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Explicando o inexplicável

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A vitória sobre o Palmeiras deixou uma excelente última impressão, mas o reencontro após um mês com a Arena Botafogo foi doloroso. A goleada por 5 a 2 para o Cruzeiro, com requintes de crueldade, pôs fim à invencibilidade no estádio e deixou o Botafogo a um passo da eliminação na Copa do Brasil. Há ainda o temor de que o resultado deixe ecos que atrapalhem a campanha de recuperação no Campeonato Brasileiro. Pelos semblantes e (poucas) declarações de jogadores e comissão técnica após a partida, a derrota tende a levar um tempo a ser digerida.

Mas a atuação do Botafogo foi de todo ruim? Na maior parte do jogo, não. É difícil explicar o que aconteceu nesta quinta-feira na Arena. O time carioca saiu na frente, teve 65% de posse de bola, fez dois gols, teve outro mal anulado e criou oportunidades. Sassá e Neilton inclusive foram aplaudidos. Mas se na frente a equipe funcionou, o sistema defensivo teve atuação desastrosa, em noite em que nada deu certo.

Jair Ventura evitou apontar culpados, mas as falhas individuais custaram caro. Por conta de um pênalti bobo em Henrique e de vacilos em ao menos mais um gol, Renan Fonseca foi pego para Cristo. De fato o capitão alvinegro teve uma atuação fraca, mas não esteve sozinho. Emerson também esteve muito mal e ainda marcou um gol contra. Insinuantes no ataque, os laterais deixaram avenidas na defesa.

No desespero e na tentativa de mudar o panorama, Jair Ventura trocou Bruno Silva e Airton por Leandrinho e Canales. As trocas deixaram o Botafogo ainda mais exposto, e o time conhecido por jogar com três volantes terminou sem nenhum, uma vez que Rodrigo Lindoso se machucou, e o treinador já havia realizado as três substituições.

Embora no discurso ainda não jogue a toalha, a sequência na Copa do Brasil é praticamente impossível. Para avançar, o Alvinegro terá de vencer o Cruzeiro no dia 21 por quatro gols de diferença em Belo Horizonte, algo no mínimo improvável. A prioridade, mais do que nunca, é evitar a volta à zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Jair Ventura tem apenas três dias para juntar os cacos e acertar, mas do que a tática, o psicológico do grupo, nitidamente abalado com as vaias. O curto tempo exige reação imediata para que a página do triste capítulo sobre o Cruzeiro seja rapidamente virada. Afinal, domingo o Botafogo tem outra pedreira pela frente: o Grêmio.

Fonte: globoesporte.com.br/botafogo

 


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