em entrevista com o empresário Thiago Cesário Alvim, ele se orgulhou das conquistas durante o mandato, mas admitiu que faltou a Copa do Brasil.

Com boa parte da vida ligada à política do BotafogoRolim enalteceu seus títulos no clube e os enumerou: Taça GuanabaraTaça Rio e Campeonato Carioca em 1997; Torneio Rio-São Paulo em 1998; Campeonato Carioca de Juniores em 1997 e 1998; Taça BH de Juniores em 1999 e Copa Rio Juvenil em 1999, além de conquistas em outros esportes.

Porém, no último ano, ficou a frustração da Copa do Brasil. O ex-dirigente isentou o criticado técnico Gilson Nunes e reclamou da atuação do árbitro Márcio Rezende de Freitas no primeiro jogo da final, vencida por 2 a 1 pelo Juventude, em partida que teve dois gols mal-anulados de Rodrigo Beckham.

– Nem fui eu quem trouxe o Gilson Nunes, embora tivesse jogado pelada com ele quando ele era jogador do Fluminense. Esse treinador ficou no Botafogo. Uma das passagens que mais me entristeceram foi não termos sido campeões no terceiro ano. No primeiro ano, teve esses títulos todos, no segundo, o Torneio Rio-São Paulo, que engrandece qualquer gestão. Tínhamos tudo para sermos campeões da Copa do Brasil. Não é questão de choro, eram mais de 100 mil pessoas, um jogo que não teve gol, perdemos porque não fizemos um gol – disse.

– Ficou muito manifesto e evidente. Todo botafoguense deveria lembrar o quanto o Márcio Rezende nos prejudicou, foram dois gols absolutamente legítimos em Caxias. Teríamos saído com a vitória e o campeonato assegurado. Seriam três gols na casa do adversário, precisariam remover montanhas, não tinham time para isso. Criticam o treinador, mas ele foi o treinador campeão do Rio-São Paulo do ano anterior. Não se pode crucificar alguém porque teve um dia infeliz. Ele teve um dia infeliz, mas é assim que funciona – afirmou Rolim.

Veja os gols mal-anulados:

Para o ex-dirigente, as lembranças de 1995, ano em que o Botafogo foi campeão brasileiro sobre o Santos, podem ter pesado na atuação de Márcio Rezende.

– Ouvi muito isso à época. Nosso querido Carlos Augusto (Montenegro) fez matéria de meia página em um jornal do Rio de Janeiro manifestando críticas a ele. Prefiro imaginar que, talvez, tenha havido essa motivação, mas quase que inconsciente, com receio de parecer beneficiando o Botafogo, quando diziam que tinha beneficiado em 95. Não quero atribuir culpa ou responsabilidade a ele, mas acredito que esse episódio tenha influenciado o julgamento dele naquele jogo. Ele nos prejudicou nitidamente – criticou.

Parte financeira

O fim do mandato de Rolim no Botafogo foi conturbado, com críticas internas e o clube lutando contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 1999. Conseguiu apenas na última rodada, vencendo o Guarani por 1 a 0 e terminando na 14ª posição, em ano que houve a polêmica Sandro Hiroshi.

O ex-dirigente destacou aspectos positivos na parte financeira na sua saída.

– Tivemos uma gestão de finanças muito controlada. Para ter ideia, terminamos o mandato com a folha em torno de R$ 495 mil, enquanto a dos rivais do Rio estava em quase R$ 3 milhões. Estávamos disputando os títulos. Nunca atrasamos uma folha salarial dos jogadores ou funcionários. Tivemos a possibilidade de repassar para o nosso sucessor R$ 9 milhões em caixa, o que era uma enormidade de dinheiro na época. Entregamos um clube sem dívida com o quadro de funcionários e profissionais do futebol, com margem para começar o ano bem – declarou Rolim, que foi sucedido por Mauro Ney Palmeiro.

Esperança na Botafogo S/A

José Luiz Rolim é um entusiasta da Botafogo S/A e acredita que o projeto marcará um novo tempo para o clube.

– Torço muito para que esse projeto da S/A, liderado pelo Carlos Augusto, dê certo. Hoje os tempos mudaram, as discrepâncias aumentaram, é preciso que o clube seja forte institucionalmente para disputar campeonatos. Esse projeto está sendo tratado há dois anos, porque precisa desse tempo. Felizmente, esse processo está se concluindo, em breve vamos ter a S/A começando e disputando campeonatos. Tudo isso está para acontecer, não tenho dúvidas – comentou.

– Estamos a ponto de chegar no marco inicial do novo Botafogo, no ponto de vista da gestão de futebol. Um time que vai disputar todos os campeonatos, não vai ter mais sustos ou brigar para não cair. Não vai precisar fazer contas, vai ter seu desempenho em campo. Estou esperando isso com muita ansiedade – finalizou Rolim.

Fonte: Redação FogãoNET e Instagram do Thiago Cesario Alvim / Foto de Capa: Reprodução / Instagram


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