Redes Sociais

Notícias

Falta de critério em arbitragem e VAR gera danos ao Botafogo; compare lances

Publicado

em

O técnico Paulo Autuori fez um forte desabafo contra o uso do VAR e o favorecimento sempre “às mesmas equipes”. O torcedor do Botafogo está acostumado com erros de arbitragem contra o clube, mas o que tem causado mais estranheza é porque o recurso eletrônico não é usado da mesma forma quando pode ser a favor do Alvinegro.

O próprio Campeonato Brasileiro mostra exemplos, citados nesta segunda-feira por Paulo Autuori, em entrevista ao jornalista Mauro Cezar Pereira.

– Tudo que for para dar mais justiça ao jogo, eu sou a favor. O que coloco é que nesses três jogos aconteceram coisas diferentes. Contra o Fortaleza, os analistas disseram que foi pênalti, mas nem se cogitou olhar o VAR. O cara caiu em cima do (Bruno) Nazário e o impediu de pegar a bola. O que peço é reflexão. Elogiei o Leandro Vuaden, mas enquanto o VAR for interpretação, as coisas vão ser dessa maneira. No lance do (Matheus) Babi (contra o Atlético-MG) poderia ter anulado o gol, mas dado falta, porque foi mão do zagueiro. Que tipo de interpretações são essas? Falei e repito. Não falei sobre Vuaden ou penalidade. O Marcelo foi leal e disse para o quarto árbitro e o juiz (que tocou no braço), tem que ser assim, com transparência. A questão não é essa, mas é que as interpretações foram distintas e prejudicaram o clube – criticou Paulo Autuori.

Separamos alguns lances para exemplificar como o VAR é usado de forma parcial:

Pênalti em Bruno Nazário

O Botafogo ficou no empate em 0 a 0 com o Fortaleza, mas poderia ter saído com a vitória. O árbitro Marielson Alves Silva (BA) não marcou pênalti sobre Bruno Nazário e sequer foi rever o lance no VAR. Como pode?

Mão de Marrony

Em Botafogo 2 x 1 Atlético-MG, houve um toque claro de Marrony com a mão dentro da área, quando a bola sobraria no meio. O braço não estava colado ao corpo. Por que o lance não foi sequer reanalisado pelo árbitro de campo? É interpretativo, foi rápido, mas não houve dúvida em não marcar.

Gol anulado de Bruno Nazário

Matheus Babi ganha dividida com o defensor, que corta com o braço, a bola rebate em Babi (não há uma imagem clara de que tenha sido no braço e o atacante diz que bateu na barriga) e, na sequência da jogada, Bruno Nazário manda para o gol em Botafogo x Atlético-MG. O juiz vai ao VAR, anula o lance e dá falta a favor do Atlético, ignorando até o toque do defensor com o braço.

Pênalti de Marcelo Benevenuto

A impressão é que a bola realmente tocou no braço de Marcelo Benevenuto. O problema é que as imagens não são claras, vendo de trás. Leandro Vuaden estava de frente para o lance e claramente apontou que foi “ombro”. Ele viu a jogada. O VAR o chama para reanalisar o possível pênalti, até que ele marca. Porém, na cobrança, há invasão de área de jogadores do Flamengo que é solenemente ignorada pela arbitragem.

Matheuzinho deveria ter sido expulso

Como justificar a não expulsão de Matheuzinho por essa entrada criminosa em Caio Alexandre no clássico entre Botafogo e Flamengo? O pior é que Vuaden viu o lance e foi ao VAR, mas deu apenas cartão amarelo. Houve outra entrada forte, carrinho por trás de Rodrigo Caio em Bruno Nazário, que teve a mesma punição. Não houve reanálise.

Flamengo x Bangu

E esse toque de Willian Arão com o braço? Alguém sabe por que não foi pênalti?

CSA x Flamengo

Flamengo x Botafogo

No Campeonato Carioca, o Botafogo teve um gol anulado de Pedro Raul por impedimento duvidoso apontado pelo VAR, mas por que o primeiro gol do Flamengo não foi sequer revisto? Houve empurrão de Bruno Henrique em Danilo Barcelos.

Fonte: Redação FogãoNET / Foto de Capa: Reprodução / Premiere


Clique para Comentar

Copyright © 2019 Rádio Botafogo. Todos os Direitos Reservados.

%d blogueiros gostam disto: